A adoração na igreja viva (Parte II)



As funções da adoração
A adoração pública cumpre muitas funções. Mencionamos quatro:
A função doxológica é entendida como o processo pelo qual todos dos passos e ritos de um culto público afirmam, expressa ou simbolicamente, conteúdos da fé que se professa. Assim, é importante que as letras dos cânticos sejam biblicamente corretas e expressivas; as meditações sejam expositivas, tanto quanto possível; e a própria liturgia tenha conteúdo e forma condizente com o evangelho.
A função catártica é aquele espaço em que se propicia a confissão, a súplica, os votos e decisões profundas, sejam coletivas ou individuais.
O culto também tem uma função pedagógica. Tudo o que acontece, desde que as atividades são iniciadas, têm o poder de ensinar. Aprendemos até com os ritos e rituais, sejam eles explicitados em seus significados ou não. Seja pela letra de um cântico, seja pela bênção impetrada, seja pelo sermão proferido, em tudo estamos sendo ensinados, para o bem ou para o mal.
Finalmente, a função devocional da adoração pública. É o momento em que, tendo Deus falado ao meu coração, faz-se como por milagre, a pergunta: "o que você vai fazer a respeito?" Ou então: "o que você quer que eu te faça?". Ou, ainda, sendo mais literal: "há esperança para esses ossos secos, filho do homem?". Sim, devoção significa oferta. Devotar é ofertar. E há um momento em que sou perguntado sobre o que eu vou oferecer. Que decisão irei tomar. E a resposta que me encanta é algo assim: "levantar-me-ei e irei ter com o meu pai; e lhe direi...".

O resultado da adoração
A adoração bíblica produz um mesmo resultado em qualquer adorador: transformação. Lembremo-nos que estaremos na presença de Deus, e contamos com Jesus entre nós. Estaremos na dimensão do milagre, do impensável, das respostas, do poder de Deus. Estaremos nos expondo às irradiações do seu amor. Estaremos, com alegria e gratidão, nos expondo às influências do seu Espírito Santo. E ali, tudo é "infinitamente mais do que pedimos ou pensamos".
Rubem Amorese

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 09/09/2017):

Samuel França (amigo do Fábio Pacheco), Tereza Imaculada Tortelote Saraiva (sogra da Helena Cristina), Levi (irmão do Deodoro); Leandro (sobrinho do Deodoro); Maria da Graça Marques (avó da Lisiane França)Walter Arnaldo da Conceição, Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

A adoração na igreja viva (Parte I)

Em seu livro A Igreja Autêntica (Ultimato/ABU), John Stott diz sonhar com uma igreja viva: uma igreja bíblica, adoradora, acolhedora, que serve e que espera pelo Senhor. Curiosamente, associa vida a autenticidade, como se fossem gêmeas. De fato, a igreja viva é também autêntica, e vice-versa. Sem hierarquizar esses "sinais de vida", Stott dedica atenção a cada um desses sinais, separadamente.
Incentivado por ele, gostaria de refletir sobre aspectos da adoração nessa igreja viva. E já inicio concordando com ele sobre o caráter bíblico da verdadeira adoração, lembrando que não são poucas, nos evangelhos e nas cartas, as recomendações sobre a ordem no culto, o falar de si para si mesmo, as orações vazias e repetitivas, e tantas outras máculas à autenticidade das celebrações.
Buscamos, então, em todas essas recomendações, algumas lições que podem nos ajudar a melhor conduzir a adoração na igreja.

A razão da adoração
A adoração surge da gratidão. Diferentemente do medo ou do interesse, presentes no costume pagão, em que todos os atos se destinam a aplacar a ira da divindade ou dela obter alguma vantagem, a adoração em uma igreja viva provém de uma disposição do coração, que se harmoniza, afetuosamente, com o que Deus é e faz, "com cânticos e ações de graça". Dessa harmonia surgem as expressões de louvor; a moldar os ritos e as liturgias, em todas as suas cores.


