ESPADA DE DOIS GUMES

Pois a palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas.” Hebreus 4:12
Todos os anos, todos os meses e todas as semanas, são editados livros com os mais diferentes temas para todos os gostos. Os livros tem o poder de influenciar situações motivar projetos e transformar vidas.  Os grandes acontecimentos da história universal nos mais diferentes segmentos foram compilados e registrados em livros, e estes a disposição tornam melhores, a vida e o mundo.  A leitura com certeza pode mudar circunstâncias. Por isso, sempre é tempo de descobrir, conhecer e procurar responder aos anseios da mente do coração e da alma e desvendar os grandes mistérios e dilemas através de um bom e elaborado texto.
Então, a sugestão e o incentivo são para a leitura e o exame profundo dos textos bíblicos. Isso por uma simples razão: - nenhum outro tem tanto poder de influir, transformar, e organizar nossas vidas como a palavra de Deus.   Não existe nenhum outro compendio escrito onde o autor se faz  presente para aplicar e desvendar mistérios do coração como quando estamos com fé e sinceridade examinando as escrituras sagradas.
A Bíblia parece” um livro comum, mas não é (também não é algo mágico, evidentemente). O poder da Palavra de Deus esta no Espírito Santo que a aplica em nosso coração.
No primeiro século de nossa era os romanos tinham uma arma formidável: uma espada de bronze com ambos os fios extremamente cortantes. Sua finalidade era especialmente o combate de corpo a corpo, em guerra era um instrumento muito eficaz que podia cortar com movimentos para traz ou para frente.  Ouvi uma frase certa vez: -“Longe de Deus, perto do caos”. A espada era referencia naquela época para demover o caos.
Este texto sugerido sobre Espada de dois gumes é também referencia simbólica a palavra de Deus que examina os homens que desvenda e julga os pensamentos do coração. Que penetra as intenções, que coordena e organiza o mundo interior daquele que se coloca a disposição D’Ele, que pesa os espíritos. E isso é muito bom, porque vai dia a dia nos tornando de novo semelhantes a Ele. Aperfeiçoa-nos para os embates da vida e nos faz desenvoltos e sábios, diante dos desafios.  Filo o grego, chamava o Logos (Palavra) de cortador, com base na ideia de que é capaz de cortar o caos existente no mundo, levando este a ser ordeiro e melhor. Por isso quando diz: - mais cortante que espada de dois gumes, refere-se à Palavra de Deus que faz isso com maestria, a todo homem.  Revela o que está confuso cura e organiza o que está estragado.  Oportuniza também sempre uma nova chance, um novo recomeço. Por isso deixe-se envolver por esta Palavra de Deus, comece a conhecer os desígnios D’Ele, resgate e organize-se, por que: - atitude é tudo, e é preciso buscá-lo através de sua palavra enquanto ainda o temos por perto.
Rev. Edson Martins

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 25/03/2017):

Lenir Zimmer Ribas, Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Célia de Ávila Lóes, Sandra (esposa do Coriguasi), Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Naurete (esposa do amigo do Guto), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Mauro Caldeira de Andrada, Marco Aurélio C. Pereira, Valmíria Macedo Lisboa, Graça Fernandes, Neusa Mendonça, Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins e Rev. Otávio.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

Infinitamente mais


    “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimosou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós...”  Ef.3:20
             Houve um tempo em que nós, os brasileiros, achávamos que os recursos naturais do nosso país eram infinitos, intermináveis. Por exemplo, a água; se não cuidarmos dela, e muito bem, podemos ficar sem esse precioso líquido. Nosso maior patrimônio natural, a Amazônia, continua sob forte ameaça do desmatamento ilegal e até do legal. E por aí vai.
            Quando pensamos em nossos recursos pessoais, então, aí é que podemos perceber a grande sombra da finitude, a nossa finitude. Até quantos anos poderemos viver? Vai dar tempo de curtir a aposentadoria? Nossas defesas corporais contra as doenças são infinitas? Nosso conhecimento sobre a vida é infinito? Etc...
            Mas, ao olharmos para Deus, o criador de todas as coisas, das finitas e das infinitas, nos deparamos com a grande luz das possibilidades infinitas. E essas possibilidades podem acontecer em nossas vidas. O apóstolo Paulo afirma que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos. E através de seu amoroso e profundo poder ele age em nós. Para nos dar infinitamente mais dinheiro, bens, viagens, lazer, conhecimento, poder? Não. As palavras de Paulo no texto de Efésios, fazem parte de uma oração do apóstolo, onde o tema principal é conhecer , experimentar e vivenciar o amor de Cristo em todas as suas dimensões. Não há coisas mais desejáveis nessa vida, do que amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Essa dádiva divina, o amor, é infinita, interminável, jamais acaba, como disse o próprio Paulo aos coríntios. Ninguém pode viver de verdade sem esse amor, o amor de Deus, que tanto nos ama.
            Portanto, “...a ele seja a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”  Ef.3:21


