Parabéns, Jovem Cristão Presbiteriano!

Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que,
em todas as coisas, sejam criteriosos” (Tt 2.6).
Todo terceiro domingo de maio nas igrejas presbiterianas de nosso país comemora-se o Dia Nacional do Jovem Presbiteriano.
É a nossa grande oportunidade de homenagear essa força indispensável à Igreja.
A ideia de reunir os jovens numa atividade própria na igreja, surgiu em 1936 com a União da Mocidade Presbiteriana - UMP. E em 1938, o Supremo Concílio criou a Secretaria Geral da Mocidade para dar maior atenção aos jovens e desenvolver programas adequados aos seus interesses na divulgação do Reino de Deus.
Congressos, retiros, encontros, tem marcado a vida da UMP com esse ou outros nomes locais, mas, sempre unindo os jovens em torno da Palavra Divina.
Ao longo do tempo, os frutos aparecem. São muitos homens e mulheres que de uma forma ou de outra, mas sempre pela honradez, pelo caráter íntegro e honestidade diferenciada, são destacados na sociedade.
Jovem você entende o valor da comemoração do dia do Jovem Presbiteriano?
Vamos pensar em quantas vidas jovens têm sido ceifadas pela droga, pelos excessos de velocidade, pelos caminhos da indignidade...  E você está aqui, chamado por Deus, por seu santo Espírito, para fazer parte dessa nova sociedade, do Reino de Deus. Você cuja vida é garantida pelo preço pago por Jesus numa rude e indigna cruz.
 Há muito que comemorar. A salvação, a esperança que vem de Jesus, capacitam cada um a vencer as armadilhas do mundo e seus atrativos. Você é livre pelo sangue de Jesus. E essa liberdade faz de você um cidadão comprometido com seus amigos. Quantos deles podem ser impactados por seu exemplo de cordialidade, interesse e amizade que só com Jesus podemos aprender?
O hino oficial dos jovens nº 382, lembra que o testemunho e a ação andam juntos na vida:
“Mocidade presbiteriana, somos testemunhas de Jesus, temos que dizer ao nosso mundo que a solução está na cruz!”
 Como ensinam as Escrituras, a libertação, a esperança em Jesus, capacitam a vencer o mundo. Sinta-se chamado individualmente por Jesus, pois Ele é o Senhor de sua história, convida você a andar ao lado Dele e ser por Ele orientado, submetendo seus hábitos à Sua vontade.  Creia nisso, e comemore seu dia!
De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” (Sl 119.9).

Secretaria de Causas da Igreja Presbiteriana – SAF Florianópolis

Else Luiza Rausch

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 12/05/2017):

Maria da Graça Marques (mãe da Lisiane França)Walter Arnaldo da Conceição; Lenir Zimmer Ribas, Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Naurete (esposa do amigo do Guto), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins.



“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

Homenagem às Mães


Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. Fala com sabedoria e ensina com amor. Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: "Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera". A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada.  Provérbios 31:25-30
Mãe, eu sinto Deus no fundo desse olhar e na forma simples e tão pura de me amar, no modo de se entregar na batalha pelos seus, este sentimento é um dom que vem de Deus.
Um só gesto basta para tanto me ensinar, seu silêncio, suas palavras são pra se guardar, mãe eu quero honrar você, meu respeito vou lhe dar mesmo em momentos que a gente discordar.
No aperto de suas mãos eu sinto tanta comunhão, fruto de uma tão antiga e doce relação, no aperto de sua mães eu sinto paz e proteção, sinto as mãos de Deus por sobre suas mãos.
Num só gesto basta para tanto me ensinar, seu silêncio, suas palavras são para se guardar, mãe eu quero honrar você, meu respeito vou lhe dar, sei que para sempre nós iremos nos amar.

