Do que precisamos para viver?

“Por essa razão, eu me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toda família, nos céus e na terra, recebe o nome. Peço a Deus que,segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um. E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Ef.3:14-21.
Quando Paulo escreve a carta aos efésios, ele está preso em Roma, esperando o julgamento diante de Nero. Mas, em nenhum momento ele se considera um prisioneiro de Roma, ele se diz prisioneiro de Cristo – “Por essa razão eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo Jesus...” Ef.3:1.
O ponto de vista pode fazer toda diferença em nossa vida. Esse homem, preso injustamente, poderia ficar lamentando sua sorte, mas ligado em Cristo, mesmo naquela circunstância ele encontra espaço para dobrar os seus joelhos e orar por aqueles a quem amava e servia. E o que pede por eles?
Primeiro, pede que “...sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um.” 3:16. Não é um poder para dominar ou subjugar, mas uma capacidade para viver a vida. Essa capacidade celestial vai agir em nossa razão (discernimento), consciência (sensibilidade) e vontade (ação).
Segundo, pede que “...Cristo habite no coração de vocês...” 3:17a. Esse habitar significa uma residência permanente. O segredo da força é a presença de Cristo em nossas vidas. E para Cristo habitar precisamos abrir a porta da nossa vida, o coração – Eis que estou à porta e bato...” Ap.3:20.
Terceiro, pede que estejam “...enraizados e alicerçados em amor.” 3:17b. E é com todos os santos (irmãos e irmãs) que vamos compreender todas as dimensões do amor de Cristo. Essa compreensão se dá na comunhão, na amizade da comunidade cristã. A compreensão da largura, do comprimento, da altura e da profundidade nos faz saber que esse amor é inclusivo, inesgotável e auto-sacrificial.
Então, do que precisamos para viver? Do Poder, da Presença e do Amor. E embora, continuemos limitados, ele “...é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” 3:20.

Rev. Joel Vieira da Silva

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 31/03/2018)

Jaci Silvério, Moacir Tadeu de Melo, Maria Rios, Dalva Andrade, Odair Oliveira, Samuel França (amigo do Fábio Pacheco), Tereza Imaculada Tortelote Saraiva (sogra da Helena Cristina), Maria da Graça Marques (avó da Lisiane França), Walter Arnaldo da Conceição, Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

Desenvolvimento pessoal ou comodismo religioso


Em nossa caminhada cristã sempre estamos expostos ao perigo da superficialidade no relacionamento com Deus. Essa superficialidade é manifestada numa religiosidade separada de crescimento individual na fé e de um desenvolvimento de uma comunhão com Deus que provém da vivência dessa fé.
Assim, vivemos um conflito constante na maneira como nos relacionamos com Deus: um relacionamento pessoal de amizade e intimidade, ou uma experiência religiosa mecânica, desprovida de afetividade e comunhão real.
      Muitos cristãos participam da igreja apenas porque, de uma certa maneira, foram "condicionados culturalmente" à frequência religiosa. É o caso, muitas vezes, de filhos e netos de cristãos, cujos pais e avós os ensinaram a "ir à igreja todo domingo", e cuja relação com Deus reduz-se ao costume religioso.
É o caso, também, outras vezes, de pessoas que tiveram uma genuína experiência de conversão, mas tal experiência acabou não tendo uma continuidade que culminasse em fortalecimento e solidificação de uma relação com Deus que fosse além da primeira experiência.
Em ambos os casos, o indivíduo passa a ser apenas um frequentador da igreja, um simpatizante do evangelho, o que acaba reduzindo a sua fé a uma prática religiosa. A base de sua fé passa a ser estabelecida a partir dos rituais, das tradições, das regras denominacionais, do cumprimento de leis, ou de qualquer outra manifestação que tenha ligação com o âmbito religioso e litúrgico.
Apesar de tais elementos estarem presentes muitas vezes na vida do cristão, e em determinados contextos podem ter sua importância ou relevância, eles não constituem o fundamento da experiência cristã.
E aqui chegamos ao ponto central: a base de nossa fé é a relação pessoal com Deus, o desenvolvimento de uma relação de intimidade e amizade com o Criador. É compreender que Deus é mais que uma força, uma energia, um ídolo, uma ideia. Deus é alguém que deseja estabelecer um relacionamento com cada homem e mulher, fundamentado no amor, no companheirismo, na afetividade, na amizade. É assim que vemos em toda a parte nas Escrituras esse desejo de Deus sendo manifestado: Deus relacionando-se com as pessoas.
          O Cristianismo, vivido apenas como uma religião, não proporciona mudanças, nem crescimento espiritual, nem amadurecimento emocional no indivíduo. É conhecendo a Deus, e deixando-se ser conhecido por Ele, que vamos experimentando a dimensão relacional da comunhão plena com Deus.
           Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força.
João David C. Mendonça