Rev. Joel Vieira da Silva

Estação da Gratidão

Como você tem testemunhado o amor de Deus em sua vida? Será que as pessoas ao seu redor sabem de tudo o que o Eterno graciosamente lhe tem concedido em Cristo Jesus? É muito comum as pessoas dizerem que são gratas a Deus, mas via de regra não demonstram isso com regularidade no cotidiano, tanto que as orações feitas pela maioria dos crentes possuem mais pedidos do que ações de graças.
Sabemos que a Palavra nos diz que Filipenses 4.6 “...em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido” (NTLH). No entanto, é bom observar que o que Paulo está afirmando é que toda a oração de súplica deve ocorrer com o coração agradecido.
Observe também que no Salmo 40.3 o salmista afirma que Deus “pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor” - (Salmos 40.3). Para o salmista este hino de louvor a Deus veio após ele afirmar no versículo 1 que ele esperou com paciência no Senhor enquanto ele se encontrava num poço de perdição e num pântano de lama.
Nossa sociedade anda sôfrega e angustiada a procura de soluções rápidas e imediatistas para seus dilemas. Vive atrás de mais tempo para viver enquanto se enfatua de trabalho, busca mais prazeres enquanto se aprisiona, a cada dia, em toda a sorte de vícios e canseiras que não tem fim.
Entre muitos cristãos não é diferente, pelo contrário, em nosso País por exemplo, temos sido espectadores de uma religiosidade evangélica extremamente hedonista e egocêntrica. Crentes que determinam, que declaram e que profetizam. Gente que não admite o fato de que na vida muitas vezes passamos pelos poços de perdição e que muitas vezes nos achamos em pântanos de lama.
Há muitos que se esquecem de que Deus nem sempre nos livra dos perigos e desertos, mas ele nos livra em meio aos perigos e enquanto estamos nos desertos da vida. Passar por estes lugares é um tempo de desconforto, mas pode tornar-se um tempo de aprendizado e autoconsciência.
Jesus, antes de iniciar seu ministério terreno, foi para o deserto onde foi tentado (Mt. 4). Nosso Senhor não fixou os olhos no deserto mas além dele e ao passar por ele saiu mais preparado e certo da missão para a qual o Pai havia lhe chamado a realizar.
Creio que podemos comparar nossa vida a uma viagem de trem. Por onde passamos enquanto viajamos somos levados a um lugar ou trazido de outro. Não precisamos parar em todos os lugares, mas às vezes somos obrigados a fazê-lo. Muitas vezes paramos em uma mesma estação que pode nos levar para vários destinos, mas por vezes jamais iremos a algumas estações que somente avistamos de longe.
Há no entanto, uma estação pela qual é necessário que passemos todos os dias e pela qual não chegaremos a nenhum lugar se não formos nela. É a estação da gratidão. João Calvino afirmou certa feita que “seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória”.                                                                           

Rev. Matheus Santiago

HÁBITOS QUE TRANSFORMAM


Em 1989, o reverendo John Stott veio ao Brasil para falar num dos congressos da VINDE — Visão Nacional de Evangelização. Depois de uma de suas palestras, nos reunimos para conversar com ele. Era um grupo pequeno de jovens pastores, sentados em torno de um dos maiores expositores bíblicos da nossa geração, perto de completar 70 anos. A conversa seguiu animada. Ele nos deu liberdade para perguntas pessoais e, entre outras, não faltaram aquelas sobre o porquê de não se casar.
Porém, de todas, guardei apenas a resposta que ele deu quando lhe perguntaram sobre a razão do seu longo ministério tão frutífero. Ele respondeu: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou à igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia”. A resposta foi surpreendente por sua simplicidade.
Sabemos que ler a Bíblia e orar todos os dias, ir aos cultos e participar da Ceia nunca foram, por si só, sinais confiáveis de espiritualidade, muito menos um caminho seguro para a maturidade. Muitas pessoas fazem isso por puro legalismo. Por outro lado, sabemos também que não fazer nada disso é um caminho seguro e certo para o fracasso espiritual.
 O reverendo A. W. Tozer (1897-1963) escreveu um artigo afirmando que “Deus fala com o homem que mostra interesse”, e que “Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo”. Mais do que cultivar o hábito de ler a Bíblia, orar e participar do culto, o que na verdade fazemos quando cultivamos estas práticas devocionais é demonstrar o interesse vivo que temos por Deus e por sua Palavra.
Da mesma forma como a vida necessita do básico (ter o suficiente para comer e vestir, onde descansar), a natureza da vida espiritual repousa sobre o que é essencial (Bíblia, oração, comunhão, adoração e missão). São esses hábitos básicos que nos colocam no lugar onde podemos experimentar a graça de Deus e crescer.
Há hoje muita oferta para a vida e para a espiritualidade. A sedução do supérfluo despreza o essencial. Vivemos o grande perigo de negar o básico, achando que podemos experimentar a graça de Deus e provar sua bondade e amor sem nos aquietar e deixar que sua Palavra molde nosso caráter, que a oração fortaleça nosso espírito e que a comunhão nos sustente em nossa identidade como povo de Deus.
As disciplinas espirituais básicas cultivadas pelo reverendo Stott ao longo de sua vida formaram seu caráter como cristão. Nada pode substituir a prática diária da oração nem a leitura devocional das Escrituras. Nada substitui o valor do culto comunitário nem o mistério da Eucaristia. O cultivo destas disciplinas requer de nós não apenas tempo e perseverança, mas também humildade e coragem para sermos transformados pelo poder de Deus.
Deus não nos chamou para a realização pessoal, mas para a comunhão pessoal e íntima com ele e o próximo. Deus não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração. Os hábitos devocionais libertam-nos da “normalidade” do chiqueiro e nos transportam para uma existência de comunhão com Deus que enobrece a vida. São estes hábitos que preservam nossos olhos voltados para o alto, para que, aqui na terra, nossa existência ganhe a grandeza dos ideais divinos.
As práticas devocionais fazem parte do processo formativo da alma diante de Deus. Precisamos cultivá-las a fim de permanecermos em sintonia com o reino de Deus, que molda o nosso caráter em Cristo. É a palavra de Deus que devolve a vida aos “ossos secos" da agitação moderna.