O destinatário da adoração

Em uma igreja autêntica, a adoração tem como destinatário o próprio Deus. Claro que considera aspectos eclesiásticos, como conforto, organização, horários, homilética, etc. Mas não se mede em decibéis, em opinião pública e coisas assim. Não se destina a agradar ao auditório, mas a Deus. A expressão "não gostei deste culto" pode revelar esse equívoco.
Mais que isso, o destinatário da adoração bíblica é um Deus bom. Um Deus a ser servido por amor, acima de tudo, como quem responde ao seu chamado amoroso: "filho meu, dá-me o teu coração".

Os âmbitos da adoração
Íntimo e público. Pode começar na intimidade do quarto, da madrugada, da solitude e se estender ao culto público; ou, em sentido inverso, ter seu despertar no sentar à mesa, no cântico congregacional, no compartilhamento, na meditação sobre a Palavra; impressões que, recolhidas, serão "metabolizadas" no momento solitário com Deus. De todo modo, qualquer que seja o sentido em que a experiência pessoal ocorra, é importante pensar que os dois âmbitos são complementares e necessários. Não se deve pensar que o encontro na solitude é bastante; nem imaginar que o banquete público preenche todas as necessidades da alma. O caminhar de um espaço para o outro é salutar.
Rubem Amorese

LIQUIDEZ

O célebre sociólogo e filósofo polonês, Sigmund Bauman, que faleceu recentemente, no dia 9 de janeiro de 2017, famoso por seus escritos sobre relacionamentos líquidos na sociedade contemporânea, disse o seguinte e com verdade: VIVEMOS TEMPOS LIQUIDOS, NADA É PARA DURAR”. É evidente que sua abordagem tem um pano de fundo que faz referência à transição do tempo, um paralelo entre o mundo moderno e o pós-moderno, tendo como divisor de aguas meados século XX.
A modernidade foi caracterizada por tudo aquilo que era seguro e sólido. As grandes corporações que surgiram na modernidade, eram grandes corporações seguras e sólidas. Elas duravam muito tempo.
Os governos estabelecidos durante a modernidade, eram governos seguros e sólidos eles duravam durante muito tempo.
No entanto à medida que esta cultura emergente, que alguns chamam de pós-modernidade, surgindo ali em meados do século XX, pós- segunda guerra mundial, foi se desenvolvendo. Percebemos que nada mais parece lido ou seguro, mas ao contrário tudo é tão frágil e líquido. Vivemos tempos de desapegos. Notamos que, se não nos agrada logo descartamos.
A grande maioria da sociedade não parece fiel a mais nada. São casamentos que se desfazem a todo momento e muitas vezes por motivos banais. Parece que houve uma bancarrota das instituições de maneira geral, e o desacreditar impera na sociedade atual.  Percebemos que muitos se encontram confusos, sozinhos, às vezes apáticos e em busca de uma referência.
Olhando os aspectos da atualidade está correto quando Baumanafirma que os tempos são líquidos, e realmente nada parece durar. E o que ele depois vai sugerir em seus escritos é que as pessoas deveriam voltar e perseverar naquilo que é seguro e sólido. E esta firme perseverança pode contribuir para a preservação de uma melhor circunstância, onde amigos duradouros, casamento duradouros e família duradoura, ocupem de novo o cenário desta nossa sociedade doente e falida.
Por isso, mais importante de tudo! - É que podemos afirmar com certeza que há um fator que não mudará com as transformações da sociedade e nem com as circunstâncias do tempo que passa tão rapidamente. Sim, o fator Deus!
Porque como dizia uma velha propaganda: O tempo passa o tempo voa, mas... Deus continua o mesmo.  Suas Palavras, continuam as mesmas, ontem, hoje e sempre. E quem nelas permanece será, com certeza, conduzido à um certo e bom destino, o lugar onde a vida é caracterizada pelolido e seguro, de novo, e não pelo frágil e líquido. Portanto, tire um tempo para orar, ler e meditar na Palavra de Deus . Sabendo que Ele não muda. Isto  pode fazer a diferença e tornar segura e sólida a caminhada por aqui. Porque diz: Mateus 24: 34-35 - “Com toda a certeza eu vos afirmo, que não passará esta geração até que todos esses eventos se realizem. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. Só Deus sabe o dia e a hora exatos”.
  Rev. Edson Martins