FAKE NEWS

"Não espalharás notícias falsas..." Êxodo 23:1

O historiador Robert Darnton, que é professor emérito da Universidade Harvard , conta que as notícias falsas são relatadas pelo menos desde a Idade Antiga, do século 6: “Procópio foi um historiador bizantino do século 6 famoso por escrever a história do império de Justiniano. Mas ele também escreveu um texto secreto, chamado “Anekdota”, e ali ele espalhou “fake news”, arruinando completamente a reputação do imperador Justiniano e de outros. Era bem similar ao que aconteceu na campanha eleitoral americana, diz Robert Darnton ao jornal Folha de São Paulo.
Notícias que aparentam ser verdadeiras, que em algum grau poderiam ser verdade ou que remontam situações para tentar se mostrar confiáveis: isso são as fake news que vemos atualmente. Por isso há de ser ter cuidado: as notícias falsas não são apenas aquelas extremamente irônicas, que têm o intuito de serem engraçadas e provocar o leitor. As notícias falsas atualmente buscam disseminar boatos e inverdades com informações que não estão 100% corretas sobre pessoas, partidos políticos, países, políticas públicasElas não vão aparentar ser mentira, ainda mais se nós acreditamos que elas podem ser verdadeiras mas não são.
Podemos observar que as Fake News datam de leis muito antigas registradas para orientação da nação judaica através de códigos civis e morais, na  legislação mosaica. O livro de Êxodo um dos cinco livros da lei  judaica, diz: "Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa". Ainda nos registros do livro de Deuteronômio é claro o mandamento: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". Ou seja mentir, denegrir, maldizer, fofocar,  isto é devastador e altamente destrutivo. Alguém que é difamado injustamente sofre demais e leva tempo para se recuperar.
Portanto procuremos  sempre promover a boa notícia que traz edificação e restaura a alma. Porque o Evangelho é a verdadeira mensagem de perdão e de convite para viver em paz uns com os outros e receber D'Ele a vida eterna na pessoa de Cristo Jesus  . A notícia de Deus pra nós é sempre verdadeira e boa . Por isso que "Evangelho"   significa  boa notícia. Na verdade nenhuma noticia pode ser boa se é  mentirosa.
Então quando falar de alguém verifique se é verdade, pondere se aquilo trará algum benefício, e certifique se realmente vale a pena  falar. Por que  há situações que mesmo sendo verdadeiro não significa que deve ser dito .
Como disse um amigo , Fake News ou True News , se não são ditas para edificação com  amor , podem causar danos irreparáveis.
 Rev . Edson Martins