                                                                             Rev. Ricardo Barbosa de Souza

INCLUA DEUS EM SEUS PLANOS

Ter um projeto, um sonho, um desejo, é lícito é bom e faz bem. O sábio rei Salomão, já orientava seu povo dizendo: "...o coração do homem pode fazer planos , mas a resposta certa vem do Senhor " .
A realização de qualquer projeto vai exigir muito trabalho, empenho, fé, coragem e perseverança. Porém, o requisito mais significativo para tal, deve ser a inclusão de Deus em todos os planos que tivermos. Quando lemos a carta bíblica de Tiago, no capítulo 4, ele mostra o quanto falhos e limitados são os planos humanos. E assim orienta a observar e praticar a maneira correta de como conduzir os sonhos e projetos de uma forma que ao final o resultado produza em nós a alegria da conquista em meio a um profundo sentimento de vitória por saber que a boa mão de Deus, nos acompanhou durante todo o trajeto.
Ainda, nos orienta: - Não diga: vou fazer isto ou aquilo, mas, "Se o Senhor quiser faremos isso ou aquilo", quer dizer, tudo que você fizer , considere Deus seu principal aliado.
O livro de provérbios ensina a não firmarmos em nossos próprios pensamentos, mas antes, confiar e reconhecer a Deus em todos os nossos caminhos.  Por quê? Porque é Deus que está no controle, você só ganha quando crê e N'Ele confia.
No seu livro intitulado “Do temor à fé”, Dr. M.L.Jones faz três afirmações fantásticas sobre Deus:
1. A história está sob o controle divino. Este é o tema da Bíblia. Este é o tema central de Apocalipse. A história caminha para um fim planejado por Deus, e nem as forças históricas, políticas ou espirituais, podem impedir seu plano. “Porque os dons e vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11.35).
2. A história segue um plano divino – Os eventos não acontecem por acaso. Deus vê o fim desde o principio.
A Bíblia possui uma estrutura orgânica e harmônica, fincada em quatro pilares: Criação, Queda, Redenção, Consumação.
Deus está no inicio da história, transita dentro dela e encontra-se no seu fim. Ele não apenas age na história, mas é Senhor da história.
3. A história segue um horário divino – Muitas vezes achamos os processos de Deus demorados ou tardios, mas Deus está construindo seu plano dentro de uma agenda especifica e própria. Tudo está funcionando de acordo com seus planos.
Por isso vale atrelar a confiança em Deus, fazer D'Ele, parceiro. Qual o seu sonho, seu projeto, se você acredita, vá em frente, realize, seja feliz, mas diga sempre, ...Se o Senhor quiser , farei isso ou aquilo. Assim é certeza que Ele lhe trará, a melhor parte, e creia, o melhor ainda está por vir.  Salmo 37.                                       
Rev. Edson Martins

Tempopatia

“... tempo de curar...” (Ec 3:3)
Desde menino ouço que o tempo é o melhor remédio. Muita gente não pensa assim e não são poucos os que andam correndo desesperados atrás dele como se fosse possível pegá-lo. São inúmeros os poemas, pensamentos e reflexões que falam do tempo tanto como remédio para as dores e lutas, como também um opressor que impõe peso e tribulação.
O fato é que as pessoas cada vez mais correm atrás do tempo na esperança de recuperar uma época perdida, um relacionamento acabado, uma saúde destruída ou qualquer coisa que tenha se perdido com ele. Entre os gregos era comum o uso do tempo em três dimensões: Kairós o tempo certo ou a oportunidade; Kronos como um período de tempo; Aion como os tempos antigos ou o presente século. Seja como for, o tempo sempre aparece relacionado às coisas que foram, que são e que virão e neste sentido só podemos realizar e fazer alguma coisa no tempo de agora e das coisas que existem no presente momento.
No capitulo 3:1-8 de Eclesiastes o texto-poema apresenta uma ideia primordial afirmando que há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Em seguida, o autor enumera mais de uma dezena de realizações com ações contrárias que enfrentamos no nosso cotidiano e que vivemos no tempo que vai do nosso nascimento até a nossa partida deste mundo. Ainda mais, é preciso lançar uma escolha sobre qual realidade ou ação queremos nos assentar. Não podemos alcançar duas coisas ao mesmo tempo. Ou você planta ou colhe, ou costura ou rasga, ou sorri ou chora. Mas eis aí o grande desafio da nossa existência, pois durante toda a nossa vida poderemos e devemos escolher e grande parte daquilo que vivermos será determinado pelas escolhas que fazemos.
O fato é que a sociedade dos nossos dias (2017) anda em larga medida, sopesada pela angustia do querer realizar muitas coisas ao mesmo tempo e a qualquer custo, mas o fato é que nem tudo que planejamos será realizado e nem tudo que esperamos acontecerá. Na mesma intensidade em que o tempo passa por nós, precisamos aprender a esperar, aceitar, perdoar, amar, plantar, entre tantas coisas que poderão existir em nossas vidas.
Penso que o tempo é curativo, ou pelo menos deveria ser, pois ele nos ensina a cada dia que cada coisa acontece no seu tempo, cada coisa no seu momento. O tempo deve curar nossas ansiedades e expectativas demasiadas sobre as coisas. O tempo para muitos é um vilão, para outros um professor, para outros um remédio. Creio que de uma forma ou de outra ele sempre será uma destas realidades em nós, mas o melhor mesmo é que ele sempre nos cure, nos medique, nos acalme, nos encha de esperança e fé. Que em grande parte da nossa existência o tempo seja para nós um bálsamo, um lenitivo, um conforto e que na medida em que cresçamos na fé, sejamos curados através deste assombroso tratamento que se chama “Tempopatia”.

Rev. Matheus Santiago

Dia da Mulher Presbiteriana


Este dia começou a ser comemorado a partir do 1º Congresso Nacional das SAFs, que foi realizado no ano de 1941, na IP do Riachuelo, na cidade do Rio de Janeiro. Ficou resolvido naquele Congresso adotar-se o 2º domingo do mês de fevereiro como o Dia da Mulher Presbiteriana. A data escolhida foi uma homenagem a D. Célia Rodrigues Siqueira, que aniversariava. Na época era a Secretária Geral do Trabalho Feminino, cargo em que permaneceu por mais de 15 anos consecutivos, de 1938 a 1954. Líder inconteste, o trabalho feminino sempre ocupou destacado lugar em seu ministério como mulher, mãe e esposa de pastor. Quando deixou o cargo de Secretária Geral, o supremo concílio de 1954, reunido em Recife – PE, atendendo ao pedido da Confederação Nacional do Trabalho Feminino, oficializou, então, o 2º domingo de fevereiro como o Dia da Mulher Presbiteriana.
Deus tem usado a mulher para servir no seu Reino. Tem usado a mulher para disseminar o seu propósito, que é o de dar cumprimento ao seu plano divino de ação evangelizadora. A mulher presbiteriana é uma mulher que crê em Jesus Cristo como sei único Senhor e Salvador, e que fora dEle não há salvação. É uma mulher que leva sua própria vida aos pés do Senhor Jesus, confiante no Seu poder e Sua providência.
Agradecemos a Deus pelas mulheres que atuam nas nossas igrejas e em todos os rincões de nossa pátria. Não podemos esquecer as mulheres pioneiras e as que, ao longo do tempo, dedicaram-se ao trabalho feminino visando sempre difundir a mensagem de salvação com suas ações e vidas dedicadas ao serviço do Mestre.
É um dia em que lembramos o esforço dessas mulheres que realizam um trabalho maravilhoso para que a obra de Deus continue se propagando, mantendo a igreja unida e ativa. A SAF é um meio das mulheres se unirem, planejarem e agirem para alcançar o objetivo missionário da Igreja.
O moto oficial da SAF é “Sejamos verdadeiras auxiliadoras, irrepreensíveis na conduta, incansáveis na luta, firmes na fé, vitoriosas por Cristo Jesus”. Um lema que muito se encaixa ao trabalho de todas as mulheres presbiterianas.
Parabenizamos a todas as mulheres presbiterianas pelo seu dia!