Autor Desconhecido

REPARTIR

Depois de tomar os sete pães e os peixes e dar graças, partiu-os e os entregou aos discípulos, e os discípulos à multidão. Mateus 15:36
A vida é curta demais para deixar de vivê-la intensa e equilibradamente. - Mas, quando deixamos de viver? - Quando temos uma vida banal, fútil, inútil, superficial. Afinal é importante lembrar que não somos imortais, por isso devemos ter uma vida que honre este curto espaço de tempo que temos sobre a face da terra.
O Escritor inglês e primeiro ministro da rainha Vitória do final do século XVIII chamado Benjamin Disraeli, disse certa vez: “A vida é muito curta para ser pequena”.  Então a verdade aqui é: -. Devemos ter a consciência que a vida já não basta ser curta deve-se cuidar para não fazermos dela algo pequeno demais.
 Penso que devemos procurar nos empenhar para ter uma vida intensa, sensata e equilibrada, mas sobretudo uma vida simples.
E uma vida simples é vivida no ensino de Cristo, quando na multiplicação dos pães e peixes notamos que o foco, acentuadamente está no surgimento de muitos alimentos.
Mas há um outro ponto a considerar neste milagre, a repartição.  É possível perceber aqui que há uma diferença entre repartir e dividir.  Se Jesus tomasse o pão e dividisse a ideia seria de diminuição, quando se reparte todos tem.  A palavra original neste texto e no outro no livro de Marcos 8, onde se refere a multiplicação não é dividir mas PARTIR e distribuir, ou seja, partir de novo, e outra vez e assim sucessivamente. 
 Jesus toma o que tem em mãos e reparte depois de agradecer. Assim, temos a ideia de que vida simples é aquela que se vive quando encontramos sentido no repartir.   Vivemos numa sociedade que está dividida e não repartida. Por exemplo, quando promovemos um churrasco com comida em fartura, que sentido teria se não tivesse com quem repartir. Uma festa de uma pessoa só que significância pode ter? Nenhuma!
O valor está sempre quando nos disponibilizamos a repartir.  Jesus era simples, porém não simplório, pois sempre tinha para repartir. Vida simples é aquela em que nós temos suficiência de recursos para existir, prover futuro e repartir. Que seja assim, pois felicidade também é encontrada quando na partilha vemos o regozijo do outro. 

Rev. Edson Martins

A baleia azul e o cavalo amarelo

            Tem causado um alvoroço essa história do tal jogo “Baleia azul”, que se diz levar adolescentes envolvidos ao suicídio. Transcrevo aqui um trecho do excelente artigo do João David, psicólogo e presbítero de nossa igreja, sobre a baleia azul: “A grande maioria das notícias em relação ao jogo não passa de boatos. Os boatos se alimentam da boa vontade e da ingenuidade das pessoas que querem ajudar. E é claro que isso também gera desinformação. Não há jogo nenhum a ser instalado. Não há pessoas dando balas envenenadas em escolas.Tudo boato. Basta alguns segundos de busca na Web para saber disso”. (psicojd.blogspot.com.br)
            Mas, mais uma vez o grande tema a ser enfrentado é a morte. Foi aí que me lembrei de uma figura do Apocalipse, o “Cavalo amarelo”: “E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra”. (Ap.6:8)
            É uma visão sombria e aterrorizante. Ela fala do juízo divino e dos sinais de morte, consequência das maldades humanas. Essa visão de João se aplicava à sua época e também ao futuro, ou seja, chega até nós e vai além de nós. Mas, antes de continuar é importante lembrarmos em relação ao Apocalipse que “O propósito principal é revelar a pessoa do Senhor Jesus Cristo como o Redentor do mundo e conquistador do mal, e apresentar, de forma simbólica, o programa mediante o qual Ele dará prosseguimento à sua obra... A estrutura do livro de Apocalipse se funda sobre quatro visões: 1ª- Cristo e a Igreja; 2ª- Cristo e o Mundo; 3ª- Cristo e a Vitória; 4ª- Cristo e a Eternidade” (Bíblia Vida Nova)
            O cavalo amarelo não é boato e nem sensacionalismo, é uma dura realidade que a humanidade precisa enfrentar em todas as épocas, incluindo a nossa. Por isso, a igreja de Cristo continua repetindo suas palavras: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. (Mt.11:28). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” (Jo.14:6).
            E a Igreja, enquanto desempenha sua missão, continua desejando e afirmando “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20)