Meninos e meninas

“Cuidado. Preste atenção se na escola da sua filha ela não está sendo ensinada a detestar os meninos em nome do ódio de alguns poucos pelo amor entre homens e mulheres. O número de meninas que chegam à universidade contaminadas pelo rancor contra os meninos é cada vez maior. Isso deve ser posto na conta das escolas. Verifique a da sua filha.”
“Aulas sobre sexualidade em escolas deveriam ser objeto de muito cuidado por parte dos pais (claro, caso os pais não sejam o elemento mais bobo da equação, como no caso das estrelas de Hollywood que vestem os filhos de nada para mostrar como são cools). Por quê? Porque quem disse que podemos confiar cegamente em quem decidiu dar aula de sexualidade para as crianças? “
“Há muito tempo surgiram pais com ‘visão’ de como os filhos devem ser. Socorro! Nada pior para uma criança que um pai ou uma mãe que quer ser original. É melhor perguntar para o homem ou para a mulher da Pré-história sobre como educar seus filhos do que para a pedagoga com a última moda em estudos educacionais (sendo os estudos de gênero parte da modinha geral). Mas a escola não é o único problema em termos de gente politicamente correta em sexo. Alguns pais também são um escândalo. E aqui pais artistas (e que por isso se julgam muito avançados e de cabeça aberta) parecem ser os mais perigosos. Estrelas de Hollywood parecem especialistas em vestirem seus filhos com roupas ‘neutras’ para que ‘escolham o gênero’, livres de pressão social e preconceito. Aqui vemos até onde vai o efeito de teóricos mal-amados sobre o futuro de crianças que não podem se defender de pais bobos que acreditam nesses teóricos mal-amados. Cheios de artigos em periódicos ‘científicos’ afirmando que não existe sexo na humanidade, esses mal-amados acabam por impactar a fé de inteligentinhos de grande influência na mídia, e o resultado é isso: crianças que crescem vestidas de nada.”
“...a ideia de que haja uma total indeterminação de sexo na humanidade parece uma festa de liberdade, mas mostra apenas o nível do ridículo a que chegou parte das ciências humanas. A ‘neutralidade sexual’ é uma manifestação de uma vida cheia de nada (crítica americana Camille Paglia)”
Você pode pensar que esses aforismos são fruto da cabeça de algum pastor intolerante, mas eles são do filósofo , escritor e professor Luiz Felipe Pondé.
Um outro escritor, bem mais antigo que Pondé, já escrevia :”Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Foi Moisés, por inspiração divina (Gn.1:27). Muito mais sabia e sóbria do que a piração humana sobre gênero que anda por aí.