Secretaria de Causas IPB-SAF Florianópolis

Dia do Homem Presbiteriano

“Provai e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem que nele se refugia.” (Sl 34:8)
Em setembro de 1966 realizou-se em Campinas - SP, o 1º Congresso Nacional dos Homens Presbiterianos, quando foi escolhido como “Dia do Homem Presbiteriano” o 1º domingo do mês de fevereiro. O calendário eclesiástico da IPB reserva o primeiro domingo do mês de fevereiro para homenagear o homem presbiteriano.
São inúmeros os exemplos de importância dos homens presbiterianos na proclamação do evangelho em solo brasileiro. Esses homens estão inseridos na sociedade onde revelam sua fé e consistência cristã. Muitos desses homens presbiterianos são maridos e têm a responsabilidade e o privilégio de amarem sua esposa, como Jesus amou a Igreja. Aqueles que são pais sabem a importância que tem na formação espiritual, moral e intelectual de seus filhos.
Os mais jovens são educados para viverem sua vida estudantil, social, dentro de padrões éticos que os tem destacado como nobres em nossa sociedade.
Em nossa igreja, os homens presbiterianos serão cada vez mais conhecidos como homens de coragem. Reconhecemos o valor e importância dos Homens Presbiterianos. Deus recruta homens! Por mais que os conceitos e valores mudem, a verdade de Deus permanece inalterável e seus princípios são eternos. Homem Presbiteriano você tem o dever e o privilégio de passar às futuras gerações um legado consoante, a Palavra de Deus.
Uma geração de homens de Deus, homens de oração, santos, fiéis, modelos na igreja, na família e na sociedade.
PARABÉNS HOMENS PRESBITERIANOS!


Secretaria de Causas IPB-SAF Florianópolis

UM OLHAR PARA FRENTE

"....esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3:13
O ano de 2016 ficou marcado por muitos trágicos acontecimentos. Foram as crises político-financeiras, anexadas aos grandes e terríveis escândalos de corrupção; isto deixou a nação quase sem fôlego e o país cheio de vergonha diante do mundo.
Ficamos também chocados e perplexos com a tragédia aérea, onde morreram os jovens jogadores do time de futebol da Chapecoense. Deduzimos que assim é a vida, às vezes coisas boas acontecem e às vezes coisas muito ruins acontecem. Mas o que fazer se o passado foi ruim e as perdas foram irreparáveis? Lícitos são os sentimentos, as dores, os apertos na alma, porém é preciso prosseguir.
No texto bíblico acima, o autor nos motiva a uma atitude; a de ter um olhar para frente, a prosseguir na direção do objetivo, pois um novo momento pode surgir, quando olhamos para frente. Ao ouvir a voz de Deus dizendo: " esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.  De um lado é necessário ruptura e perda, de outro, perspectiva e direção.  Por isso, devemos e podemos ter uma atitude de olhar para frente, e lembrar que o caos também serve para mostrar que podemos começar de novo.
Certa vez perguntaram a Eugene Peterson, qual era a coisa mais interessante da vida, e ele disse que nunca havia pensado nisto, mas da mesma forma como ele foi surpreendido pela pergunta, também se surpreendeu com sua própria resposta: “Bagunça!” Para ele, quando Deus gera o caos, há sempre possibilidade do novo. Não devemos nos assustar quando Deus fecha uma porta, porque há sempre novos caminhos e oportunidades, quando estamos andando na presença de Dele. Porque como diz o compositor Josué Rodrigues: "Portas que se fecham são iguais as que se abrem, se abertas ou fechadas por Deus”.
Olhe para frente, esqueça o que de ruim ficou , reconstrua, reinvente, comece de novo, prossiga hoje na direção de Cristo e com Cristo, pois um novo momento pode surgir pra você aqui, agora, sempre. Esta é minha oração, que Deus me ajude a esquecer as coisas que ficaram pra trás, e  que eu tenha hoje um olhar sempre para frente. Convido você a fazer esta mesma oração.
Rev. Edson Martins

Semeadores da Paz

Ao iniciar o sermão do monte pregando sobre as “Bem Aventuranças”, Jesus apresenta aos seus ouvintes um breve e intenso resumo do que podemos chamar de “alicerce da pregação cristã”. Disse Ele “bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” Mt 5.9 (NVI). Esta afirmação de Jesus para um discípulo seu deve ser encarada como um grande desafio diário de fé. No entanto, para aqueles que não conhecem a Cristo sinceramente, pode soar como uma bela virtude a ser alcançada, mas abstrata.
A paz pregada nos evangelhos não é ilusória, mas real. Ela não se baseia nas situações da vida, porque ela é ultracircunstancial. Não é à toa que Paulo afirma que ela “excede todo o entendimento” Fp 4.7 (NVI), quer dizer, é superior ao entendimento humano. Mas como falar de paz se o que se vê no dia-a-dia em muitas pessoas é a desesperança rodeando corações e buscando enrolar seus laços aos pés de muitos? Como viver a paz em um mundo tão agitado e necessitado de direção? E se existem meios de viver a paz, como poderemos alcançá-la?
Chico Buarque cantando “Gota D`água” traduz seu sentimento de decepção a ausência de paz. Diz ele: “Deixe em paz meu coração... Que ele é um pote até aqui de mágoa... E qualquer desatenção, faça não... Pode ser a gota d'água”. Talvez seja este o sentimento de muitos. Sentimento de alguém que está no limite!
Outra coisa sobre a paz é que ela precisa ser semeada e cultivada. O tempo presente (2017) é marcado pelo consumismo que sustenta seu discurso no lema “compre algo que você não precisa, com o dinheiro que você não tem para mostrar para aqueles que você não conhece, aquilo que você não é”. Ao mesmo tempo, nem todo o conhecimento, nem toda a ciência, nem toda a tecnologia humana são capazes de dar aos homens o sentido da paz, certamente porque a humanidade insiste em buscar paz naquilo que não se pode encontrar.
Jesus nos ensina que a paz é a porta da reconciliação do ser humano com Deus, consigo e com o próximo. Uma paz contrária a do mundo, pautada em valores eternos e não temporais: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá”. Jo 14.27 (NVI). Ainda nas Bem Aventuranças a palavra “pacificadores”, originalmente, traz o sentido de “fazedores da paz”, quer dizer, os que trabalham pela paz, os que semeiam a paz, os que lutam pela paz, os que aspiram à paz, são chamados de filhos de Deus.
Se você está no limite, faltando apenas uma gota d`água para explodir, busque a paz que vem de Cristo. Semeie a paz, cultive a paz e colha a paz. Assim, que onde estivermos, sejamos semeadores da paz. Paz que ultrapassa todo o entendimento, para um mundo carente de paz.