Rev. Joel Vieira da Silva

UCP - Discípulos de Jesus


Treinamento de Liderança


Fraquezas e Fracassos

Porque quando sou fraco, então é que sou forte- 2Corintios 12:10
Este texto na verdade começa com uma colocação aparentemente  contraditória, diria enigmática , não usual. Como encontrar forças quando estou totalmente enfraquecido?
As fraquezas  ou o ser fraco, muitas vezes nos levam ao fracasso .O fracasso pode definitivamente nos destruir, mas pode também  definitivamente  nos renovar e tornar-nos mais fortes e vitoriosos.    Tudo vai depender da atitude e da decisão que tomarmos frente aos embates e desafios.
Há uma consideração  de John Stott que diz o seguinte:  Não há maior obstáculo ao conhecimento do que o orgulho, e nenhuma condição mais essencial do que a humildade. ”
Fracasso está ligado com estas duas considerações, Orgulho e Humildade. Uma ou outra pode determinar fracasso ou vitória. Para explicar  faço referência  a um grande pensador britânico do sec. VIII chamado Beda, considerado um ícone para os anglicanos e para os católicos, ele diz:
Há três caminhos para o fracasso: 1º.  Não ensinar o que se sabe.    2º.  Não praticar o que se ensina.   3º.  Não perguntar o que se ignora.
O primeiro, ensinar o que se sabe está ligado a generosidade mental, porque quando você ensina o grupo este se fortalece, e se o grupo se fortalece você se fortalece nele. O contrario nos faz fracassar.
O segundo é praticar o que se ensina, ou seja ser coerente, coerência ética, porque se não temos, nos banalizamos nos mediocrizamos, fracassamos na vida e com as pessoas.
O terceiro você fracassa se não perguntar o que ignora. Isto quer dizer precisamos deixar de lado o orgulho para ter humildade intelectual. Quando não souber arrisque perguntar, isto não vai te diminuir, vai mostrar o quanto é bio porque assim você expressa o que quer saber e onde quer chegar.
Então, na dialética Divina, nem sempre funciona a base da racionalidade humana. As resoluções de dificuldades pessoais em muitas ocasiões virão  quando nossas fraquezas estiverem alinhadas a vontade e ao poder de Deus . Porque o poder de Deus  se aperfeiçoa  em nossa fraqueza.    
Portanto ser fraco não quer dizer  necessariamente ser fracassado, mas pode significar o seguinte:  -  reconheço que sou fraco, sei que Deus sabe, me aceita como sou e transforma minha fraqueza em força, e isso é o que basta, então diz : "Quando sou fraco , então é que sou forte". Fracasso  não é prerrogativa para desistir deve ser recurso para aprender e recomeçar. Então,...que tal tentar novamente?
   Rev. Edson Martins

Semeadores da Paz

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”.
Mateus 5:9
Quando Jesus iniciou a pregação do sermão do monte, buscou apresentar aos seus ouvintes um breve e profundo resumo daquilo que certamente pode ser chamado de fundamento da pregação cristã. Disse Ele “bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus” Mt 5:9. A afirmação de Jesus para os que creem no seu nome pode parecer um grande desafio de fé diário, mas para aqueles que não o conhecem verdadeiramente, pode soar apenas como uma bela virtude a ser alcançada, mas bem distante da realidade. Como pode a paz fazer parte do cotidiano social se o que se vê no dia-a-dia é a desesperança que rodeia e busca enredar seus laços aos nossos pés?
Mas... Será possível vivermos em paz em um mundo tão agitado e carente de rumo e direção? E se existem meios de vivê-la, como poderemos alcançá-la? Bom, primeiramente é necessário saber que a humanidade busca de todas as formas fazer com que a sua existência esteja repleta de valores que mitigam o sofrimento e que tragam um aparente sentido para viver.
A marca presente da sociedade é a do consumismo e do materialismo que se sustenta no lema “compre algo que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para mostrar para as pessoas que você não gosta aquilo que você não é”. Além disso, nem todo o conhecimento, nem toda a ciência, nem toda a tecnologia humana são capazes de dar aos homens o conhecimento da paz.
Para exemplificar, podemos mencionar a recorrente disputa por espaço empreendida por Israelenses e Palestinos na faixa de Gaza e em todo seu entorno. As opiniões se dividem entre prós e contras, e são centenas os que se levantam para apontar soluções e caminhos para acabar com um conflito, o que está muito longe, e talvez nunca chegue ao fim.
Além disso, vê-se a violência, as ameaças de guerra que se respiram e a sensação de insegurança que encontramos em nossas cidades estão cada vez mais crescentes em todo o mundo. Como falar e viver a paz num mundo assim? Jesus nos mostra o caminho e nos ensina que a paz é a porta da reconciliação do ser humano com Deus e consigo mesmo. É a ausência da paz que traz aos corações humanos inquietação, incompletude e insatisfação.
No texto bíblico original de Mateus 5:9 a palavra “pacificadores” traz o sentido de “fazedores da paz”, quer dizer, os que trabalham pela paz, os que semeiam a paz, os que lutam pela paz, os que aspiram a paz. Estes tais receberão o nome de filhos de Deus. Noutra passagem, Jesus fala da sua paz “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo.” (Jo 14:27). Esta é uma paz que excede todo o entendimento (Fp 4:7), e que guarda corações e mentes em Cristo Jesus.
Esta é uma paz que só pode ser conhecida por aqueles que conhecem a Deus, por aqueles que são chamados filhos de Deus. Estes tais, semeiam a paz, cultivam a paz e colhem a paz. Que sejamos onde estamos semeadores da paz para um mundo de paz.
Rev. Matheus Santiago

