Ministério de Louvor


Queridos amigos e irmãos!
Em 2016, completei 30 anos de trabalho no louvor da Igreja Presbiteriana de Florianópolis. É tempo né? Quando fiz o cálculo levei um susto. Refiz pra ter certeza. Mas é isso mesmo.
Comecei em 1986, numa época em que grande parte dos membros da igreja ainda tinha dificuldade em aceitar instrumentos como guitarra e bateria sendo tocados no templo, ou aceitar no culto a inclusão de músicas contemporâneas que não fossem os hinos tradicionais.
Os primeiros anos foram de muito trabalho e muita luta (entre erros e acertos). Aos poucos, com muita paciência, fomos mostrando à igreja que a música tinha várias manifestações e todas eram válidas diante de Deus, pois podiam ser utilizadas como expressão de louvor e adoração, independente de ritmos ou instrumentos.
Muitas pessoas participaram ativamente deste processo, e trago em minha memória grandes lembranças de companheirismo e dedicação nestes 30 anos. Louvo a Deus por cada uma destas pessoas que lutaram juntas durante este período.
São 30 anos de muitas histórias, que não caberiam em milhares de posts do Facebook.
Hoje temos em nossa igreja uma experiência multiforme de louvor, com coral, grupos vocais, e vários instrumentistas que se revezam na ministração da música todos os domingos.
Sinto uma grande honra em fazer parte desta história de luta e amadurecimento.
E neste ano novo eu tenho a felicidade de passar para o Gabriel Godoy o comando do louvor de nossa igreja.
Após um ano muito difícil para nós, em que muitas lutas espirituais foram travadas, tenho a convicção de que o Ministério de Louvor estará em ótimas mãos.
Lembro do Gabriel ainda no colo dos seus pais e já antenado no violão e nas músicas que eram tocadas no culto. E fico muito feliz em vê-lo hoje como um ministro de louvor dedicado e criativo.
Continuarei trabalhando junto, participando com minha experiência ao lado do Gabriel e de todos os outros músicos e instrumentistas que enriquecem esta área tão importante da nossa comunidade.
E desejo (e oro para) que 2017 seja um ano de muitas bênçãos musicais para a nossa igreja.
Grande abraço a todos!
Presbítero João David C. Mendonça

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 13/01/2017):

Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Célia de Ávila Lóes, Sandra (esposa do Coriguasi), Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Naurete (esposa do amigo do Guto), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Mauro Caldeira de Andrada, Marco Aurélio C. Pereira, Valmíria Macedo Lisboa, Graça Fernandes, Neusa Mendonça, Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins e Rev. Otávio.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