Rev. Joel Vieira da Silva

PONTO DE VISTA

Conta-se a história, que não se sabe se é verdadeira ou não, de que certo homem, dono de um pequeno sítio, amigo do escritor e poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua dizendo: Sr. Bilac estou precisando vender o meu sítio, que o Senhor bem conhece. Pode redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou papel e caneta, e escreveu: “Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer; com extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda”.
Passado algum tempo o poeta encontra o amigo e pergunta se havia vendido o sítio, quando respondeu: Nem penso mais nisso! Quando li o anúncio e percebi a maravilha que tinha, desisti de vender aquele paraíso!
Esta história ilustra bem a realidade da vida para algumas pessoas. Insatisfeitas com o que tem ou com o que são, correm atrás do vento à procura de coisas novas a todo instante.
Com facilidade, por vezes vão se desfazendo de valores pessoais, bens morais e familiares incalculáveis. Deixam de dar valor às pequenas coisas da vida para dar mais importância àquelas coisas, que tendo menor valor, se desvanecem com o tempo e acabam.
 No evangelho de Mateus 6.28b-29 Jesus ensina: “Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles”. Jesus nos deixa claro que nem toda a riqueza e suntuosidade da vida de um rei podem ser comparadas a beleza singular de um lírio do campo.
Dependendo do lado em que se está e do modo como se vê determinada situação, uma realidade pode ser boa ou ruim, por isso é importante pensar que antes mesmo que você se desfaça de um bem tão precioso, e pode ser até mesmo um sítio como aquele do amigo de Bilac, ou de qualquer outra coisa, reveja seu ponto de vista.
Procure, insista, reflita sobre a forma como você vê as coisas que lhe cercam e certamente muito mais valor você encontrará. Nos dias de hoje casamentos têm se desfeito, relacionamentos têm sido rompidos porque falta um novo ponto de vista, uma nova maneira de se ver as realidades que cercam a vida.
O verdadeiro valor das coisas que se tem é dado por você mesmo. O que normalmente ocorre é que uma pessoa dá mais valor àquilo que tem quando os outros dizem que o que você possui tem valor.
Um exemplo sobre pontos de vista está na vida do pintor holandês Vicent Van Gogh (1853-1890). A história deste homem foi marcada por inúmeros fracassos.
Os relatos eram de que viveu como um homem frustrado e infeliz. Viveu internado por muito tempo em um hospital pois mal conseguia adaptar-se a vida regular de sua época, morrendo precocemente aos 37 anos. Somente depois da sua morte é que passou para a história como o gênio incompreendido. Tempos atrás um dos seus quadros foi vendido por US$ 66 milhões.
Então surge a pergunta: onde está realmente o valor do que se faz ou possui? Pense bem, reflita e seja grato ao Eterno pelos valores que o cercam, sejam materiais ou imateriais. Se você não consegue fazer isso peça a Ele que lhe ajude a mudar seu ponto de vista e certamente seus olhos se abrirão para ver toda a beleza que o cerca.
Rev. Matheus Santiago

Marcas de uma igreja acolhedora

  Igrejas que se tornam fortes e fazem diferença são acolhedoras. Todas as pessoas são bem-vindas. Todas são chamadas, desafiadas e instruídas no discipulado de Cristo.
O ministério da igreja é planejado, saturado em oração e estruturado para que as pessoas sejam acolhidas. A boa recepção no templo, nos grupos de convivência, na Escola Bíblica e no ministério infantil é apenas um pequeno passo.
O acolhimento continua sendo visto na maneira como cada pessoa é tratada nos diferentes contatos que tem com os irmãos; no fortalecimento dos grupos de comunhão e no modo como os diferentes ministérios servem.
Numa igreja acolhedora haverá sempre essa dinâmica: buscar, receber, integrar, pastorear com amor, demonstrar misericórdia e bondade com o necessitado, treinar e enviar para que outros sejam buscados, integrados. E a dinâmica continua sem sofrer interrupções.
Na igreja acolhedora, as pessoas compreendem o valor da comunhão que envolve: relação íntima do crente com o Cristo e uns com os outros (1Co 19; 2Co 13.13; Fp 2.1; 1Jo 1.3,6-7); compartilhar bens materiais para suprir as necessidades de outros; dividir aquilo que tem em sua própria mesa (2Co 8.4; 9.13; Hb 13.16); participação mútua na obra do evangelho, nas dores e alegria do próximo; participar juntos do pão e das orações (At 4.42); Fp 1.5; 3.10).
Uma igreja que cresce e vive em comunhão promove tais oportunidades entre seus membros, mas a igreja por si só não promove a comunhão. A comunhão verdadeira é obra do Espírito Santo.
A igreja acolhedora valoriza os relacionamentos entre os irmãos, que deve ser desfrutada em pequenos grupos. No grupo pequeno você é conhecido, pode adorar, orar, ser edificado, compartilhar suas experiências, contar seus “causos”, evangelizar seus parentes e amigos, abençoar e ser abençoado. Isso gera saúde, acolhimento, unidade e vida na igreja.
A comunhão implica em investimento financeiro para acudir necessidades e necessitados. Ao ajudar, a pessoa coopera sem esperar nada em troca.
Igrejas acolhedoras crescem de fora para dentro e de dentro para fora. O visitante é recebido e integrado, os de dentro são fortalecidos nos grupos pequenos e na dinâmica da vida da igreja, e assim a igreja cresce em qualidade e quantidade.
Toda pessoa se integra melhor e mais rapidamente quando se envolve com a vida da igreja. Portanto, não fique sozinho. Envolva-se na vida de sua igreja.
Com a sua cooperação e comprometimento; com o amor do Pai, a Graça de Jesus e o Poder do Espírito Santo, seremos uma igreja melhor.
Jeremias Pereira