Ouvir

“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. Então, lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará. Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” Mc.4:23-25

            Alguém já disse que “faltam ouvidos no mercado”. Quer dizer, as pessoas querem e necessitam falar sobre suas vidas, mas não há que as escute de verdade. Então, precisamos abrir os ouvidos para escutar atentamente. Mas, quem?
            Em primeiro lugar, precisamos ouvir os outros, não para julgar, mas como gesto de amor. Não é possível que continuemos vendo e ouvindo tantos vídeos e áudios no celular, sem prestar atenção a quem vive do nosso lado. Maridos e esposas precisam se ouvir mutuamente, pais e filhos igualmente. Ou será que vamos continuar fazendo como a maioria, abertos para os de fora e surdos com os de dentro? É preciso ouvir as crianças e os idosos. Uma verdadeira revolução no tratamento da psique humana, começou quando Freud resolveu ouvir atentamente seus pacientes. Passava horas a fio escutando-os, para tentar entender seus sonhos, suas angústias, seus traumas.
            Em segundo lugar, precisamos ouvir a vida. Porque, há uma lei: “Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mc.4:25). Na vida, quanto mais nos dedicamos a alguma coisa, mais nos tornamos capazes de prosperar. Um atleta, quanto mais treina, mais capaz ele se torna de superar obstáculos. Um estudante, um músico, um operário, uma cientista, uma costureira, uma médica, também se enquadram nessa lei. Por outro lado, aqueles que não tem disposição para ir adiante, talvez sendo relapsos ou se deixando paralisar por circunstâncias externas , estacionam, e acabam por perder aquilo que haviam conquistado.
            Em terceiro lugar, é preciso ouvir a Deus. “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho...” (Hb.1:1,2). E continua falando. O problema, é que estamos distraídos com muitas vozes. Vozes loucas, fúteis, malignas, amedrontadoras; outras atraentes, mansas, aveludadas, mas igualmente perigosas. Há vozes boas, claro, mas nenhuma se iguala à voz amorosa do Pai: “Este é o meu Filho amado...”. (Mt.3:17). Por isso, “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Ap.2:29)
            Os seus ouvidos estão abertos para ouvir os outros com amor? Estão atentos para ouvir a vida? Como diz minha neta “...vive a vida, vô.” E finalmente, estão priorizando ouvir a voz do Pai?


Rev. Joel Vieira da Silva

A vendedora de púrpura!