Rev. Matheus Santiago

Ministério de Louvor


Queridos amigos e irmãos!
Em 2016, completei 30 anos de trabalho no louvor da Igreja Presbiteriana de Florianópolis. É tempo né? Quando fiz o cálculo levei um susto. Refiz pra ter certeza. Mas é isso mesmo.
Comecei em 1986, numa época em que grande parte dos membros da igreja ainda tinha dificuldade em aceitar instrumentos como guitarra e bateria sendo tocados no templo, ou aceitar no culto a inclusão de músicas contemporâneas que não fossem os hinos tradicionais.
Os primeiros anos foram de muito trabalho e muita luta (entre erros e acertos). Aos poucos, com muita paciência, fomos mostrando à igreja que a música tinha várias manifestações e todas eram válidas diante de Deus, pois podiam ser utilizadas como expressão de louvor e adoração, independente de ritmos ou instrumentos.
Muitas pessoas participaram ativamente deste processo, e trago em minha memória grandes lembranças de companheirismo e dedicação nestes 30 anos. Louvo a Deus por cada uma destas pessoas que lutaram juntas durante este período.
São 30 anos de muitas histórias, que não caberiam em milhares de posts do Facebook.
Hoje temos em nossa igreja uma experiência multiforme de louvor, com coral, grupos vocais, e vários instrumentistas que se revezam na ministração da música todos os domingos.
Sinto uma grande honra em fazer parte desta história de luta e amadurecimento.
E neste ano novo eu tenho a felicidade de passar para o Gabriel Godoy o comando do louvor de nossa igreja.
Após um ano muito difícil para nós, em que muitas lutas espirituais foram travadas, tenho a convicção de que o Ministério de Louvor estará em ótimas mãos.
Lembro do Gabriel ainda no colo dos seus pais e já antenado no violão e nas músicas que eram tocadas no culto. E fico muito feliz em vê-lo hoje como um ministro de louvor dedicado e criativo.
Continuarei trabalhando junto, participando com minha experiência ao lado do Gabriel e de todos os outros músicos e instrumentistas que enriquecem esta área tão importante da nossa comunidade.
E desejo (e oro para) que 2017 seja um ano de muitas bênçãos musicais para a nossa igreja.
Grande abraço a todos!
Presbítero João David C. Mendonça

Férias de quê? O desafio de desplugar-se


O mundo anda turbulento por diversas razões. Nós, agitados, só pelo embalo. O jeito de viver como sociedade se estabelece, e a pressão aumenta. Por que tanta correria? Onde está a pressão crescente? Alguns identificam facilmente, outros, nem tanto.
Gandhi já dizia que “a vida não se limita a ir cada vez mais rápido”, porém, ao nosso redor parece haver um culto à velocidade. Assimilamos o ritmo forte, angustiados por não ter tempo para fazermos o que gostaríamos.
Na era do conhecimento não saber é um problema. Nunca saberemos muito diante da enormidade de conhecimento disponível. Mas a combinação conhecimento e velocidade é perigosa. Não é difícil acumularmos algumas informações e cairmos na superficialidade. Hoje, você é pressionado a saber as manchetes do dia, o vídeo que “bombou” na internet durante a semana, a 36ª etapa da Operação Lava Jato, as últimas postagens dos youtubers mais famosos, a música que está “estourada”, o divórcio da celebridade etc. E, se algo escapa, a pergunta horrorizada é: “Mas você ainda não viu? Em que mundo você vive?”.
Na sociedade do espetáculo, imagem é tudo, e assim, cada dia mais você precisa cuidar melhor da sua. Então, você precisa saber e comentar sobre um pouco de tudo, como se fosse possível e ainda valesse muito; precisa estar com a aparência boa, com a dieta em dia e o corpo sarado. E compartilhar com o mundo um tanto de sua vida bem-sucedida, ou seja, as fotos do que você come, em que festa ou evento você se encontra, qual a viagem que faz, o look do dia, o livro que, em tese, você está lendo, e por aí vai. Conexão permanente. Você não pode desligar nunca. Afinal, verificando as notícias, os vídeos, as redes sociais, as curtidas, os comentários, você ainda deixa a desejar, imagine se você se desconectar por um pouco? A sensação para muitos é que a vida acaba, jamais irão se recuperar.
A autopercepção encontra-se comprometida pelo suposto fracasso de não dar conta de acompanhar tudo. Tanto nos é oferecido e tão pouco podemos: assim o lamento cresce, a frustração por achar-se desatualizado em algum aspecto se amplia e os desconfortos em termos de autoestima se tornam mais profundos. Pela fresta da vida podemos ver que em parte tem a ver com a ilusão da onipotência, a dificuldade em lidar com a falta, o desafio de colocar limites.
Quando se constatam cansaço e insatisfação, além do fim de ano que se aproxima, o que implica em mais euforia, encontros, comemorações e explicações, posts, fotos, poses etc, pensa-se em férias à vista, num breve horizonte.
Férias poderiam ser simplesmente um tempo onde agitados desaceleram, entram num outro ritmo onde é possível saborear o momento, afastar-se das pressões, relaxar, estar realmente presente no instante. Só que para boa parte das pessoas há um estranhamento com o ritmo mais lento, com o permitir-se não acessar as redes sociais a fim de sossegar. A possibilidade de desplugar-se e voltar-se mais para dentro, não ter a atenção tão dividida, não espremer-se com as expectativas dos outros pode ser um choque. A sensação de que tem muita coisa acontecendo e que você está perdendo, está ficando para trás, é tão maior para alguns que eles não conseguem relaxar, isso quando não levam trabalho para as férias ou mesmo durante o suposto período de descanso precisam permanecer de plantão. E ainda há aqueles que em nome da maximização da eficiência criam metas cruéis para as férias. Assim sendo, férias são quase mais do mesmo ritmo fora delas. Muda-se o ambiente externo, mas o interno é igual ao de sempre.
Gosto é da expressão do salmista quando vê o Eterno como seu pastor: “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas; restaura-me o vigor” (Sl 23.2-3).
O corpo e a alma precisam de tempo, de repouso e um tanto de suavidade. Quantos de nós afirmaríamos que a vida encontra-se harmonizada? Por vezes precisamos nos afastar desse tempo onde as preocupações competem entre si para um outro espaço e tempo onde o que se encontra e desfruta são os pastos verdejantes, águas tranquilas e onde o vigor é restaurado. Para tanto é necessário que a alma encontre alimento fresco, os olhos contemplem beleza não como mero consumo, e a vivência do tempo seja outra, a ponto inclusive de influenciar o ritmo na volta.
Novos sons, sabores e cores, novo cardápio para o corpo e a alma. Boas verdadeiras férias!
Tais Machado

