Assim como nós perdoamos



O mesmo acontece quando entra em jogo o nosso perdão em relação aos outros, embora seja um pouco diferente. É a mesma coisa porque, em ambos os casos, perdoar não é o mesmo que desculpar. Muitas pessoas aparentemente acham que é. Elas acham que, se tiverem que perdoar alguém que as trapaceou ou ameaçou, na verdade, estarão fazendo de conta que não houve trapaça ou ameaça alguma. Se fosse assim, não haveria nada a se perdoar. E continuam argumentando: “Mas você não está entendendo. Ele quebrou uma promessa das mais solenes”.
É isso mesmo; é exatamente esse tipo de coisa que você tem de aprender a perdoar. (Isso não quer dizer que você precisa necessariamente acreditar na próxima promessa dessa pessoa. Significa apenas que você deve empreender todos os esforços possíveis para eliminar qualquer ressentimento que possa carregar no coração – qualquer desejo de humilhar ou machucar o outro, ou de lhe dar o troco).
Essa é a grande diferença quando você pede o perdão de Deus. No nosso caso, é muito fácil aceitarmos desculpas; no dos outros, não conseguimos aceitá-las com tanta facilidade.
C.S.Lewis

(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 261)

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