A Ressurreição


“Amigos, permitam-me repassar a Mensagem com vocês mais uma vez – a Mensagem que proclamei e foi recebida por vocês; nela vocês permanecem firmes e por ela foram salvos. (Entendo que a fé que possuem é verdadeira, não um interesse passageiro, e que nela estão firmes de verdade.)
A primeira coisa que fiz foi apresentar a vocês de coração a Mensagem que recebi: o Messias morreu pelos nossos pecados, exatamente como dizem as Escrituras; foi sepultado e se levantou da morte no terceiro dia – mais uma vez, exatamente como dizem as Escrituras. Falei a vocês que ele apareceu vivo a Pedro, depois aos seus seguidores mais próximos e mais tarde a mais de quinhentos seguidores ao mesmo tempo – muitos deles estão por aí (ainda que alguns já tenham morrido) – depois, ele passou um tempo com Tiago e com o restante dos que chamou para falar em seu nome, e, finalmente apareceu vivo a mim. Faz todo sentido que eu viesse por último, pois nem mereço ser incluído no grupo original, como vocês bem sabem, já que passei anos perseguindo a igreja de Deus.
Mas a mim foi concedida a graça bondosa de Deus. E a ela devo tudo que sou. Não posso permitir que sua graça seja desperdiçada. Não trabalhei mais do qualquer um dos outros? Embora os resultados não tenham dependido de mim, mas sim de Deus que me deu graça. Então, não faz diferença se vocês ouviram a Mensagem de mim ou de outro: nós falamos a verdade de Deus e vocês a receberam e creram.
Agora, quero fazer uma pergunta difícil, mas importante. Se vocês se tornaram cristãos crendo que Cristo está vivo, ressuscitado dos mortos, como podem alguns de vocês afirmar que não há ressurreição? Se não há ressurreição, Cristo não está vivo. Se Cristo não ressuscitou, tudo que ensinamos a vocês está errado, e vocês investiram a vida numa ilusão. Além disso, se não há ressurreição, somos culpados de mentir a vocês sobre Deus, e tudo que apresentamos como testemunho de que Deus ressuscitou Cristo não passa de engano.
Se os mortos não podem ressuscitar, então Cristo não ressuscitou, porque ele morreu de fato. E, se Cristo não ressuscitou, vocês continuam na escuridão, mais perdidos que nunca. Para quem morreu, é ainda pior, porque morreram esperando a ressurreição em Cristo. Se tudo que temos de Cristo serve apenas para alguns poucos anos de vida, coitados de nós. Mas, a verdade é que Cristo ressuscitou, sendo o primeiro de muitos que voltarão à vida”. I Co.15:1-20

(A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea/ Eugene H. Peterson)

Espere Nele!

“O Senhor é bom para os que esperam nele, para aqueles que o buscam.” Lamentações 3:25 NA17

“Calmo, sereno e tranquilo, sinto descanso neste viver…” está aí uma música que marcou muito minha infância.
Até hoje quando a canto me remeto a bons momentos vividos e meu coração se enche de gratidão pelo o que Deus fez até aqui.
Mas nem tudo que passei trouxe apenas alegrias. Houve momentos de inquietação e desconforto, lágrimas e muitas dúvidas, mas quando olho para trás não sinto pesar, mas gratidão pelo o que Deus fez.
A bondade de Deus sempre se manifesta em nossas vidas, sendo os ventos favoráveis ou não.
Jesus sempre esteve com os seus discípulos e lhes disse que sempre estaria, no entanto eles custaram a crer nisso.
Jesus lhes disse: “eu sempre estarei convosco”, também afirmou: “vou lhes enviar um consolador”, mas mesmo assim duvidaram e temeram. Levaram tempo até aprender, mas pelo que lemos nos relatos do evangelho, aprenderam.
Esperamos por tantas coisas na vida, pela solução de um problema, por uma cura, pela conversão de alguém.
Muitas vezes pessoas esperam uma vida toda e não veem o que anseiam. É assim mesmo, esperar é caminhar um passo de cada vez. É aprender a confiar não em esforços humanos, nem nas promessas daqueles que podem falhar, mas Naquele que efetivamente dá garantias reais e não falsas.
Enquanto esperamos por Ele, o Senhor vai agindo em nossas vidas, dia a dia. Esperamos pela vinda de Cristo, mas enquanto isso, fazemos o que é da nossa responsabilidade.
A providência e o cuidado de Deus, não excluem nossa responsabilidade, nossa ação e participação.
Enquanto eu e você esperamos por tantas coisas, nossa função é caminhar e não estatelar.
Enquanto esperamos, a bondade de Deus se apresenta nas pequenas e grandes coisas da nossa vida.
O livro de Hebreus nos lembra que...“assim, depois de esperar com paciência, Abraão obteve a promessa.” Hebreus 6:15 NA17.
Então, enquanto não chega o que espero… espero com paciência porque eu sei que o Senhor é bom para aqueles que esperam nele!