Novos tempos, Novas atitudes

“...Transformai-vos pela renovação da vossa mente...”. Romanos 12:2.
Albert Einstein físico teórico alemão. Entre seus principais trabalhos desenvolveu a teoria da relatividade geral, ao lado da mecânica quântica um dos dois pilares da física moderna. Nasceu em 14 de março de 1879 na Alemanha, e morreu em 18 de abril de 1955, em Princeton, Nova Jersey, EUA. E dentre suas célebres frases, uma delas dizia o seguinte: “Tolice é fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes”.
Por isso qualquer projeto ou elaboração de trabalho ou evento é preciso exercitar a capacidade de renovar as ações para fazer-se entender nestes novos tempos. Ouvimos por vezes a frase, - “puxa, aquela pessoa parou no tempo”. Quer dizer ficou para trás, não evoluiu não renovou. E diz: "ah...no meu tempo é que as coisas eram boas".
Fica claro aqui, que nossa relação com a vida em termos de passado, presente e futuro, tem com certeza sua importância e significância. Porém para cada momento há a necessidade de acompanhar o tempo em que se encontra. A forma como se ensinava há trinta anos, em nossas escolas não pode ser a mesma para hoje. Pois os tempos mudaram, a forma mudou, os métodos mudaram, a vida evoluiu. E para se fazer entender é preciso sim reciclar, reinventar e renovar a mente para não se conformar com este tempo, em seus diferentes aspectos e manifestações.
O reino de Deus e sua expansão também dependem de pessoas que se renovam e mudam a forma de fazer, e acompanham o tempo hoje. Quando assim acontece, quase sempre, os resultados são consistentes e sólidos. E isto vale para todos os setores de nossa vida pessoal, família, trabalho, finanças, etc. O “status quo”, clama por referenciais claros e firmes, pessoas convictas, determinadas naquilo que creem. E particularmente acredito que um retorno cada vez mais concentrado na Palavra de Deus e seus ensinamentos, poderão nos colocar em ampla vantagem em um mundo confuso e inseguro que estamos vivendo. E bom é que neste pleito temos Deus como parceiro.
Assim, sempre atualizados, os resultados virão por meio de diferentes e renovadas ações. O processo de renovação de mente e ações equilibradas mostrarão a cada momento que a vontade de Deus continuará acontecendo hoje, de maneira renovada e sempre se renovando. E você como instrumento eficaz para o hoje, continuará sendo abençoado para continuamente abençoar.

Rev. Edson Martins

DIA DO PRESBÍTERO

"Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino". (1 Timóteo 5.17)

