PERTO DE DEUS

Esta semana li um escrito de Arnaldo Jabor, que interpretei não como um desabafo, dele, mas algo parecido com uma voz profética, apocalíptica, para esses tempos de turbulência desenfreada em nosso país. O que vale a pena ser lido na íntegra, transcrevo aqui apenas uma parte de seu discurso:
AI DE TI, BRASIL
"Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim. Ai de ti, Brasil! Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro. Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.
Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância?".
Deduzi disto, que o alerta de Deus a humanidade ao longo dos séculos, orientando homens e mulheres ao caminho correto, enfatizando a necessidade de ouvir sua Palavra e permanecer perto D'Ele, é o que deveríamos com perseverança e determinação observar até o último dia de nossas vidas.
Mas infelizmente, colhemos o fruto de uma geração onde a sua maioria tem optado pela distância de Deus.  Quem dera uma sociedade inteira pudesse observar com ênfase o que a Bíblia diz: "Bendita a nação cujo Deus é o Senhor" ou as palavras do profeta que diz: " Eu e minha casa serviremos ao Senhor ".
A proximidade de Deus gera comportamentos morais que podem mudar a história. A minha história a sua história, a história de um país.  A proximidade de Deus faz você se parecer com Cristo, e isto pode transformar a sua vida e a de seu próximo para sempre. Por isso eu opto hoje por examinar as escrituras, orar em todo tempo e reconhecer o Cristo, e opto por permanecer perto de Deus. E convido você a ter esse mesmo desejo é a fazer esta mesma oração.
 Rev . Edson

MÊS DE FEVEREIRO - HOMENAGENS


1º DOMINGO - DIA DO HOMEM PRESBITERIANO
2º DOMINGO - DIA DA MULHER PRESBITERIANA
A SAF da nossa Igreja homenageia esses HOMENS e essas MULHERES pelo seu dia, dirigindo-lhes palavras de meditação e encorajamento.
Ambos cristãos, vivendo nesses tempos de tribulação, de tecnologia avançada, de constantes transformações e de intensa pressão, devem estar atentos pra viver em comunhão constante com Cristo Jesus, tementes a Deus e embasados nos frutos do Espírito como o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade e a fidelidade.
Precisamos encontrar homens de honra, corajosos e compromissados, como Abraão que levantou altares para adorar a Deus, como Josué que disse pra sua nação “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, como Paulo que colocou sua vida para servir a Cristo, que também vençam a mentira através da verdade e cuja vida seja reflexo da palavra.
Precisamos encontrar mulheres resolutas na apresentação do evangelho, corajosas e de submissão ao Senhor a exemplo de Joquebede, Ana, Débora e Ester, entre outras, bem como mansas e humildes de coração, sendo úteis na sua igreja e sua sociedade e buscando a sabedoria que emana de Deus.
Homens presbiterianos e mulheres presbiterianas sejam sempre agradecidos e sejam uma geração que ora, que é fiel, que é modelo na família e busca a santificação.

PARABÉNS E QUE DEUS OS ABENÇOE HOJE E SEMPRE!

“Vós sois o sal da terra.....vós sois a luz do mundo.....e glorifiquem a vosso pai que está no céus” Mt 5:13,14 e 16
Secretaria de Sociabilidade e Causas da IPB da SAF/Fpolis
(Texto adaptado)

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 05/02/2016):

Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Mauro Caldeira de Andrada, Huri Gomes Mendonça, Marco Aurélio C. Pereira, Graça Fernandes, Neusa Mendonça, Pr. Paulo Solonca, Gabriel (filho de amigo do Deodoro), Joel Guimarães, Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Zilda Cavallazzi, Henrique Rios Martins e Rev. Otávio.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

Uma Carta de Jim Elliot a seus Pais


Jim Elliot, que morreu como mártir nas praias do Equador, a seus pais quando lhes disse que estava partindo:

“Não me surpreende que vocês fossem entristecidos com a notícia da minha ida para a América do Sul. Isso não é nada mais do que aquilo que o Senhor Jesus nos advertiu quando ele disse aos discípulos que deveriam se tornar tão apaixonados com o reino e em segui-lo de tal forma que todas as outras alianças devem se tornar como se nunca tivessem sido feitas. E ele nunca excluiu o laço familiar.
Na verdade, esses amores que consideramos como mais íntimo, ele nos disse que deveriam se tornar como ódio, em comparação com os nossos desejos de defender sua causa. Não se entristeçam, então, se os seus filhos parecem abandoná-los, mas, em vez disso, alegrem-se de ver a vontade de Deus realizada com alegria. Lembrem-se como o salmista descreveu os filhos? Ele disse que eles eram como uma herança do Senhor, e que todo homem deveria ficar feliz se tivesse a sua aljava cheia deles. E do que é cheia uma aljava senão de flechas? E para que servem as flechas se não forem para serem atiradas? Assim, com os braços fortes da oração, puxa-se a corda do arco para trás, lançando as flechas — todas elas, direto nos exércitos do inimigo.”

“Consagre teus filhos para levarem a mensagem gloriosa, Dê de tuas riquezas para acelerá-los em seus caminhos, Derrama a tua alma por eles em oração vitoriosa, E tudo o que gastastes, Jesus te retribuirá.”