Rev. Matheus Santiago

Tu não mereces


Não é por causa da tua justiça
Deuteronômio 9:4-6: “Quando, pois, o Senhor, teu Deus, os tiver lançado de diante de ti, não digas no teu coração: Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir, porque, pela maldade destas gerações, é que o Senhor as lança de diante de ti. Não é por causa da tua justiça, nem pela retitude do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela maldade destas nações o Senhor, teu Deus, as lança de diante de ti; e para confirmar a palavra que o Senhor, teu Deus, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor, teu Deus, te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo de dura cerviz.”
Houve momentos na história do povo de Deus em que a ingratidão assumiu uma forma agressiva. Eu a chamaria de "ingratidão ativa". Falo de soberba, de orgulho.
Nesse estágio da "autonomia humana", perde-se qualquer ligação com os fatos da vida, para criar-se uma narrativa alternativa, que favoreça a quem dela se utiliza. É com essa narrativa que o tolo se convence de que é belo, melhor, superior. Esse ambiente mental produz, para ele, um espelho mágico, no qual ele se vê como gostaria de ser. E a estultícia acaba por levá-lo a tentar viver nessa realidade alternativa, a despeito dos fortes sinais emitidos pela vida, de que as coisas não são bem assim.
Mas, se a promoção não vem, é porque há muita inveja na empresa. Se os aplausos não explodem é porque esse povo não sabe nada de arte. Se não sou eleito é porque essas pessoas ainda não perceberam a "solução" que represento.
Em Deuteronômio 9, presenciamos um momento assim, de tola soberba. Ao entrar na terra prometida, o povo começou a pensar que se tinha saído muito bem; que eram ótimos guerreiros e estrategistas; que mereciam as vitórias obtidas. E isso soa tão agressivo aos ouvidos de Moisés que ele faz um doído desabafo, dizendo que não; que eram povo de dura cerviz; que não estavam ali por mérito deles, mas por causa da promessa que Deus fizera a seus pais Abraão, Isaque e Jacó: "Não digas no teu coração: Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir". Nem digas que foi pela retitude do teu coração, mas para confirmar a palavra que o Senhor, teu Deus, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.
“Não devo nada a ninguém”
Se a gratidão envolve grande sensibilidade para com as graças recebidas, a ingratidão — de forma pura, do tipo: "não devo nada a ninguém", ou travestida de orgulho, que diz: "eu sou bom, mesmo" —, usa de subterfúgios para esconder ou esquecer essas dádivas. É assim que escritores que "se esquecem" das citações de rodapé para passar, tolamente, a ideia de que todo o pensamento apresentado emergiu de sua mente privilegiada. Com efeito, a gratidão de pronto reconhece a ajuda recebida; a ingratidão apressa-se em esquecê-la — até à próxima necessidade, quando retornará ao seu benfeitor, esquecido, agora, de que foi ingrato.
Penso que não se deva desconsiderar inteiramente o mérito, no âmbito das nossas relações com Deus. Eis um tema espinhoso, mas necessário, por causa da confusão que se instalou, a partir do ensino sobre a graça. Se caminhamos na direção de um extremo, acabamos em companhia do diabo, que sugere, por meio da mídia: "afinal, você merece". E essa vaidade, que é orgulho, termina por contaminar as fontes da gratidão, e terminamos como o povo de Israel, na passagem comentada: ridículos. Mas se caminharmos na direção do outro extremo, perdemos de vista a possibilidade de ouvirmos do Senhor: "bem está, servo bom e fiel; foste fiel no pouco; sobre muito te colocarei".
Como harmonizar, então, os dois lados? Talvez, com C.S. Lewis, cultivar o "bom orgulho": os incentivos inerentes ao reconhecimento, da parte do Senhor, dos nossos esforços, da nossa luta, da nossa fidelidade. Sabendo que, se, por um lado não somos marionetes de Deus, e lhe aprazem as nossas virtudes, por outro, encontra-se entre essas virtudes a humildade que diz: "tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos" (1 Cr 29,14).
Rubem Amorese

Nova Almeida Atualizada


A Almeida Revista e Atualizada, que nós usamos até agora, foi concluída em setembro de 1956 e publicada em 1959. Em 1993 passou por pequenas modificações.
Passado mais de meio século desde a publicação da Almeida Revista e Atualizada, a Sociedade Bíblica do Brasil entendeu que era tempo de fazer uma nova atualização, para tornar o texto de Almeida mais compreensível aos leitores de nosso tempo.
           