A primeira vez que um presbítero (Willian D. Pitt de São Paulo – capital) participou como membro do concílio, foi na 4ª reunião do Primeiro Presbitério da IPB, realizada em São Paulo de 5 a 8 de agosto de 1868. Sendo assim, foi instituído o dia 5 de agosto como Dia do Presbítero, sendo que em algumas igrejas a data é comemorada no primeiro domingo de agosto. O ofício existe desde os tempos da igreja primitiva, mas há alguns estudiosos que consideram os anciãos de Israel, citados no livro de Êxodo (3.16; 19.7) e até mesmo os anciãos da congregação (Lv. 4.15), como os primeiros presbíteros, já que eles exerciam importantes funções de liderança e eram escolhidos pela sua sabedoria, maturidade e discernimento.
A palavra “presbítero” vem do grego que significa mais velho e a sua função envolve as áreas de ensino, pastoreio, governo e disciplina. O presbítero é um oficial da Igreja, eleito por ela, desempenhando várias funções no corpo de Cristo. A importância desse oficial na Igreja é incalculável e tem origem histórica no Novo Testamento.
Vale ressaltar um aspecto essencial e indispensável ao exercício do presbiterato que é a vocação para este ofício, uma vez que o Art. 28 da CI/IPB assim preceitua: “A admissão a qualquer ofício depende: a) da vocação do Espírito Santo, reconhecida pela aprovação do povo de Deus...”. E tal chamamento fica claramente exposto pela palavra do Senhor. Por exemplo, em 2 Timóteo 1.9-10, quando o apóstolo Paulo nos fala da dimensão básica dessa vocação cristã: Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação, para as quais concorrem a pregação da palavra de Deus, externamente (1 Co 1.21), e, internamente, a ação do Espírito Santo (Jo 7.38-39).
Uma outra dimensão dessa vocação é a grande comissão, o chamado para a proclamação da mensagem do evangelho, conforme Mateus 28.19-20: todos somos chamados, vocacionados para a evangelização.
Mas há uma terceira dimensão vocacional, conforme o apóstolo Paulo nos ensina em Efésios 4.11-12, quando nos fala do chamado para servir ao Senhor, servindo ao povo de Deus: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”.
Rendemos graças a Deus que, em sua infinita sabedoria, estabeleceu que o pastoreio de seu rebanho seja exercido pelos presbíteros, vocacionando para tão relevante ofício homens salvos e comissionados por ele.
Que o Senhor seja servido continuar capacitando os presbíteros de nossa amada igreja local e de nossa amada Igreja Presbiteriana do Brasil.Deus abençoe todos os presbíteros da Igreja de Cristo, derramando graça e misericórdia sobre suas vidas.