Um ano novo ou um novo ano?


Toda a nossa vida se move no tempo. Há um passado com suas gratas memórias, que nos fazem bem à lembrança, cuja acumulação de experiências constrói o nosso ser e nos edifica; e memórias ingratas, que é melhor esquecer, especialmente as memórias das nossas falhas e das falhas dos outros em relação a nós. Quanto ao passado — aos "Anos Velhos" —, vivemos entre as memórias da graça e a memória das desgraças.
Nosso tempo de hoje é o resultado desse tempo de ontem, mas é também uma breve passagem em direção ao tempo do amanhã, com seus sonhos e seus temores, seus alvos e suas dúvidas, suas aspirações e suas inseguranças. Se não podemos fazer mais nada em relação ao passado, apesar do seu caráter de imponderável e da soberania de Deus, podemos fazer algo pelo futuro: pensar, planejar, decidir, comprometer.
Na mera troca de calendário, se vai o “Ano Velho” e chega o Ano-Novo, em seu ciclo periódico, até a nossa morte. Porém, o Ano-Novo pode vir a ser um novo ano, um ano qualitativamente diferente, abençoado e abençoador, em nossas respostas à voz de Deus em nossa vida e nos relacionamentos e empreendimentos de que participarmos, como novos objetivos, novos valores, novas prioridades. Para os servos do Senhor as coisas velhas podem sempre se tornar em coisas novas.
Como cidadãos do reino do céu, nossa presença no reino da terra pode contribuir para um mundo novo, menos violento, menos injusto, menos desonesto, menos mentiroso, menos hipócrita, menos opressor, menos discriminador. Podemos ser mais “sal” e mais “luz” para o mundo em 2017?
Entre a avaliação do “Ano Velho” e a construção do novo ano, passamos pela consciência da finitude e do pecado, pela necessidade do arrependimento, pela busca da santificação. Mas como construir o novo em uma Igreja tão marcada pelo velho: o divisionismo, o isolacionismo, o caciquismo, o sectarismo, o moralismo, o legalismo, os cismas, as heresias? Um mundo novo e sadio a partir de uma Igreja enferma?
Entre a pessoa nova e o mundo novo, há a Igreja nova, a família nova, a comunidade nova, o trabalho novo, o país novo, os hábitos novos e, tantas vezes, pessoas novas ou relacionamentos renovados (feitos novos outra vez!).
Não sejamos meros espectadores do virar do calendário do Ano-Novo, mas, em Cristo, construtores do novo ano.
Robinson Cavalcanti
(Texto escrito em 2010 e adaptado para 2017)

Contra a profanação do Natal


Marisa de Freitas, a primeira mulher a ocupar a posição de bispa da Igreja Metodista do Brasil (na Região Missionária do Nordeste), ex-pastora da Igreja Metodista de São Mateus, em Juiz de Fora (MG), em sua mensagem de Natal, publicada no jornal Expositor Cristão de dezembro, faz algumas solenes perguntas natalinas:
“Onde está o aniversariante?”
“Como Jesus vê seu aniversário sendo usado como instrumento de manipulação de vidas, a fim de que se mantenha vivo o ‘todo-poderoso’ lucro gerado pelo dinheiro (capital)?”
“Maria e José seriam hoje convidados para as celebrações do aniversário do Filho que Deus lhes dera? Teriam roupa para isso? Teriam recursos para fazer trocas de presentes?”
“Maria Madalena seria recebida para jantares ao redor das mesas das famílias? Ou, mais uma vez, seria tida como alguém que jamais deveria ter parte com o Messias?”
Depois de fazer essas incômodas perguntas, que devem ser respondidas por todas as famílias cristãs antes da Ceia de Natal do dia 24, à noite, Marisa tece as seguintes considerações:
“O que parece é que na maioria das celebrações mágicas do Natal não há lugar para estrebarias. O aniversariante não é o Jesus Cristo vivo e sim um morto imaginário criado à imagem e semelhança da humanidade. Este Jesus não é o da cruz e muito menos o da ressurreição. Este está morto – é apenas uma imagem que jaz pregada a uma cruz, sem qualquer poder de gerar salvação e vida. Jesus é vivo. Muito vivo mesmo! Por isso, há que se celebrar calorosamente o Natal deste Filho do Deus Altíssimo. Que a celebração do nascimento de Jesus seja uma glorificação àquele que se identificou: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim’” (João 14.6).
Em minha leitura diária da Palavra de Deus, encontrei outro dia este provérbio de Salomão: “Ouvir uma boa notícia que a gente não espera é como tomar um gole de água fresca quando se tem sede” (Provérbios 25.25). Esse versículo me levou à notícia dada pelo anjo do Senhor aos pastores de ovelhas que estavam nos campos ao redor de Belém na noite em que Jesus nasceu: “Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura” (Lucas 2.10-12).
Há uma passagem bíblica que precisa fazer parte do Natal. Parece que ela não tem sido citada nos púlpitos nem escrita nos cartões de Natal. Mas ela é preciosíssima e altamente reveladora. O texto afirma simplesmente que Jesus é “a revelação visível do Deus invisível” (Colossenses 1.15). Essa palavra de Paulo combina maravilhosamente com a palavra de João: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14, RA)! Ao tomarmos conhecimento dessas duas passagens, a profanação do Natal será quase impossível!

