A ressurreição aconteceu mesmo?


Digamos que os apóstolos, inclusive Paulo, acreditavam mesmo em uma ressurreição e transformação física, datável e literal de Jesus. Será que eles estavam certos? Será que nós, que vivemos no mundo moderno e sofisticado da astrofísica, da microbiologia e da ciência da computação, também podemos acreditar na ressurreição? É claro que podemos. E devemos. Milhões de pessoas o fazem.
Muitos livros já foram escritos na tentativa de dar provas da ressurreição. Esta é uma parte  importante da apologética cristã. Tudo o que eu posso fazer aqui é tentar resumir com franqueza as principais provas.
Primeiro, temos o desaparecimento do corpo. Todo mundo concorda que o túmulo de Jesus estava vazio, até mesmo aqueles que refutam as histórias dos autores do Evangelho; os rumores da ressurreição nunca poderiam ter ganho credibilidade se as pessoas, ao visitarem o túmulo, tivessem encontrado ali o corpo imóvel. Mas o corpo sumiu. A questão sempre foi: “O que foi feito dele?” Nunca houve uma explicação satisfatória pra o seu desaparecimento, a não ser a ressurreição.
Em segundo lugar, temos o reaparecimento do Senhor. O corpo de Jesus desapareceu do túmulo onde tinha sido deixado, e o próprio Jesus continuou reaparecendo durante um período de quase seis semanas. Dizem que ele apareceu para certas pessoas sozinhas (por exemplo, Maria Madalena, Pedro e Tiago), para os Doze, tanto com Tomé como sem ele, e em certa ocasião “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez”, muitos dos quais ainda eram vivos quando Paulo escreveu isto, mais ou menos no ano 54 d.C., e bem que poderiam ter sido sondados a este respeito.
Em terceiro lugar, vem o surgimento da igreja. Alguma coisa deve ter acontecido para transformar os apóstolos e enviá-los em sua missão mundo afora. Quando Jesus morreu, eles ficaram abatidos, confusos e amedrontados. Mas em menos de dois meses saíram do esconderijo, cheios de gozo, confiança e coragem. O que produziu essa transformação tão dramática? Só pode ter sido a ressurreição, juntamente com o Pentecoste, que se seguiu depois. Daquele bando de joões-ninguém desiludidos nasceu uma comunidade universal que soma hoje um terço da população do mundo.
            John Stott

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