Secretaria de Causas da IPB – SAF Florianópolis 2017 - Else Luiza Rausch

Velhinhos Gente Boa

Tenho observado os idosos à minha volta, com a perspectiva do “eu sou você amanhã”. E percebo que já apresentamos, hoje, sinais do que seremos quando nos faltarem forças para sermos gente boa, e sobrar apenas o que realmente somos.
Ao fazer essa avaliação, vejo grande vantagem nos velhinhos sorridentes, alegres, bondosos, de fácil trato, que gostam de gente, de criança, de parque, de viagens em cadeira de rodas, de empregados, de arrumadeiras, de fisioterapeutas, médicos, enfermeiras etc., enchem o peito com o ar da montanha dos balões de oxigênio e sentem carinho num banho de toalha. Velhinhos gente boa. Mesmo quando são maltratados e esquecidos, vivem melhor. E morrem melhor. Talvez porque tenham vivido melhor.
O problema, a meu ver, é como chegar a ser gente boa, de modo que, quando as forças faltarem, sejamos naturalmente assim. Será uma condição que se adquira? Que se aprenda? Que se cultive? Há alguma coisa que eu possa fazer, hoje, para ser um “velhinho gente boa” amanhã?
Em minhas observações, percebo que a maioria dos idosos alegres também são gratos. Sim, agradecem por tudo; e com aquele sorriso enternecedor. Hum, eis meu fio-de-meada: a gratidão traz contentamento; este puxa a alegria; e esta traz felicidade. O coração alegre e feliz atrai companhia; o ingrato afasta; o coração grato nos faz confortáveis no mundo; o ingrato nos faz vítimas dele; o coração grato constrói para si e para os outros; o ingrato é sabotador dos outros e até de si mesmo.
Passando da psicologia para a teologia, penso que não exista gratidão sem alguma consciência de graça. Graça, aqui, é a dádiva imerecida; o presente. Gratidão é o resultado misterioso, em nosso coração, do reconhecimento de que recebemos algo a que não tínhamos direito. Exemplo: se você pagou, não precisa agradecer. Veja como o apóstolo Paulo toca no assunto, ao dizer que Abraão foi justificado pela fé: Ora ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e, sim, como dívida (Rm 4:4). E a razão que apresenta para o cultivo de um coração grato: E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? (1 Co 4:7).
De volta aos velhinhos, penso no poder formador (e conformador) da gratidão. Talvez seja por isso que Paulo insista conosco, em direção a Deus: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (1 Ts 5:18). Já em direção às pessoas ele recomenda: seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos (Cl 3:15). Que verso interessante! O apóstolo insere a gratidão como “ingrediente” de um convívio pacífico e harmônico no corpo de Cristo.
E como podemos cultivar, hoje, esse coração grato, de modo a que venhamos a ser gente boa quando as forças nos faltarem e só restar o que realmente somos? Deixando que a gratidão conforme nossa personalidade. Talvez, num primeiro momento, buscando perceber a graça que existe nas coisas que nos acontecem. Ao reconhecer que coisas boas não vieram de nós mesmos; ao perceber que muito pouco do que temos foi de alguma forma comprado ou pago; ao distinguirmos dádivas nas alegrias e também nas limitações e tristezas, começaremos a percorrer o caminho da gratidão; começaremos a desenvolver em nós uma crescente sensibilidade para “o que nos é dado”, gratuitamente. O resultado é que começaremos a agradecer. Desenvolveremos uma atitude agradecida.
Mas talvez ainda não seja gratidão. Acho que há um passo seguinte; o fenômeno misterioso, que simplesmente acontece em nosso coração: sentimo-nos alegremente gratos.
Claro, poderíamos nos sentir incomodados; revoltados por depender tanto dos outros ou de Deus para ter nossas necessidades satisfeitas. Sim, alguns prefeririam poder adquirir tudo o que precisam, de modo a não dever nada a ninguém. Muito menos a Deus. Certamente, alguns até tentam. (e tendo o conhecimento dele, não o reconhecem como Deus, nem lhe dão graças. Achando-se muito espertos, tornam-se loucos” — minha paráfrase de Rm 1:21,22). E, ao tentar, conscientemente ou não, permitem que atue em seus corações o poder formador da ingratidão. Serão velhinhos rabugentos. Morrerão sozinhos e pedindo para não serem incomodados. Achando que o mundo lhes deve muito, porque foram injustiçados pela vida.
Termino tentando propor (a mim mesmo) a ótica do ditado popular, que sugere “fazer de um limão uma limonada”. Ou seja, buscar dentro de si uma atitude, uma força capaz de transformar o azedo do limão, em algo doce e gostoso. O ditado não nos ensina como fazer isso. Também o popular não nos diz o “como” do ditado: “para bom entendedor, meia palavra basta”, ou sua versão mais divertida: “para bom entendedor til é acento”. Então, se não é preciso explicar a bons entendedores como fazer limonadas, aqui vão algumas frases para definir um coração grato. Sem muitas explicações. Quero chegar a ser velhinho, com um coração parecido. É por isso que estou pensando nisso hoje.

*      Para um coração grato, refeição é banquete;
*      para um coração grato, barraco é um lar;
*      para um coração grato, bicicleta é condução;
*      para um coração grato, sorriso é dia de sol;
*      para um coração grato, bolinho de chocolate é pétit-gâteau;
*      para um coração grato, cobertor “parahiba” é edredon;
*      para um coração grato, atenção é carinho;
*      para um coração grato, lembrancinha é consideração;
*      para um coração grato, barraco limpo é aconchegante;
*      para um coração grato, fogueira é lareira;
*      para um coração grato, desconto é presente;
*      para um coração grato, manhã de chuva é dia lindo;
*      para um coração grato, manhã de sol é nova vida;
*      para um coração grato, crítica é aula.

Bem — você pode estar pensando —, para alguém que perdeu o juízo, essas coisas fazem sentido. Mas não para uma pessoa normal.
De fato, não estou falando de pessoas normais; estou falando de gratidão; estou falando de um mistério da alma.
Rubem Amorese