A graça de Deus e as nossas crises




A Bíblia nos ensina que vivemos sob a proteção de Deus, sob os seus cuidados. Há inúmeras passagens que confirmam isso. Entretanto, essa realidade espiritual não nos isenta das aflições dessa vida, pois continuamos sendo genuinamente humanos. Quando o autor aos Hebreus fala a respeito dos heróis da fé, a sua declaração é impressionante: “...outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada;andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados...” (Hb.11:36,37)
Quero convidar você a refletirmos sobre o caso de José, filho de Jacó, cuja história se encontra no livro de Gênesis.
Observemos alguns pontos na trajetória dele que apontam para uma grave crise:
  1. Crise familiar - odiado pelos irmãos;
  2. Solidão - afastado da família, vai parar numa terra estranha;
  3. Mudança de padrão - de "filhinho de papai", ele vira escravo;
  4. Injustiçado - é preso injustamente.
Como José enfrenta as suas crises:
  •  Com trabalho, atitude - (Gn 39:3-4) - Ele é comprado como escravo por um oficial egípcio. José faz o seu trabalho tão bem, que se torna administrador de todos os negócios de seu senhor;
  • Com firmeza de princípios - (Gn 39:7-12) -A mulher de Potifar, o oficial egípcio, a “Patifar”, queria de todo jeito ter um caso com José, mas ele resistiu bravamente,  porque tinha caráter;
  • Com a visão de Deus (Gn 39:9; 50:20) - Ele diz à mulher de Potifar que não a possuiria porque além de caráter, tinha temor a Deus e por isso não pecaria contra ele. Aos seus irmãos, no final da história, ele declara que Deus havia transformado o mal em bem, pura graça.;
  • Com inconformismo (Gn 40:15) -  Quando preso injustamente, ele manifesta seu inconformismo dizendo que havia sido roubado de sua terra, e que nada havia feito para estar ali, naquela masmorra. Esse inconformismo ajudou-o a não desistir de lutar por sua liberdade.
Podemos concluir com uma simples pergunta final: Como temos enfrentado nossas crises?


Rev. Joel Vieira da Silva

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