Jim Elliot 

O passo seguinte



"...aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo " Mateus 10:22
Dizem que o brasileiro é muito bom em iniciativa, mas péssimo em acabativa. Parece que há um pouco de verdade nessa conversa. Esteiras que funcionam como cabide; pares de tênis usados apenas três vezes para as “caminhadas de todos os dias”; cursos de inglês do segundo módulo; dietas interrompidas na primeira tentação; mestrados com matrículas trancadas; consultas médicas procrastinadas; casos de amor mal acabados – aliás ela não sabe até hoje se acabou ou não acabou; são experiências muito comuns aos mortais como eu e você.
Os chineses dizem que uma longa viagem começa com o primeiro passo. Mas o primeiro é sempre o mais fácil. O problema está em continuar dando os outros milhares de passos que nos levarão ao destino desejado. Botar o pé na estrada é uma delícia – quer coisa mais gostosa do que pegar a estrada no final de semana prolongado? O negócio é seguir viagem com o mesmo entusiasmo, e sem dar uns tapas nas crianças do banco de trás, ou sem perder a boa nos congestionamentos da estrada e no pedágio.
A razão porque as pessoas deixam as coisas pela metade é que funcionam com o paradigma errado de sucesso e felicidade. Acreditam que a felicidade é um lugar onde se chega: os sete quilos a menos, a fluência na língua, o acréscimo da Pós no currículo, a chegada na casa da praia. Errado. A felicidade não é um lugar onde se chega, é um jeito como se vai. A felicidade não está na noite do casamento, mas na convivência prazerosa. Também não está na formatura, mas na experiência do curso. (Não está na inauguração do prédio, mas no ambiente que se constrói todos os dias).
   Uma coisa é certa: quem não é capaz de extrair o melhor da jornada, não consegue manter o pé na mesma estrada. O primeiro passo é importante. Mas o segredo do sucesso e da felicidade está nos outros passos depois dele.

Adaptado por Rev. Edson.

Pode ser diferente


     “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.”  Jeremias 29:11
     Há quem diga que o inferno é aqui na terra. Tem até um ditado que fala: "Aqui se faz, aqui se paga". Eu não acredito nisso. A terra não chega nem perto do que é o inferno como descrito na Bíblia.
     O poeta italiano Dante Alighieri escreveu na sua obra "A divina comédia". - Na Porta do inferno está escrito: - " Perdei ó vós que entrais, toda a esperança"
      Perdei ó vós que entrais, no inferno toda a esperança.
     Para o poeta, o inferno é lugar de perda total, não há mais o que fazer o que esperar, e aí o lamento perpétuo.
     Porém, assim, se o sinônimo do inferno é sofrimento e dor, condição onde não há possibilidade de mudança. É verdade também que o céu é lugar de esperança.
     E aqui onde estamos não é o inferno. Aqui as situações podem mudar. Aqui a tribulação pode passar. Aqui ainda podemos reverter e continuar o caminho, aqui podemos esperar e vencer as tempestades, as perdas, porque aqui é a terra, e aqui com todos os percalços podemos sim ainda, ter esperança.
     Por isso o profeta Jeremias vai dizer, em meio a desolação, a dor, a proliferação do mal: "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Esta cena que os meus olhos contemplam não é definitiva, este sofrimento não vai durar para sempre essa dor não é eterna as coisas não precisam continuar como estão".  Na verdade, é preciso dizer assim: - tudo pode ser diferente. A minha vida pode ser diferente. Eu posso ser diferente. Há lugar para outras possibilidades. Isso é esperança. A promessa de Deus é que Ele estaria conosco todos os dias até o fim, não estamos sozinhos.
     Deus diz: 
     Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.
     Victor Frankel, que viveu no campo de concentração, disse: O ser humano pode viver 40 dias sem comida, 3 dias sem água, alguns minutos sem ar, mas não pode viver um só segundo sem esperança.
     Sendo assim vamos nos encorajar e seguir, sabendo que temos a frente o Deus da nossa salvação, porque a esperança nunca pode morrer.

Rev. Edson

Individualismo X Comunhão fraterna



“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” Salmos 133:1

Nesta semana, queremos lidar com os empecilhos da comunhão fraterna. Uma antiga lenda judaica nos mostra, de forma muito clara e simples, que a comunhão fraterna depende de uma decisão do nosso coração: querer amar e servir aos outros em vez de só pensar em si mesmo.
     Um rabino conversava com o Senhor sobre o céu e o inferno. “Vou lhe mostrar o inferno”, disse o Senhor, e conduziu o rabino a uma sala no meio da qual havia uma grande mesa redonda, com pessoas famintas e desesperadas sentadas à sua volta. No meio da mesa, havia uma tigela de sopa grande o suficiente para todos. O aroma da sopa era delicioso, deixando o rabino com água na boca. As pessoas ao redor da mesa seguravam colheres com cabos muito compridos. Cada uma delas podia alcançar a tigela e pegar uma colherada da sopa. Todavia, como o cabo era mais comprido que o braço, não conseguia colocar a colher na própria boca. O rabino viu que o sofrimento delas era terrível.
     “Agora vou lhe mostrar o céu”, disse o Senhor, e eles entraram em outra sala, exatamente igual à primeira. Havia a mesma grande mesa redonda e a mesma tigela de sopa. As pessoas, como antes, estavam equipadas com as mesmas colheres de cabo comprido – mas aqui estavam todas nutridas e rechonchudas, rindo e conversando. A princípio, o rabino não entendeu. “ É simples, mas exige certa habilidade”, explicou o Senhor. “Veja, elas aprenderam a alimentar umas às outras. ”
     Nosso individualismo e egoísmo aprisionam-nos no inferno, já aqui neste mundo, enquanto uma alegria celestial permeia o coração daqueles que amam de verdade.

Dieter Kirsch
Extraído do devocionário Orando em Família (Vol. 16).