O que mudou?

1)      Expressões idiomáticas foram traduzidas – Ex. Dt.31:16 - Disse o Senhor a Moisés: Eis que estás para dormir com teus pais... (AA) – O Senhor disse a Moisés: Eis que em breve você vai morrer... (NA)
2)      Palavras arcaicas foram trocadas por sinônimos mais fáceis – Ex. Jó 12:4 – Eu sou irrisão para os meus amigos... (AA) – Eu sou motivo de riso para os meus amigos... (NA) – Jr.20:8 – Porque a palavra do Senhor se me tornou um opróbrio e ludíbrio todo dia... (AA) – Por causa da palavra do Senhor sou objeto de deboche e de zombaria o tempo todo... (NA)
3)      Os pronomes “tu” e “vós” deram lugar a “você” e “vocês”, visto que hoje, na maior parte do Brasil, dificilmente alguém se dirige a um público usando a forma de tratamento “vós”. Também “cousas” mudou para “coisas”.
4)      Intercalações ou mesóclises, do tipo “louvar-te-ei” (Sl.9:1), foram transformadas em formulações mais usuais no português brasileiro atual (“eu te louvarei”).
5)      Revisando os períodos longos, procurou-se, na medida do possível, transformá-los em frases mais curtas. Assim, muitos pontos e vírgulas(;) foram substituídos por pontos. Também a conjunção “e”, que ocorre com grande frequência no começo de versículos, foi, em vários momentos, substituída por “Então”, “Assim”, “Depois”.
6)      Unidades de peso (como siclos, talentos etc.), de medida (côvados, estádios etc.) e de capacidade (efas, batos etc.) foram convertidas para pesos e medidas que são mais conhecidos e usados pelos leitores de hoje (gramas, litros etc.) – Ex. Jo.2:6 – Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas”. (AA) – Estavam ali seis potes de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e em cada um cabiam cerca de cem litros.” (NA)

Esse trabalho levou cerca de 4 anos para ser concluído. Vamos aproveitá-lo. Somos gratos à Sociedade Bíblica do Brasil. Que a Bíblia seja cada vez mais compreendida, cada vez por mais pessoas.

Quem é esse homem?



Jesus Cristo sempre foi tema de controvérsias. Há os que pensam nele como um mestre da Moral; outros o veem como um revolucionário; outros ainda o colocam no mesmo patamar de Buda e Maomé; há os que buscam elementos sobre ele em outros evangelhos, além da Bíblia; e ainda, há os que acham que na verdade ele nunca existiu, é um mito.
A propósito, no Novo Testamento, evangelho de João, existe um acontecimento que deixa muito clara a intenção do escritor, que era a de demonstrar que aquele homem, Jesus, era Deus.
Refiro-me ao texto em que João narra a cura de um cego de nascença (Jo.9). Jesus está caminhando com seus discípulos e ao encontrar esse homem, pedindo esmolas, afirma que nele vão se manifestar as obras de Deus. Nesse momento, Jesus usa um método nada ortodoxo para fazer aquele milagre; ele cospe no chão, faz uma laminha e passa nos olhos daquele homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé.
Ele retorna vendo. E você pode imaginar o alvoroço da vizinhança. Como pode ser? O que aconteceu? Será que é ele mesmo? Por fim, vão até ele para perguntar-lhe: Como foram abertos os seus olhos? A resposta foi essa: “O homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse: ‘Vá ao tanque de Siloé e lave-se’. Então fui, lavei-me e estou vendo”.
Acontece que os fariseus, aqueles carolas da sinagoga, não admitiram aquele acontecimento, por se tratar de um sábado. Confusão estabelecida; por fim, afirmam ao ex-cego que Jesus era um pecador e, portanto, não poderia ter feito aquilo. E aí ele responde: “Se é pecador, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo”.
Os fariseus continuam pressionando-o. Mas estão lidando com um sujeito inteligente e esperto. Finalmente ele responde: “Sabemos que Deus não atende a pecadores...Se esse homem não fosse de Deus não poderia ter feito nada”.
            Quem é Jesus pra você?  Quanto a presença dele mudou a sua vida?
                                                                                                                               Rev. Joel Vieira da Silva