 “No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que se haviam reunido ali. Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo. Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham ficar em minha casa". E nos convenceu.” Atos 16:13-15 (NVI).
A pregação do evangelho abre portas que muitas vezes nós não conseguimos mensurar. Na conversão de Lídia na cidade de Filipos, relatada em Atos 16, encontramos uma porta aberta na Europa para a pregação do Evangelho. Além disso, da pregação de Paulo, outras pessoas de diferentes posições sociais abraçaram o Evangelho.
Lídia era de Tiatira, mas por alguma razão estava em Filipos. Ela era vendedora de púrpura, uma tinta muito valiosa extraída de moluscos. Filipos era a principal cidade da Macedônia, a primeira do distrito e uma colônia importante sob o ponto de vista econômico e político, tanto que havia na cidade um estabelecimento militar do império Romano.
Ela estava reunida com mulheres judias em dia de sábado para ouvir a Palavra e Paulo usou deste momento para falar de Jesus Cristo àquele grupo. Segundo o relato bíblico, esta mulher era "temente a Deus” e escutava o que era pregado ao que “o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia" (Atos 16.14).
Da pregação de Paulo, não apenas ela, mas toda a casa de Lídia foi batizada. Quando Deus inspira e direciona a obra missionária, grandes coisas podem acontecer dos pequenos gestos. Da iniciativa de Paulo houve a conversão a Cristo de uma pessoa e toda a sua casa e, destas conversões, o Evangelho é transmitido a todo o continente Europeu.
A Igreja de Florianópolis está retomando sua vocação missionária e evangelizadora. O desafio? O município de Palhoça! Não sabemos ao certo os caminhos que Deus conduzirá esta igreja no processo evangelizador naquele município, mas sabemos que quando Deus chama, ele mesmo capacita pessoas e realiza sua obra no poder do Espírito Santo.
Assim como nos primórdios da igreja os primeiros cristãos eram chamados para pregar em situações diversas e para públicos diversos, esse mesmo Deus, hoje, continua a destacar pessoas nos mais variados lugares para sua obra. O nosso papel é o de sermos “cooperadores de Deus” (1 Coríntios 3.9), reconhecendo nossa missão e permitindo que o Eterno realize sua obra em nós e através de nós.
Que assim, eu e você, sejamos estes instrumentos nas mãos do Eterno para proclamar a Sua Palavra para todo lugar que Ele nos enviar.
 Rev. Matheus Santiago

ESPADA DE DOIS GUMES

Pois a palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas.” Hebreus 4:12
Todos os anos, todos os meses e todas as semanas, são editados livros com os mais diferentes temas para todos os gostos. Os livros tem o poder de influenciar situações motivar projetos e transformar vidas.  Os grandes acontecimentos da história universal nos mais diferentes segmentos foram compilados e registrados em livros, e estes a disposição tornam melhores, a vida e o mundo.  A leitura com certeza pode mudar circunstâncias. Por isso, sempre é tempo de descobrir, conhecer e procurar responder aos anseios da mente do coração e da alma e desvendar os grandes mistérios e dilemas através de um bom e elaborado texto.
Então, a sugestão e o incentivo são para a leitura e o exame profundo dos textos bíblicos. Isso por uma simples razão: - nenhum outro tem tanto poder de influir, transformar, e organizar nossas vidas como a palavra de Deus.   Não existe nenhum outro compendio escrito onde o autor se faz  presente para aplicar e desvendar mistérios do coração como quando estamos com fé e sinceridade examinando as escrituras sagradas.
A Bíblia parece” um livro comum, mas não é (também não é algo mágico, evidentemente). O poder da Palavra de Deus esta no Espírito Santo que a aplica em nosso coração.
No primeiro século de nossa era os romanos tinham uma arma formidável: uma espada de bronze com ambos os fios extremamente cortantes. Sua finalidade era especialmente o combate de corpo a corpo, em guerra era um instrumento muito eficaz que podia cortar com movimentos para traz ou para frente.  Ouvi uma frase certa vez: -“Longe de Deus, perto do caos”. A espada era referencia naquela época para demover o caos.
Este texto sugerido sobre Espada de dois gumes é também referencia simbólica a palavra de Deus que examina os homens que desvenda e julga os pensamentos do coração. Que penetra as intenções, que coordena e organiza o mundo interior daquele que se coloca a disposição D’Ele, que pesa os espíritos. E isso é muito bom, porque vai dia a dia nos tornando de novo semelhantes a Ele. Aperfeiçoa-nos para os embates da vida e nos faz desenvoltos e sábios, diante dos desafios.  Filo o grego, chamava o Logos (Palavra) de cortador, com base na ideia de que é capaz de cortar o caos existente no mundo, levando este a ser ordeiro e melhor. Por isso quando diz: - mais cortante que espada de dois gumes, refere-se à Palavra de Deus que faz isso com maestria, a todo homem.  Revela o que está confuso cura e organiza o que está estragado.  Oportuniza também sempre uma nova chance, um novo recomeço. Por isso deixe-se envolver por esta Palavra de Deus, comece a conhecer os desígnios D’Ele, resgate e organize-se, por que: - atitude é tudo, e é preciso buscá-lo através de sua palavra enquanto ainda o temos por perto.
Rev. Edson Martins

