Responsável: Mércia Mafra Ferreira
Email: ipfpolis@hotmail.com
Vamos nos reportar ao passado desta Igreja, recordando de todos que se dedicaram à música quer através da execução instrumental, especialmente ao harmônio, do órgão e do piano, quer através do canto coral.
Geralmente os missionários, pastores e suas esposas ou filhos, eram os responsáveis pela música nos cultos. Entre os missionários, o Rev. James Theodor Huston, que pastoreou esta Igreja em 1901 e 1902, é autor ou tradutor de vários hinos inseridos nos hinários evangélicos brasileiros.
Mas, a primeira menção à organização de um coro nesta Igreja está registrada na ata nº 89, de 9 de janeiro de 1901, do Conselho, que nomeou o Sr. Olimpio Rodrigues do Rego, para essa missão, no pastorado do Rev. Landes. Ele veio do Rio de Janeiro, tendo feito profissão de fé e sido batizado pelo Rev. Houston, dia 05 de janeiro de 1902.
Mais tarde, a 3 de julho de 1924, a responsabilidade do coral passou para o Maestro Pedro Pavão do Nascimento, auxiliado pelo Rev. Palmiro Ruggeri. Além do coro da Igreja, o Maestro Pavão assumiu a direção da Banda da Polícia Militar de Santa Catarina, em 1898. Foi também, até o seu falecimento, regente da Banda “AMOR A ARTE” desta Capital.
Em 30 de julho de 1932, nova reorganização, tendo o Conselho da Igreja nomeado a seguinte Comissão para o assunto: Pedro Alves Pavão do Nascimento, Julinda Ribas Camargo, Cristina Lenz Mafra e Nair Ribas Zimmer.
Já no pastorado do Rev. Joaquim Alcântara, a 17 de outubro de 1943, foi-lhe dada à incumbência de escolher dirigente para o coro que então existia.
Os jovens, em 11 de abril de 1954, pedem ao Conselho da Igreja, a organização do Coral, sendo seu presidente nomeado pelo referido Conselho, o Presbítero Francisco Manger.
Sob a regência do então tenente, depois Coronel da Polícia Militar, Roberto Kell, que foi autorizada outra organização do Coral, em 1959.
Em abril de 1961, o Coral é regido pela Professora Marília Cardoso Green, que em 1º agosto de 1963, assume a Presidência, ficando na regência até 19 de fevereiro de 1967.
Em março de 1976, alunos da Escola Dominical, ensaiam alguns hinos para o Culto da Páscoa daquele ano, sob a direção de David Gomes Mendonça e Elisete Caldeira de Andrada. Estava em visita à Igreja, preparando-se para fixar residência em Florianópolis, o casal Célio e Mércia Ferreira, que se incorporou ao grupo. Em junho de 1976, o grupo de alunos resolveu continuar os ensaios e cantar nos cultos vespertinos. A idéia amadureceu e em 15 de agosto de 1976, o Conselho da Igreja autoriza a organização do Coral, então com o nome de “Julinda Ribas Camargo”, que iniciou suas atividades como sociedade interna da Igreja, no dia 04 de setembro de 1976.
Durante este período o Coral teve como regente a Maestrina Mércia Mafra Ferreira, a irmã Elisete Caldeira de Andrada, a Professora Marília Cardoso Green, irmã Cinthia Fortini de Oliveira Santos e a partir de 2001 novamente a Maestrina Mércia Mafra Ferreira.
Por que “Julinda Ribas Camargo”?
Voltemos nossa memória à visita dos primeiros missionários presbiterianos à Ilha de Santa Catarina, por volta de 1898, quando iniciaram as pregações na rua Conselheiro Mafra. O Sr. Adalberto Ribas, pai de D. Julinda, passando pelo local ouviu hinos: entrou e ouviu a pregação. Ao chegar em casa disse para sua esposa, Sra. Francisca de Almeida Ribas: “já temos uma religião” e narrou-lhe o que escutou. Passaram a freqüentar os trabalhos, já então com seus familiares; seu genro Sr. Getulio Braglia, e seus filhos Maria, Julinda, Nair, Jeny e Aristotelina e Mário. Julinda Ribas Camargo faz sua profissão de fé e também é batizada dia 5 de abril de 1914, no pastorado do Rev. Salley. Ela nasceu no dia 9 de dezembro de 1890 e faleceu em Florianópolis no dia 01 de agosto de 1973. Seu esposo, Sr. João Gonçalves Camargo também fez profissão de fé e foi batizado no dia 9 de janeiro de 1926, sendo, neste dia apresentado para o batismo o filho do casal, Mário, no pastorado do Rev. Palmiro Ruggeri. A filha do casal, Norma, é batizada no dia 6 de fevereiro de 1929, pelo Rev. Aníbal Nora.
Dona Julinda foi organista da Igreja por muitos anos, até pouco antes de seu falecimento, via-se Dona Julinda, já com dificuldades de visão e mesmo de agilidade, mas, firme no seu propósito de acompanhar os hinos cantados pela congregação, tanto nos cultos de quinta-feira, ou domingos à noite.
Pela sua vida dedicada à música é que, ao se organizar o coral desta Igreja, nesta nova fase, deu-lhe o seu nome: Coral “Julinda Ribas Camargo”.
Atualmente o coral continua lovando a Deus com suas vozes. Ensaia toda terça-feira na IPF, e está sempre de portas abertas para receber novos membros que tenham recebido esse maravilhoso dom de Deus de louvá-lo através da música e conduzir o povo de Deus à adoração!
Fonte: Adaptado ao Histórico dos 90 anos da Igreja Presbiteriana de Florianópolis (1901-1991), elaborado por David Gomes Mendonça, em janeiro de 1991.