REPARTIR

Depois de tomar os sete pães e os peixes e dar graças, partiu-os e os entregou aos discípulos, e os discípulos à multidão. Mateus 15:36
A vida é curta demais para deixar de vivê-la intensa e equilibradamente. - Mas, quando deixamos de viver? - Quando temos uma vida banal, fútil, inútil, superficial. Afinal é importante lembrar que não somos imortais, por isso devemos ter uma vida que honre este curto espaço de tempo que temos sobre a face da terra.
O Escritor inglês e primeiro ministro da rainha Vitória do final do século XVIII chamado Benjamin Disraeli, disse certa vez: “A vida é muito curta para ser pequena”.  Então a verdade aqui é: -. Devemos ter a consciência que a vida já não basta ser curta deve-se cuidar para não fazermos dela algo pequeno demais.
 Penso que devemos procurar nos empenhar para ter uma vida intensa, sensata e equilibrada, mas sobretudo uma vida simples.
E uma vida simples é vivida no ensino de Cristo, quando na multiplicação dos pães e peixes notamos que o foco, acentuadamente está no surgimento de muitos alimentos.
Mas há um outro ponto a considerar neste milagre, a repartição.  É possível perceber aqui que há uma diferença entre repartir e dividir.  Se Jesus tomasse o pão e dividisse a ideia seria de diminuição, quando se reparte todos tem.  A palavra original neste texto e no outro no livro de Marcos 8, onde se refere a multiplicação não é dividir mas PARTIR e distribuir, ou seja, partir de novo, e outra vez e assim sucessivamente. 
 Jesus toma o que tem em mãos e reparte depois de agradecer. Assim, temos a ideia de que vida simples é aquela que se vive quando encontramos sentido no repartir.   Vivemos numa sociedade que está dividida e não repartida. Por exemplo, quando promovemos um churrasco com comida em fartura, que sentido teria se não tivesse com quem repartir. Uma festa de uma pessoa só que significância pode ter? Nenhuma!
O valor está sempre quando nos disponibilizamos a repartir.  Jesus era simples, porém não simplório, pois sempre tinha para repartir. Vida simples é aquela em que nós temos suficiência de recursos para existir, prover futuro e repartir. Que seja assim, pois felicidade também é encontrada quando na partilha vemos o regozijo do outro. 

Rev. Edson Martins

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