A promessa




            “Estou dando cada metro quadrado que seus pés pisarem, como prometi a Moisés”. Js.1:3
            “Terra. Terra que mana leite e mel. Terra prometida. Terra Santa. Terra de Canaã. A terra. Josué, sucessor de Moisés na liderança de Israel, estava às margens do rio Jordão, pronto para entrar e conquistar Canaã, uma faixa de terra sem importância, espremida no meio de poderosas e antigas civilizações. Ninguém imaginaria na época que algo significativo poderia acontecer naquela terra. Esse pequeno e estreito pedaço de terra nunca teve importância econômica ou cultural. Servia apenas de ligação terrestre entre duas grandes culturas e economias: o Egito e a Mesopotâmia. Mas, em breve, ela iria se tornar importante na consciência religiosa da humanidade. De maneira significativa, essa terra viria a ofuscar tudo o que ocorreu antes ao redor dela”. (Bíblia A Mensagem)
          Aquela gente não tinha outra coisa, a não ser uma promessa. E para alcançá-la, haveria muita luta e dificuldade. Então, era preciso crer e lutar.
          O apóstolo Paulo escreveu: “Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança”. Rm.15:4
         Portanto, essa velha história bíblica do povo de Israel nos ensina que precisamos crer na promessa do cuidado de Deus sobre nossas vidas, e que vamos experimentá-la, não nos banhando num mar de rosas ou voando num céu de brigadeiro. Haverá espinhos e turbulências, mas a promessa não será arranhada ou ofuscada. Ela se cumprirá. Por isso, com toda paciência e coragem, vamos nos encher de uma santa esperança para viver esse novo ano.
Rev. Joel

Mais um ano vai-se embora...


“...esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus”. Fp.3:13,14 (BLH)
“Paulo compreendia bem o quanto os gregos valorizavam a performance intelectual e física dos seres humanos. Os discursos, as artes e os esportes revelavam – para os gregos - a própria divindade misturada à alma humana. O vencedor das corridas gregas recebia uma grinalda de folhas em sinal de divindade e, muitas vezes, um alto valor em dinheiro. Paulo faz uma analogia com o grande prêmio dos cristãos: a glória da salvação eterna, não conquistada por esforço ou capacidade, mas por meio da graça de Deus através do sacrifício de Cristo”. (Bíblia KJ)
Com certeza há muitas coisas a serem esquecidas nesse ano que agora termina. Mágoas, decepções, rancores, maus hábitos, desejos nada santos, etc. Essas coisas precisam ser esquecidas e abandonadas, pois podem impedir que avancemos na vida.
2016 está chegando, e com ele novas possibilidades. Como disse Paulo, devemos avançar para o que está à nossa frente. E o que já está posto para nós é a nova e empolgante vida que Deus já nos deu através de Jesus Cristo, e, que será plena quando atravessarmos a linha de chegada.
Também sabemos que a vida nos trará seus desafios e dificuldades no próximo ano; entretanto, “...a tua graça é melhor que a vida”. Sl.63:3
Portanto, não nos esqueçamos da recomendação de Jesus: “...buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Mt.6:33
Quando priorizamos Deus, somos abençoados. Faça isso e “Feliz ano novo”.

Rev. Joel

O poder do Natal


O natal, entre outras coisas, é o poder de Deus em ação. Desde o momento em que Maria recebeu do anjo Gabriel a notícia de que ficaria grávida e daria à luz a um menino (sem precisar de ultrassom), e que ele deveria se chamar Jesus, ela pergunta como isso seria possível se não tinha relação sexual com homem algum. Aí o anjo responde: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”. Lc.1:35
No seu extraordinário cântico, depois de visitar Isabel, Maria afirma “...porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.” Lc.1:49
Em contrapartida, o natal também conta a história de um outro poder, nada santo, ou seja, de Herodes. Ele era chamado de Herodes “O Grande”, e havia recebido do Senado romano o título de “rei da Judéia” e, por isso, ficou conhecido como “rei dos judeus”. Alarmado com a notícia de havia nascido o Rei dos judeus, e não podendo colocar suas mãos nele, manda matar todos os meninos nascidos em Belém naquele período. Tragédia.
Voltando ao cântico de Maria, ali ela fala sobre o embate desses poderes: “...A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que , no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos...” Lc.1:50-53
Mais tarde, um descendente de Herodes “O Grande”, conhecido por Herodes Agripa, e farinha do mesmo saco, teve uma morte horrível, por se achar um deus e não um homem. Diz o relato bíblico, em Atos 12:20-23, que ele foi ferido por um anjo e comido de vermes, expirou. O clássico historiador judeu Flávio Josefo registrou em sua obra “Antiguidades” os detalhes horríveis da morte que sobreveio a Herodes no ano 44 d.C.
A história do natal nos fala do poder de Deus, que agiu para abençoar a humanidade, mas também dos podres poderes que produziram muita desgraça. Ambos estão presentes ainda hoje no mundo. E o natal nos reafirma que o poder do Altíssimo prevalecerá sobre os podres poderes, estejam eles onde estiverem, inclusive em Brasília.                                                                        
Rev. Joel

Mais uma vez...felicidade


As palavras proferidas por Cristo no sermão do monte, registradas por Mateus o evangelista, no capítulo cinco das sagradas escrituras, mostram com clareza irrefutável, que bem aventurado ou melhor traduzido , "felizes", são aqueles que se alimentam de algumas virtudes essenciais que os tornam assim: "Felizes".
Na música intitulada, "A felicidade", de Tom Jobim e. Vinicius de Morais, o refrão diz: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim..." Em sua visão de realidade e sentimento parece mesmo que a felicidade é algo que vem e logo passa.
No entanto o que aprendo com o ensino de Cristo é que felicidade duradoura tem mais a ver com absorver e assimilar as virtudes expostas por Cristo ao longo de nossa historia, do que um breve desejo ou sonho realizado num momento pontual, que acontece e passa.
Que virtudes são estas? Humildade, capacidade de chorar, ser manso, ter fome e sede de justiça, ser misericordioso, ter o coração puro, procurar promover a paz, ser justo, ser seguidor de Cristo.
Se estas virtudes integrarem a nossa vida, a afirmação bíblica diz que seremos felizes. Entretanto é importante lembrar que tais virtudes só terão efeito quando fizerem parte constante de nossa alma, mente e coração e sobretudo  de nossas atitudes. 
Mahatma Ghandi já dizia: "Felicidade é quando o que você pensa, diz e faz, estão em harmonia". Atente para isto, pois bem aventurado é aquele que ouve e pratica. Seja você também feliz.
Feliz aqui, feliz agora, feliz sempre e...."Feliz Natal".
Rev. Edson

