A vendedora de púrpura!

 “No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que se haviam reunido ali. Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo. Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham ficar em minha casa". E nos convenceu.” Atos 16:13-15 (NVI).
A pregação do evangelho abre portas que muitas vezes nós não conseguimos mensurar. Na conversão de Lídia na cidade de Filipos, relatada em Atos 16, encontramos uma porta aberta na Europa para a pregação do Evangelho. Além disso, da pregação de Paulo, outras pessoas de diferentes posições sociais abraçaram o Evangelho.
Lídia era de Tiatira, mas por alguma razão estava em Filipos. Ela era vendedora de púrpura, uma tinta muito valiosa extraída de moluscos. Filipos era a principal cidade da Macedônia, a primeira do distrito e uma colônia importante sob o ponto de vista econômico e político, tanto que havia na cidade um estabelecimento militar do império Romano.
Ela estava reunida com mulheres judias em dia de sábado para ouvir a Palavra e Paulo usou deste momento para falar de Jesus Cristo àquele grupo. Segundo o relato bíblico, esta mulher era "temente a Deus” e escutava o que era pregado ao que “o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia" (Atos 16.14).
Da pregação de Paulo, não apenas ela, mas toda a casa de Lídia foi batizada. Quando Deus inspira e direciona a obra missionária, grandes coisas podem acontecer dos pequenos gestos. Da iniciativa de Paulo houve a conversão a Cristo de uma pessoa e toda a sua casa e, destas conversões, o Evangelho é transmitido a todo o continente Europeu.
A Igreja de Florianópolis está retomando sua vocação missionária e evangelizadora. O desafio? O município de Palhoça! Não sabemos ao certo os caminhos que Deus conduzirá esta igreja no processo evangelizador naquele município, mas sabemos que quando Deus chama, ele mesmo capacita pessoas e realiza sua obra no poder do Espírito Santo.
Assim como nos primórdios da igreja os primeiros cristãos eram chamados para pregar em situações diversas e para públicos diversos, esse mesmo Deus, hoje, continua a destacar pessoas nos mais variados lugares para sua obra. O nosso papel é o de sermos “cooperadores de Deus” (1 Coríntios 3.9), reconhecendo nossa missão e permitindo que o Eterno realize sua obra em nós e através de nós.
Que assim, eu e você, sejamos estes instrumentos nas mãos do Eterno para proclamar a Sua Palavra para todo lugar que Ele nos enviar.
 Rev. Matheus Santiago

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