Elben M. Lenz César 

Cultos (18/12/2016) - Cantata de Natal das Crianças


Culto matutino (9h)
Vídeo cedido pelo Presb. João Augusto Cavallazzi Mendonça (Guto)


Culto vespertino (19h30min)
Vídeo cedido pelo Presb. João Augusto Cavallazzi Mendonça (Guto)


Culto vespertino (19h30min)
Vídeo cedido pelo Presb. Terushi Kawano

Link para visualização de fotos da Cantata (culto vespertino)


Pressa


Quem não se lembra do coelho da Alice no país das maravilhas, que vivia dizendo “É tarde...é tarde...tenho pressa, pressa, pressa...”.
Há muitas pessoas que vivem assim, com pressa, com muita pressa, o que acaba gerando aquilo que a psicologia denomina de “Síndrome da Pressa”. Essas pessoas acabam se tornando agitadas, agressivas, impacientes; sentem que o tempo nunca é suficiente, não desfrutam de momentos de lazer, têm dificuldade de se concentrar, apresentam irritabilidade e fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Segundo pesquisa da PUC de Campinas, 65% dos brasileiros apresentam a Síndrome da Pressa; 95% dos executivos sofrem da Síndrome da Pressa e 10% sofrem da Síndrome da Pressa de forma patológica: problemas cardíacos, alteração da pressão arterial, diabetes, depressão, síndrome do pânico, etc.
Entretanto, existe aquilo que eu chamaria de “Santa Pressa”. É a pressa dos pastores do evangelho de Lucas. Depois que eles recebem a notícia da parte do anjo do Senhor de que o Salvador, que é Cristo, o Senhor, havia nascido em Belém, diz o texto que eles decidem ir até lá. E como eles foram? “Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.” (Lc.2:16)
Portanto, se na vida devemos ter pressa para alguma coisa, é essa “Santa Pressa” que precisamos cultivar. Pressa para ver Jesus, para se encontrar com ele, com sua palavra, com o seu Espírito. É a pressa para nos lançarmos nos braços do Pai. É a pressa de matar a sede da alma em Deus. E o melhor, essa pressa não vai nos fazer mal, não vai nos adoecer, pelo contrário, vai nos trazer paz e alegria ao coração, equilíbrio e segurança.
Qual é o seu tipo de pressa? A “Santa Pressa” é indispensável, se você deseja ter qualidade de vida.

Joel Vieira da Silva

A conspiração da manjedoura


Há uns dois anos, um grande amigo chamado Shane Claiborne escreveu sobre uma experiência inusitada que haviam vivido em um Natal, na Filadélfia (EUA). Cansados do frenesi consumista que toma conta da festa, ele e seus amigos buscavam outra forma de celebrar o nascimento de Jesus – que, nas palavras de Shane, parecia ser comemorado com uma competição para ver quem mais gastava e comprava coisas desnecessárias para quem já tinha o que precisava.
Como a lógica do Reino é sempre a de subverter os valores desse mundo, aqueles irmãos oraram pedindo criatividade ao Pai. E passaram, então, a colocar em prática uma “santa conspiração”. Aquele Natal tinha de ser comemorado de outro jeito, diferente desse das empresas que doam cestas básicas em massa ou dos atos de puro voluntarismo. De uma forma que reforçasse o que há de mais precioso nessa data: o espírito de doação, de entrega, de generosidade, de amor.
Shane e seus amigos se reuniram e fizeram uma lista de vizinhos, conhecidos, conhecidos de conhecidos... gente que havia passado por uma dificuldade específica naquele ano, como: perda da casa num incêndio, a morte prematura de um filho, desemprego etc. Então, avisaram a cada uma das famílias listadas que elas receberiam uma visita especial na noite de Natal. Quando chegou o dia, eles se espalharam pela vizinhança, visitando cada casa selecionada, entregando um assado especial, uma comida caprichada feita por eles e cantando uma música natalina. Junto com isso, um pequeno envelope que deveria ser aberto depois que saíssem. Dentro do envelope, uma boa quantia em dinheiro e um bilhete que dizia: “saibam que vocês são amados.”
Enquanto redijo esse artigo, imagino: e se cada igreja de nossas cidades fosse uma “célula revolucionária” do amor, fomentadora dessas conspirações? Se cada templo fosse um lugar de inspirar gente a espalhar amor pela cidade, proporcionando abraços aos mais pobres e aos que estão vivendo momentos de dor, solidão, tristeza e privações? Por isso, faço uma sugestão: pare, pense, reflita. Faça uma ação anônima de generosidade. Peça a Deus criatividade. Estimule outros irmãos a fazerem o mesmo. Natal é tempo de conspiração, de subversão, de anúncio da chegada do Reino. É tempo de dizer que o mundo será governado por uma criança. É tempo de dizer que é possível ser gente de um jeito diferente, porque Ele nasceu e viveu entre nós pra nos mostrar como é ser gente do jeito que Ele planejou. É tempo de dizer que outro mundo é possível.
Que o Espírito Santo nos livre do Natal do papai noel e nos mova à conspiração da manjedoura! Feliz Natal!
Carlos Bezerra Jr.