Mar de lama


Só faltava isso para o Brasil ficar “completo”; agora tem um mar de lama literal, horrivelmente visível, assombroso. Como se já não bastasse o “mar de lama” envolvendo empresas e partidos políticos, protagonistas dos últimos escândalos ocorridos nesse país. E pensar que o rompimento da barragem de Mariana poderia ter sido evitado; pois a empresa Samarco foi absurdamente negligente. Notícia veiculada pela Folha de São Paulo, dá conta de que “Nos dez anos anteriores ao episódio em Mariana, que devastou a bacia do rio Doce, estruturas da mineradora sofreram rompimentos e causaram danos”.
O que esperar de um país envolto em tanta lama, tanta podridão? Quem pode nos salvar, Joaquim Barbosa, Sérgio Moro ou algum outro paladino da justiça? Por melhores que sejam esses homens, eles não tem o poder de mudar esse Brasil. O que dizer do governo de São Paulo que tem um projeto para fechar escolas? Os brasileiros precisam fazer alguma coisa. Os brasileiros genuinamente cristãos precisam mais do que nunca encarnar sua fé, desenvolver sua missão integral, agir de alguma forma na sociedade e dizer que o ser humano precisa urgentemente se reconciliar com Deus, através da fé em Jesus Cristo, para depois reconciliar-se consigo mesmo e com os outros.
É maravilhoso o texto do profeta Ezequiel que fala das águas purificadoras que saiam do trono de Deus, uma alusão ao Espírito Santo agindo sobre a humanidade: “Então me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem a campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem essas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe esse rio”. Ez.47:8,9
O Pai enviou seu filho Jesus Cristo ao mundo, que por sua vez nos deixou o Espírito Santo em seu lugar. O natal que se aproxima nos lembra disso. O rio de Deus, das águas purificadoras, está correndo, há esperança.
Rev. Joel

A Igreja e o individualismo


“Não abandonemos a tradição de nos reunirmos como Igreja, segundo o procedimento de alguns, mas, pelo contrário, motivemo-nos uns aos outros, tanto mais quanto vedes que o Dia está se aproximando” Hb.10:25 (Bíblia King James)
Se há alguma coisa que anda na contramão do cristianismo, nos dias de hoje, é o espírito individualista. Podemos observar isso no dia a dia; hoje, os supermercados tem sessões que oferecem porções individuas de vários produtos; diante das redes sociais as pessoas estão paradoxalmente sozinhas; nos grandes centros, até moradias tem sido pensadas para uma pessoa apenas. Expressões como “Cada um tem a sua verdade ou Eu faço meu culto e minhas orações”, também refletem esse teor individualista de nosso tempo.
Reportando-nos ao texto citado de Hebreus: “A expressão grega traduzida por ‘abandonemos’ transmite o sentido original de ‘deserção’. Deus planejou a Igreja para que os cristãos pudessem ser companheiros de caminhada, exortando e sendo exortados pelo Espírito e uns aos outros, em amor fraternal. Por isso não é concebível a teoria do culto exclusivo e distante da comunhão dos irmãos”. (Comentário da Bíblia King James).
O individualismo é mais uma armadilha que tem sufocado a vida de muitas pessoas, pois essa sensação de liberdade do tipo eu faço do meu corpo o que quiser, essa é a minha verdade, ninguém tem nada a ver com minha vida, vou me dar esse presente  etc, não é verdadeira, porque há um sistema com várias faces que manipula as pessoas e as faz dependentes não de pessoas, mas de coisas.
Por isso, a Igreja de Cristo aparece como alternativa extraordinária a esse perigoso e infeliz caminho do individualismo. “Então, avante! Cheios de fé, confiantes de que estamos apresentáveis para ele, vamos nos agarrar às promessas que nos fazem prosseguir. Ele sempre mantém sua palavra. Sejamos criativos no amor, no encorajamento e na ajuda. Não evite as reuniões de culto, como alguns fazem, desprezando os irmãos, ainda mais agora, que o grande dia se aproxima” Hb.10:22-25 (Bíblia A mensagem).


Rev. Joel

Diálogos e Confrontos


O nosso livro “Vontade divina e planos humanos”, publicado recentemente, analisa o dilema humano em diversas situações da vida, quando é necessário encontrar um caminho mais palpável e seguro. As inúmeras opções oferecidas pelas tradições culturais e práticas religiosas não trazem paz de espírito e orientação para o coração atribulado. Sabemos que a escolha equivocada pode custar alto preço e muitas lágrimas. Devemos buscar em Deus o nossa orientação, como clamou o salmista:
Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” Sl. 42:11.
Precisamos aprender a buscar a vontade divina por meio de diálogos com o nosso Criador, consultando a sua Palavra e suplicando por discernimento e sabedoria nos momentos mais críticos, quando nossas emoções falam mais alto. Saber ouvir, aguardando a manifestação divina em nossas vidas é o segredo espiritual que fortalece a vida cristã em nossa jornada diária. Quando, em vez de dialogar nós confrontamos a Palavra de Deus, desprezando-a e fechamos nossos ouvidos, endurecendo o coração, passamos a experimentar a ansiedade e angústia que podem nos levar à depressão espiritual.
Os exemplos bíblicos são abundantes ao referir-se a pessoas que, mesmo tendo a boa intenção de servir a Deus, não quiseram estabelecer um diálogo, mas resolveram confrontá-lo e desobedecer. O profeta Jonas traduz toda a inconformação humana em querer fazer o que lhe agrada e extravasando sentimentos e emoções. O profeta não conseguiu admitir que devia falar de amor e perdão aos seus inimigos ninivitas, por isso resolveu fugir e fazer o contrário da vontade divina manifesta à ele.. Somente depois de sofrer, percebeu que o diálogo com Deus é muito melhor e mais consolador do que o confronto.
Cada ser humano tem a sua oportunidade de buscar a Deus para conhecer e realizar a vontade divina.  Esperamos que isto aconteça em sua vida para que você seja uma pessoa realizada em Cristo e uma bênção onde estiver.
                                 

