O Deus dos cristãos é um Deus de braços abertos para a alma aflita


"Pois eu sou o Senhor, o seu Deus que o segura pela mão direita e lhe diz: Não tema; eu o ajudarei". Isaías 41:13
Por ser uma realidade acima de qualquer outra realidade ou por ser uma ficção criada ou alimentada pela preocupação com a morte, “a ideia de Deus jamais morrerá, ou melhor, morrerá apenas com o último homem”.
O problema da humanidade em todos os tempos não é o ateísmo. Apesar de todas as filosofias e de todos os movimentos contrários ao teísmo, o ser humano continua mantendo sua fé nos deuses (a grande minoria) ou em Deus (a grande maioria). Segundo o sociólogo americano Phil Zuckerman, os ateus ao redor do mundo seriam apenas 11% da população (pesquisa realizada em 2007), problema ligeiramente maior para o gênero masculino. O grupo que mais cresce é o formado pelos “sem-religião”, mas nem todos são ateus.
O problema acentuadamente preocupante é que um bom número daqueles que creem em Deus não acredita que ele esteja de braços abertos para sua alma aflita. Eles nunca leram a resposta à primeira pergunta do célebre “Catecismo Menor”, preparado pela Assembleia de Westminster, que reuniu os mais competentes e fervorosos teólogos da Inglaterra na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. A pergunta inicial é: “Qual é o fim principal do homem?”. E a resposta é: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. O propósito número 1 do ser humano não é exclusivamente adorar a Deus. Além de magnificar a Deus, a criatura pode e deve “gozá-lo para sempre”. O que significa o verbo gozar? Os sinônimos desse verbo são: aproveitar, fruir, desfrutar, desfruir, deliciar-se, experimentar prazer, achar graça. Então, o fim principal da criatura é deliciar-se com o Criador, é desfrutar de seu amor, de sua graça, de sua presença, de seu perdão, de seu consolo, de sua paciência, de seu poder, de sua glória. Em resumo: desfrutar de seus braços abertos -- quando a alma está aflita ou não.
Contudo, para aprender a lidar com sabedoria e acerto com os incômodos da presente vida, não é preciso esperar o fim do mundo. Poderia ter começado ontem. Se isso não ocorreu, pode começar hoje!

Extraído da Revista Ultimato - Edição 347

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