UM MENINO NOS NASCEU


“Eterno Deus, tudo o que sou, sei, posso e consigo é tua criação. Nada possuo perante ti de que me possa gloriar, a não ser que tu sejas o meu Criador. Agradeço-te de coração, porque dia a dia a tua benignidade nos mantém e porque através de teu Filho amado tudo puseste debaixo de nossos pés.”  Martinho Lutero, 1483-1546 (reformador da Igreja).
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is. 9:6 e 7).
Um filho nos foi dado. É assim que o profeta Isaías anuncia o nascimento do Messias. “Um menino nos nasceu” e “um filhos se nos deu”. É um presente de Deus para a humanidade. O apóstolo João também fala da vinda de Cristo como um presente, uma dádiva de Deus para nós. Ele afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).
O natal é o momento em que o mundo deveria parar para receber o presente de Deus, mas um presente só é de fato recebido quando o aceitamos com gratidão. Existem aqueles que rejeitam, aqueles que aceitam por educação e aqueles que aceitam com alegria e gratidão. Estes últimos são os que recebem e guardam, tornam o presente uma dádiva pessoal e, sempre que olham para ele lembram de quem o deu. Isso é o que a Bíblia chama de adoração.
Como você tem recebido o presente de Deus para sua vida?
Ricardo Barbosa
(Extraído do Devocionário “Para Celebrar o Natal – Meditação e Liturgia” – Editora Ultimato)

DEUS É BOM


O Salmo 34.8 faz uma afirmação e um convite extremamente atraente: “Oh, provai e vede que o Senhor é bom!”. É uma declaração conclusiva e enfática: “Deus é bom!”, acompanhada de um convite: “Oh, provai!”. Afirma que Deus não é apenas um conceito, que sua bondade não é apenas teórica, mas experimental, e que podemos experimentar esta bondade. Deus é descrito, não como algo científico, uma verdade fria, mas como alguém que pode ser tocado. Em gramática aprendemos que Deus é um substantivo abstrato, o texto da Bíblia diz que Deus não é abstrato, mas concreto! Deus é bom, e podemos provar de sua bondade, porque ela tem gosto, textura, densidade.
A existência de Deus não depende de você crer ou não. Tanto faz dizer pensa sobre ele. Ele É independentemente do que você seu conceito sobre ele. Podemos provar a Deus, não como uma filatelista espiritual, mas quando o buscamos com desejo de encontrá-lo. Este é o lado essencial do ser de Deus. Pascal dizia: “O meu Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, não o Deus dos filósofos e dos sábios”. Deus é mais real que palavras, ele é fato em si mesmo.
O senhor é bom! Mesmo quando as coisas aparentemente não são boas. Ele é bom, porque os seus planos para nós são para nos dar uma qualidade de vida abundante. Ele diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de bem, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11). Ele é bom pela capacidade de transformar nossa história. Os episódios mais dramáticos de nossa existência podem ser usados de forma sobrenatural para que sejamos amadurecidos, e em última instância, para nosso próprio bem. “vós na verdade intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).
Ele é bom, por isto podemos caminhar em segurança. Deus não está mal intencionado conosco como sugeriu a serpente no Éden. O Salmo 128 nos faz perceber a bondade de Deus em várias áreas de nossa vida. Nos capacita a viver com contentamento e realização nas coisas que fazemos, em nosso trabalho e nos agracia com a experiência da família unida e abençoada.
Cristianismo é experiência de vida. Não conhecemos Deus porque temos informações sobre ele, mas porque o provamos. O nosso grande desafio não é entender Deus de forma filosófica, mas conhecê-lo e experimentar sua bondade. Cristo pode iluminar nossos porões, nossos segredos, nossas motivações mais profundas e ocultas até de nós mesmos. Por isto Jesus disse: “Quem me segue não andará em trevas”, e quando ele disse isto, aqueles homens que o ouviam nem sequer sabiam que estavam em trevas… Convidamos você a vir experimentar a bondade de Deus!

Rev. Samuel Vieira

Se eu fosse você

Você está satisfeito (a) com quem você é? Deixa eu lhe contar uma pequena história: Quando eu era adolescente lá em São Bernardo do Campo, SP, estudava no Instituto Estadual de Educação João Ramalho; escola pública e das melhores na época, como eram todas as escolas públicas. Mas, eu lutava com algumas dificuldades pessoais; primeiro porque era evangélico, o que naquele momento representava quase um estigma, até mesmo porque éramos pejorativamente chamados de “crentes”, além de sermos poucos. Por outro lado, São Bernardo tinha uma expressiva colônia italiana e eu convivia com os Guidetti, Marson, Lazzuri, que eram os sobrenomes de meus amigos. Só que eu era um Vieira da Silva, e pra mim era um sobrenome de pobre. Eu me sentia inferior. Algumas vezes eu quis ser uma outra pessoa. Naquele período quem me salvou foi o esporte, pois eu consegui entrar no time de basquete da cidade, e isso elevou minha autoestima.
Felizmente eu cresci, e fui aprendendo a valorizar outras coisas, especialmente minha herança espiritual. A graça de Deus foi se aprofundando em minha vida, e eu percebi que não precisava ser outra pessoa para ser feliz, que eu tinha meu valor e que era importante para Ele. Fiz as pazes com o meu passado, inclusive com o meu sobrenome. Conheci a Rosângela, tivemos filhos, pastoreamos muita gente, conhecemos muitos lugares e chegamos aqui, inclusive tendo uma neta maravilhosa.
Na bíblia A Mensagem, o Sl.139:13,14 está escrito assim: “Ah, sim! Tu me moldaste por dentro e por fora; tu me formaste no útero de minha mãe. Obrigado, grande Deus – é de tirar o fôlego! Corpo e alma, sou maravilhosamente formado! Eu te louvo e te adoro – que criação!”
Você é o que é, nem mais nem menos. Fique tranquilo (a) quanto a isso. Quem sabe você precise fazer as pazes com o seu passado e consigo mesmo (a)? Você é único (a) e especial do jeito que você é.

Deus abençoe sua vida. E por último, tente escrever ou pronunciar esse sobrenome: “Steuernagel”. Com todo respeito ao querido pastor Valdir (leia-o na Ultimato), “Vieira da Silva” é muito mais fácil.
Joel Vieira da Silva