Rev. Osvaldo Henrique Hack

Proclamar

O verbo proclamar pode ser um transitivo direto, serve para: declarar enfaticamente; afirmar, asseverar.
Como sabemos hoje é 15 de novembro, e só para lembrar, que apesar de tudo,     ”como dizem”, somos brasileiros com muito “orgulho”. A proclamação da República do Brasil no dia 15 de novembro de 1889, serviu para mudar o estado político e social do país, de um regime de monarquia constitucional parlamentarista do império para o regime republicano, acabando com a soberania de Dom Pedro II, imperador do Brasil naquele tempo. E o então Marechal Deodoro da Fonseca, trabalhar para a instalação da República provisória e se consagrar primeiro presidente do Brasil.
Neste feriado lembramos com alegria a proclamação da república do Brasil. No entanto é com tristeza que junto com isto, deparamos com a proclamação de noticias não tão salutares ao país procedente de muitos de nossos governantes inescrupulosos que inibem o desenvolver da nação com ações muito conhecidas, de natureza corrupta, corruptora, e  egocêntricas. 
Não bastasse, estamos pasmos diante da proclamação também dos últimos acontecimentos, o acidente das barragens de Fundão e de Santarém, na unidade industrial de Germano, localizada nos municípios de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, identificada na tarde do dia 5 de novembro. Onde vidas foram ceifadas e milhares perderam tudo.
Diante disto, penso que o momento é de consternação, de solidariedade, sobretudo de proclamação de algo que pode devolver, nem que seja um pouco da nossa esperança. Para tanto encontrei alento ao ouvir as palavras do profeta Isaias que diz:
1.  O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros.
2.  Para proclamar o ano da bondade do Senhor; para consolar todos os que andam tristes,
3. E dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória. 61:1-3
Minha oração é que Deus me ajude a ser mais um como Isaias, para nestes dias de turbulência aqui, proclamar, simples e objetiva, o alento, a vida e a esperança, ao coração de pessoas habitantes desta nossa querida nação brasileira. Convido você a ter este mesmo desejo e a fazer esta mesma oração.                               
Rev. Edson

Tempo certo



 “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:
Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.” Ec.3:1-8
O tempo passa tão rápido, mas tão rápido, que para alguns 2015 já acabou. Parece que o tempo foge de nós e não temos como segurá-lo. Bem, minha intenção aqui não é filosofar sobre o tempo, pois muitos já fizeram isso, e muito bem; minha intenção é outra, pois ao olhar esse texto de Eclesiastes, podemos pensar o tempo de forma mais prática, ou seja, o que marca o seu tempo agora, qual a circunstância que te envolve hoje, em que momento você está de sua vida, o que caracteriza o seu tempo presente, a alegria ou a tristeza?
Todos nós vivemos esses altos e baixos, estamos sujeitos às intempéries da vida e também nos alegramos com os dias calmos e suaves. Creio que em todas as circunstâncias, o mais importante é mantermos a fé, a esperança e o amor.
A fé – “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” Hb.11:1
A esperança – “Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?” Rm.8:24
O amor – “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” I Co.13:13
O tempo certo é o tempo de Deus em nossas vidas – “E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” Rm.5:5
Tenha, acima de tudo, tempo para Deus em sua vida. E que ele te abençoe!

Rev. Joel

Vocação para toda a vida


Sabe-se que muitas pessoas aceitaram o chamado de Deus para servi-lo em diversas frentes quando ainda eram jovens. Mas, se é na juventude que tomam a decisão, é para a vida toda que o fazem!
Elisabeth Elliot, falecida no dia 15 de junho de 2015, aos 88 anos, relata em “Através dos Portais do Esplendor” uma das mais conhecidas histórias de missões. No dia 7 de janeiro de 1956, cinco jovens missionários foram mortos no interior da selva equatoriana, deixando cinco jovens viúvas (entre elas Elisabeth) e cinco órfãos. Os cinco rapazes tinham entre 28 e 32 anos. Foram criados no evangelho e a certa altura da infância ou da adolescência assumiram seu compromisso pessoal com Jesus e, mais tarde, a convocação específica para trabalhar entre indígenas. Mesmo viúva, Elisabeth continuou esse ministério por vários anos. Depois se tornou escritora e palestrante. 
Em 1644, com a idade de 16 anos, o português João Ferreira de Almeida abraçou a Reforma na Holanda. Como missionário da Igreja Reformada Holandesa na Ásia, ele traduziu a Bíblia, diretamente do hebraico e do grego, para a língua portuguesa, sendo esta ainda a versão mais lida no mundo lusófono.
Bráulio Craveiro Filho, 62, quando estudante de engenharia, participou da Aliança Bíblica Universitária (ABU) e descobriu que poderia fazer o que gostava -- empreender -- para atuar no mundo “secular” e manifestar a vontade de Deus. Ele utiliza o seu negócio para contribuir de forma direta para o trabalho da igreja e das missões e para sinalizar o reino de Deus nas oportunidades comerciais e empresariais.
Que Deus continue levantando homens e mulheres, jovens, adultos e crianças para responderem em amor ao chamado para, sobretudo, seguir a Jesus.