Infinitamente mais


    “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimosou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós...”  Ef.3:20
             Houve um tempo em que nós, os brasileiros, achávamos que os recursos naturais do nosso país eram infinitos, intermináveis. Por exemplo, a água; se não cuidarmos dela, e muito bem, podemos ficar sem esse precioso líquido. Nosso maior patrimônio natural, a Amazônia, continua sob forte ameaça do desmatamento ilegal e até do legal. E por aí vai.
            Quando pensamos em nossos recursos pessoais, então, aí é que podemos perceber a grande sombra da finitude, a nossa finitude. Até quantos anos poderemos viver? Vai dar tempo de curtir a aposentadoria? Nossas defesas corporais contra as doenças são infinitas? Nosso conhecimento sobre a vida é infinito? Etc...
            Mas, ao olharmos para Deus, o criador de todas as coisas, das finitas e das infinitas, nos deparamos com a grande luz das possibilidades infinitas. E essas possibilidades podem acontecer em nossas vidas. O apóstolo Paulo afirma que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos. E através de seu amoroso e profundo poder ele age em nós. Para nos dar infinitamente mais dinheiro, bens, viagens, lazer, conhecimento, poder? Não. As palavras de Paulo no texto de Efésios, fazem parte de uma oração do apóstolo, onde o tema principal é conhecer , experimentar e vivenciar o amor de Cristo em todas as suas dimensões. Não há coisas mais desejáveis nessa vida, do que amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Essa dádiva divina, o amor, é infinita, interminável, jamais acaba, como disse o próprio Paulo aos coríntios. Ninguém pode viver de verdade sem esse amor, o amor de Deus, que tanto nos ama.
            Portanto, “...a ele seja a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”  Ef.3:21


Rev. Joel Vieira da Silva

Estação da Gratidão

Como você tem testemunhado o amor de Deus em sua vida? Será que as pessoas ao seu redor sabem de tudo o que o Eterno graciosamente lhe tem concedido em Cristo Jesus? É muito comum as pessoas dizerem que são gratas a Deus, mas via de regra não demonstram isso com regularidade no cotidiano, tanto que as orações feitas pela maioria dos crentes possuem mais pedidos do que ações de graças.
Sabemos que a Palavra nos diz que Filipenses 4.6 “...em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido” (NTLH). No entanto, é bom observar que o que Paulo está afirmando é que toda a oração de súplica deve ocorrer com o coração agradecido.
Observe também que no Salmo 40.3 o salmista afirma que Deus “pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor” - (Salmos 40.3). Para o salmista este hino de louvor a Deus veio após ele afirmar no versículo 1 que ele esperou com paciência no Senhor enquanto ele se encontrava num poço de perdição e num pântano de lama.
Nossa sociedade anda sôfrega e angustiada a procura de soluções rápidas e imediatistas para seus dilemas. Vive atrás de mais tempo para viver enquanto se enfatua de trabalho, busca mais prazeres enquanto se aprisiona, a cada dia, em toda a sorte de vícios e canseiras que não tem fim.
Entre muitos cristãos não é diferente, pelo contrário, em nosso País por exemplo, temos sido espectadores de uma religiosidade evangélica extremamente hedonista e egocêntrica. Crentes que determinam, que declaram e que profetizam. Gente que não admite o fato de que na vida muitas vezes passamos pelos poços de perdição e que muitas vezes nos achamos em pântanos de lama.
Há muitos que se esquecem de que Deus nem sempre nos livra dos perigos e desertos, mas ele nos livra em meio aos perigos e enquanto estamos nos desertos da vida. Passar por estes lugares é um tempo de desconforto, mas pode tornar-se um tempo de aprendizado e autoconsciência.
Jesus, antes de iniciar seu ministério terreno, foi para o deserto onde foi tentado (Mt. 4). Nosso Senhor não fixou os olhos no deserto mas além dele e ao passar por ele saiu mais preparado e certo da missão para a qual o Pai havia lhe chamado a realizar.
Creio que podemos comparar nossa vida a uma viagem de trem. Por onde passamos enquanto viajamos somos levados a um lugar ou trazido de outro. Não precisamos parar em todos os lugares, mas às vezes somos obrigados a fazê-lo. Muitas vezes paramos em uma mesma estação que pode nos levar para vários destinos, mas por vezes jamais iremos a algumas estações que somente avistamos de longe.
Há no entanto, uma estação pela qual é necessário que passemos todos os dias e pela qual não chegaremos a nenhum lugar se não formos nela. É a estação da gratidão. João Calvino afirmou certa feita que “seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória”.                                                                           

Rev. Matheus Santiago