Elben César e Klênia Fassoni

Diáconos


Sobre os diáconos, a Bíblia diz o seguinte: “Quanto aos diáconos, da mesma forma, devem ser honrados, de uma só palavra, não dados a muito vinho, nem tampouco dominados pelo amor ao dinheiro. Devem permanecer no ministério da fé com consciência pura. Devem também, antes de tudo, passar por experiência; depois, se não houver nada que os desabonem, que exerçam o diaconato” I Tm.3:8-10
“O significado do termo grego original ‘diácono’ (servo) está ligado ao ‘serviço dedicado’ de alguém em qualquer área de necessidade da igreja ou da comunidade por amor a Cristo. Esse ministério se iniciou formalmente na igreja primitiva por motivos práticos, visando a ajuda e a cooperação, a fim de que nenhum membro da igreja passasse falta de assistência espiritual e material (At.6:1-7). As qualificações espirituais e morais exigidas são semelhantes às exigidas dos pastores (bispos, presbíteros ou anciãos).” Nota da Bíblia King James
A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil afirma quanto aos diáconos: Art.53 – O diácono é o oficial eleito pela Igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente:
a)    à arrecadação de ofertas para fins piedosos;
b)    ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;
c)    à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino;
d)    ao exercício da fiscalização para que haja boa ordem na casa de Deus e suas dependências.
Art.55 – O presbítero e o diácono devem ser assíduos e pontuais no cumprimento de seus deveres, irrepreensíveis na moral, sãos na fé, prudentes no agir, discretos no falar e exemplos de santidade na vida.
Através destes textos, você pode perceber que a assembleia de hoje é muito importante. Ore e vote na convicção de que está participando de um momento bastante significativo para o prosseguimento dos ministérios da nossa igreja.

Rev. Joel

Guardar


O conceptismo aristotélico é o conceito usado por muitos celebres da literatura, como Castro Alves e Antonio Vieira.
Este conceito parte do principio, onde se usa uma premissa menor, passa-se para uma premissa maior e faz-se uma conclusão.
“O exemplo usado por Aristóteles para explicar isto, é simples: “Platão é homem” (premissa menor),” todo homem é mortal (premissa maior), Conclusão: “Platão é mortal”.
Tomando emprestado o texto bíblico do livro dos Salmos, podemos aprender o seguinte: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti”.   Vejo aqui, que para não pecar contra Deus, há necessidade de guardar e deixar-se orientar o coração e a mente na direção da palavra de Deus, para encontrar força, e para não pecar.
Guardar no coração, - porque é de lá que procedem e que nascem os maus e os bons pensamentos.  Percebemos atualmente a desatenção displicente para com os referenciais orientadores da palavra de Deus. 
O abandono e o desprezo pela bíblia têm levado a sociedade atual em sua maioria para um afastamento de Deus, e isto tem gerado desordem cada vez mais intensa.  E a pergunta que não quer calar é muito simples: “O que é que está acontecendo com o mundo?”
Certa ocasião Jesus disse: “... quando vier o filho do homem (Jesus), achará Fé na terra?”.
A fé tem origem na Palavra de Deus, porque é pelo ouvir a Palavra, que vem a fé. Se quiser ter melhor percepção da vida e das pessoas é preciso ter uma visão do que Deus pensa e como Deus vê. Daí a necessidade de guardar a Palavra de Deus no coração.
Penso que só assim, guardadas as devidas proporções, observando com atenção a fala de Deus, poderemos conter com eficácia as forças do erro e do pecado, e contribuir significativamente para um tempo melhor.  É possível!
O mundo precisa de você, o mundo precisa de sábios, o mundo precisa de Deus. O mundo precisa de ética, o mundo precisa de moral, precisa em síntese, guardar a palavra de Deus, para não errar, e conseguir enxergar com mais clareza o que de melhor está por vir. 
“Guardo no coração as tuas Palavras para não pecar contra ti”. Salmo 119:11.
Pr.Edson

Que tipo de cristianismo é o nosso?



O que nos mantém no caminho da religião?  Será a tradição familiar, o interesse em bênçãos materiais, o medo e o consequente anseio por uma proteção mágica, o não ter outra opção melhor, o desejo de estar num grupo onde se possa ter a primazia sobre outras pessoas, etc.?
Em seu livro “Sapiens - Uma breve história da humanidade”, Yuval Noah Harari escreve: “A história da ética é um conto triste de ideias maravilhosas que ninguém consegue colocar em prática. A maioria dos cristãos não imitou a Cristo, a maioria dos budistas não conseguiu seguir os passos de Buda, e a maioria dos confucianos teria causado um ataque de nervos a Confúcio. Já a maioria das pessoas hoje consegue viver de acordo com o ideal capitalista-consumista. A nova ética promete o paraíso sob a condição de que os ricos continuem gananciosos e dediquem seu tempo a ganhar mais dinheiro e as massas deem rédea solta a seus desejos e paixões e comprem cada vez mais. Essa é a primeira religião cujos seguidores realmente fazem o que se espera que façam”.
Faz sentido a crítica do historiador Harari? Eu creio que sim. Por isso, é muito importante que nós, cristãos, saibamos qual a nossa motivação para estar nesse caminho religioso. Vamos recorrer às palavras do próprio Cristo: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos...Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”. (Jo.14:15,23)
A nossa maior e insubstituível motivação religiosa é o amor a Deus e a consequente obediência aos seus mandamentos. E é bom que se diga que esse princípio já está presente no velho testamento: “Amem o Senhor, o seu Deus e obedeçam sempre aos seus preceitos, aos seus decretos, às suas ordenanças e aos seus mandamentos”. (Dt.11:1)
Amar e obedecer, esse é o binômio da fé cristã. Mas será que essa coisa de mandamentos não fere a liberdade humana? O filósofo Luiz Felipe Pondé, ao comentar o quarto mandamento, sobre honrar pai e mãe, em seu livro ”Os dez mandamentos (+ um)” escreve: “Quando jovens concluem que os pais não merecem respeito a priori, o impacto dessa decisão  se reflete na dificuldade de se estabelecer estruturas familiares que permitam a humanização e a civilização”.
O nosso cristianismo pressupõe a ética do amor, que deve nos levar a amar a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.


Pr. Joel

Competindo com os cavalos


Há uma passagem memorável com respeito á vida de Jeremias quando esmagado pela oposição e mergulhado na autopiedade, ele esteve a ponto de capitular entregando-se á morte prematura. Jeremias estava pronto a abandonar seu único chamado divino e resignado a ser apenas uma estatística de Jerusalém. Naquele momento crítico, o profeta ouviu esta admoestação:
"Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro que farás na floresta do Jordão?" ( Jr. 12.5).
O bioquímico Erwin Chargaff atualizou as questões: "O que você deseja alcançar? Grandes fortunas? Comida mais barata? Uma vida feliz, mais duradoura? E poder sobre os vizinhos, o que persegues? Estará você apenas procurando escapar á morte? Ou será que você busca maior sabedoria e devoção mais profunda?”
A vida é difícil, Jeremias. Você irá desistir diante da primeira onda de oposição? Irá bater em retirada quando descobrir que há muito mais por que se viver do que três refeições diárias e um lugar seco para descansar, á noite? Procurará refugiar-se em casa no instante em que descobrir que multidões de pessoas estão mais interessadas em manter seus pés aquecidos do que viver sob-risco para a glória de Deus?
Você irá manter uma vida cautelosa ou corajosa? Eu o chamei para viver o seu melhor, para perseguir a justiça, manter a direção rumo á excelência. É muito mais fácil, como bem sabe, ser neurótico. É muito mais simples viver como parasita. É menos complexo relaxar e deixar-se levar pelos braços da maioria. Mais fácil, porém não melhor, não mais significante, não mais recompensador. Eu o chamei para uma vida de propósito, muito além do que você pensa ser capaz de viver e prometi dar-lhe forças suficientes para você cumprir o seu destino.
Agora, ao primeiro sinal de dificuldades, você está disposto a desistir. Se você se sente fatigado por essa multidão comum de patéticas mediocridades, o que fará quando a verdadeira corrida começar, contra os velozes e determinados cavalos da excelência? O que você realmente deseja Jeremias? Quer arrastar-se, acompanhando a multidão ou almeja correr com os cavalos? (...) A vida de Jeremias foi a resposta: " Eu correrei com os cavalos". COM OS CAVALOS
Eugene Peterson

Como ficar insensível ao drama dos imigrantes?


    Fico muito chocada com os acontecimentos que envolvem a vida dos sírios e outros povos (africanos, americanos), que fogem da fome, da guerra e das desgraças em seus países de origem. Sair de sua pátria é criar um vazio dentro de si próprio. As expectativas não são suficientes para preencher a sensação de perda que a distância da pátria provoca.
   Não há como não relembrar a história da imigração de meus familiares. Sou a quarta geração nascida no Brasil e tenho muito orgulho de ser brasileira. Mas não posso esquecer que, se hoje estou aqui é porque meus antepassados imigraram. Foi também, uma imigração dramática. Havia guerra, muita fome e nenhuma esperança, pobreza geral. Imigrar era para os corajosos que se arriscariam mar adentro, sem saber ao certo o que esperar do outro lado do Atlântico.
   A história registra muitas mortes antes, durante e depois da travessia marítima. Meus familiares vieram da Suíça no veleiro URANIA, em 1818 , dos 437 passageiros, 107 morreram na travessia, 25% dos embarcados não chegaram ao destino (alguns familiares nossos tiveram o mar como última morada), fora outros que morreram de peste, nos portos da Holanda antes do embarque. E ainda ao chegar ao Brasil, as doenças mal curadas, o clima adverso, provocaram novas mortes. Não foi fácil. As embarcações eram frágeis e, na nova terra, nos locais destinados a eles, tudo estava por fazer. Até a mata devia ser derrubada para só, muito depois, plantarem as sementes. Para serem acolhidos dependiam das autoridades locais, tal qual hoje. Eram europeus buscando um futuro mais promissor.
   Agora o movimento é inverso, imigram para a Europa, em busca de novas oportunidades, em embarcações tão precárias como as de 1818. Ao ver os noticiários, parece que a história está se repetindo com o mesmo sofrimento. Se naquele tempo (1818) tudo era incerto, ainda por ser feito, hoje, a tecnologia é enorme. Mas o DESAMOR é o mesmo. Fala alto a ganância.
   Como ficar insensível ao drama dos imigrantes hoje, nós que descendemos dos imigrantes europeus de ontem?

Else Luiza Rausch

Lutero e a Música – Paradigmas de Louvor



Qualquer estudo sobre o culto e a música na Igreja Luterana do século 16 deverá considerar o papel direto e preponderante de Lutero em seu desenvolvimento. Lutero foi importante não somente por ser o ponto central de um novo movimento teológico; foi também o centro de um novo movimento musical, que influenciaria profundamente a igreja que viria a levar seu nome.
Paul Henry Lang apontou, já há cinquenta anos, que Lutero pode ter sido ou deixado de ser qualquer coisa, mas não foi um diletante em música.
“No centro do novo movimento musical que acompanhou a Reforma, encontra-se a proeminente figura de Martim Lutero. Ele ocupa essa posição não por causa de seu papel de liderança no movimento protestante, e nada é mais injusto do que considerá-lo como uma espécie de entusiástico e bem-intencionado diletante. O derradeiro destino da música protestante alemã dependeu deste homem, o qual, em seu tempo de estudante na cidade de Eisenach, cantando todos os tipos de canções juvenis, e como sacerdote familiarizado com o gradual e as missas polifônicas e motetos, vivia com música soando em seus ouvidos”. (LANG, 1941)
Quer seja em tempos de suprema alegria ou de profunda dor, sublime felicidade ou amargo desespero, Lutero viveu de fato “com música soando em seus ouvidos”. Esse aspecto de sua vida e experiência moldaria de forma muito significativa o futuro da música na vida e no culto de adoração a Deus do luteranismo do século 16.
Martim Lutero (1483-1546), o maior dos reformadores do século 16, foi o único entre os reformadores de seu tempo a defender a música como uma maravilhosa dádiva de Deus a ser usada no louvor e na pregação da sua palavra. Dentre todos os reformadores protestantes de seu tempo, somente Martim Lutero recomendou sem hesitar o uso da música no fomento da vida cristã e no culto da igreja.
“A música é uma esplêndida dádiva de Deus e eu gostaria de exaltá-la com todo o meu coração e recomendá-la a todos. Mas eu estou tão dominado pela diversidade e magnitude de suas virtudes e benefícios que (...), por mais que eu queira exaltá-la, minha exaltação será insuficiente e inadequada (...). Se queres confortar os tristes aterrorizar os felizes, encorajar os desesperados, tornar humilde os orgulhosos, acalmar os inquietos ou tranquilizar os que estão tomados por ódio (...) que meio mais efetivo do que a música poderias encontrar? ”

(Trecho da Introdução do livro Lutero e a Música – Paradigmas de Louvor, de Carl F. Schalk, ed. Sinodal, 2006.)

Culto Único (20/09/2015)


        No domingo dia 20 de setembro teremos culto único, às 19h, em comemoração ao aniversário do Coral Julinda Ribas Camargo. Para esse momento, o Coral está preparando uma apresentação especial. Não deixe de participar!

A Difícil Arte de Conhecer-se



"Considerem: uma árvore boa dá bom fruto; uma árvore ruim, dá fruto ruim, pois uma árvore é conhecida por seu fruto.
Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más.
Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado.
Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado". Mateus 12.33-37

Quem sou eu? Essa parece ser uma pergunta simples, mas dificílima de ser respondida. Como saber exatamente o que somos?
Nisto constituiu-se a mais nobre tarefa dos filósofos gregos: “Conhece-te a ti mesmo”, era a máxima que orientava todo o pensamento helênico. Como discernir corretamente porque fazemos o que fazemos, porque agimos como agimos, porque somos assim do jeito que somos?
A sabedoria bíblica também considera que conhecer-se a si mesmo é mais nobre, e mais difícil,  que se tornar um referencial de uma geração. Salomão listou alguns adágios de seus dias, para mostrar a importância do conhecimento próprio:
Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade. Prov. 16.32.
Provérbios 27.19: “Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.”
Pode-se afirmar que cada um é o produto integral de todos os fatores que compõem sua existência. Lya Luft declarou que:
“A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias. Se for esburacado demais vamos tropeçar mais, cair com mais facilidade e quebrar a cara… Por isso precisei abrir em mim um espaço onde abrigar as coisas positivas, e desejei que fosse maior do que o local onde inevitavelmente eu armazenaria as ruins”.
Somos o produto do DNA que herdamos dos nossos pais; das alegrias e traumas de nossa infância; dos amigos que conhecemos; dos lugares que freqüentamos, dos traumas que sofremos, das alegrias que provamos; enfim, das experiências que se somaram na trajetória de nossa vida.
 Jesus abordou essa questão, quando precisou confrontar a elite religiosa de seus dias. Os fariseus, aliados a casa sacerdotal de Caifás, tentavam rotulá-lo de herege da pior espécie. Chegaram a sugerir que ele estivesse aliado a um deus medonho, sujo e asqueroso: Belzebu. Nesse clima, ele ensinou como alguém podia conhecer sua própria realidade.
    Primeiramente ele afirma no versículo 33 que somos o que geramos; nossa identidade é firmada naquilo que produzimos ou no que deixamos como legado. Por onde passo, vou semeando um pouco do que sou.
Em segundo lugar, ele mostra, no versículo 34, que a integridade de cada pessoa é definida por sua coerência entre o que é e o que aparenta ser. Hipocrisia é conviver pacificamente com o contra-senso de ser mau e dizer coisas boas.
Nessa busca de conhecer-se, é mister, repito, coerência. Para haver consistência entre a verdade do coração e as escolhas que são feitas é preciso compreender que:  "É preciso viver com a certeza de que há um dia que a Bíblia denomina de Dia do Juízo. No espiritismo não há esse dia, nem no budismo, nem no hinduísmo, apenas no cristianismo. Isso significa que todos comparecerão diante do trono de Deus".Qual o pensamento mais grave que um homem pode nutrir? Daniel Webster, o grande enciclopedista americano, dizia: “O mais solene e grave pensamento é que há um dia de prestação de contas”.
   Todas as virtudes começam pelo autoconhecimento. Assim, antes de proclamar amor a Deus, todos devem lembrar: “conhece-te a ti mesmo”. Antes de defender o certo e recriminar o erro: “conhece-te a ti mesmo”. Antes de querer amar o próximo: “conhece-te a ti mesmo”.


Ricardo Gondim