Férias de quê? O desafio de desplugar-se


O mundo anda turbulento por diversas razões. Nós, agitados, só pelo embalo. O jeito de viver como sociedade se estabelece, e a pressão aumenta. Por que tanta correria? Onde está a pressão crescente? Alguns identificam facilmente, outros, nem tanto.
Gandhi já dizia que “a vida não se limita a ir cada vez mais rápido”, porém, ao nosso redor parece haver um culto à velocidade. Assimilamos o ritmo forte, angustiados por não ter tempo para fazermos o que gostaríamos.
Na era do conhecimento não saber é um problema. Nunca saberemos muito diante da enormidade de conhecimento disponível. Mas a combinação conhecimento e velocidade é perigosa. Não é difícil acumularmos algumas informações e cairmos na superficialidade. Hoje, você é pressionado a saber as manchetes do dia, o vídeo que “bombou” na internet durante a semana, a 36ª etapa da Operação Lava Jato, as últimas postagens dos youtubers mais famosos, a música que está “estourada”, o divórcio da celebridade etc. E, se algo escapa, a pergunta horrorizada é: “Mas você ainda não viu? Em que mundo você vive?”.
Na sociedade do espetáculo, imagem é tudo, e assim, cada dia mais você precisa cuidar melhor da sua. Então, você precisa saber e comentar sobre um pouco de tudo, como se fosse possível e ainda valesse muito; precisa estar com a aparência boa, com a dieta em dia e o corpo sarado. E compartilhar com o mundo um tanto de sua vida bem-sucedida, ou seja, as fotos do que você come, em que festa ou evento você se encontra, qual a viagem que faz, o look do dia, o livro que, em tese, você está lendo, e por aí vai. Conexão permanente. Você não pode desligar nunca. Afinal, verificando as notícias, os vídeos, as redes sociais, as curtidas, os comentários, você ainda deixa a desejar, imagine se você se desconectar por um pouco? A sensação para muitos é que a vida acaba, jamais irão se recuperar.
A autopercepção encontra-se comprometida pelo suposto fracasso de não dar conta de acompanhar tudo. Tanto nos é oferecido e tão pouco podemos: assim o lamento cresce, a frustração por achar-se desatualizado em algum aspecto se amplia e os desconfortos em termos de autoestima se tornam mais profundos. Pela fresta da vida podemos ver que em parte tem a ver com a ilusão da onipotência, a dificuldade em lidar com a falta, o desafio de colocar limites.
Quando se constatam cansaço e insatisfação, além do fim de ano que se aproxima, o que implica em mais euforia, encontros, comemorações e explicações, posts, fotos, poses etc, pensa-se em férias à vista, num breve horizonte.
Férias poderiam ser simplesmente um tempo onde agitados desaceleram, entram num outro ritmo onde é possível saborear o momento, afastar-se das pressões, relaxar, estar realmente presente no instante. Só que para boa parte das pessoas há um estranhamento com o ritmo mais lento, com o permitir-se não acessar as redes sociais a fim de sossegar. A possibilidade de desplugar-se e voltar-se mais para dentro, não ter a atenção tão dividida, não espremer-se com as expectativas dos outros pode ser um choque. A sensação de que tem muita coisa acontecendo e que você está perdendo, está ficando para trás, é tão maior para alguns que eles não conseguem relaxar, isso quando não levam trabalho para as férias ou mesmo durante o suposto período de descanso precisam permanecer de plantão. E ainda há aqueles que em nome da maximização da eficiência criam metas cruéis para as férias. Assim sendo, férias são quase mais do mesmo ritmo fora delas. Muda-se o ambiente externo, mas o interno é igual ao de sempre.
Gosto é da expressão do salmista quando vê o Eterno como seu pastor: “Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas; restaura-me o vigor” (Sl 23.2-3).
O corpo e a alma precisam de tempo, de repouso e um tanto de suavidade. Quantos de nós afirmaríamos que a vida encontra-se harmonizada? Por vezes precisamos nos afastar desse tempo onde as preocupações competem entre si para um outro espaço e tempo onde o que se encontra e desfruta são os pastos verdejantes, águas tranquilas e onde o vigor é restaurado. Para tanto é necessário que a alma encontre alimento fresco, os olhos contemplem beleza não como mero consumo, e a vivência do tempo seja outra, a ponto inclusive de influenciar o ritmo na volta.
Novos sons, sabores e cores, novo cardápio para o corpo e a alma. Boas verdadeiras férias!
Tais Machado

Um ano novo ou um novo ano?


Toda a nossa vida se move no tempo. Há um passado com suas gratas memórias, que nos fazem bem à lembrança, cuja acumulação de experiências constrói o nosso ser e nos edifica; e memórias ingratas, que é melhor esquecer, especialmente as memórias das nossas falhas e das falhas dos outros em relação a nós. Quanto ao passado — aos "Anos Velhos" —, vivemos entre as memórias da graça e a memória das desgraças.
Nosso tempo de hoje é o resultado desse tempo de ontem, mas é também uma breve passagem em direção ao tempo do amanhã, com seus sonhos e seus temores, seus alvos e suas dúvidas, suas aspirações e suas inseguranças. Se não podemos fazer mais nada em relação ao passado, apesar do seu caráter de imponderável e da soberania de Deus, podemos fazer algo pelo futuro: pensar, planejar, decidir, comprometer.
Na mera troca de calendário, se vai o “Ano Velho” e chega o Ano-Novo, em seu ciclo periódico, até a nossa morte. Porém, o Ano-Novo pode vir a ser um novo ano, um ano qualitativamente diferente, abençoado e abençoador, em nossas respostas à voz de Deus em nossa vida e nos relacionamentos e empreendimentos de que participarmos, como novos objetivos, novos valores, novas prioridades. Para os servos do Senhor as coisas velhas podem sempre se tornar em coisas novas.
Como cidadãos do reino do céu, nossa presença no reino da terra pode contribuir para um mundo novo, menos violento, menos injusto, menos desonesto, menos mentiroso, menos hipócrita, menos opressor, menos discriminador. Podemos ser mais “sal” e mais “luz” para o mundo em 2017?
Entre a avaliação do “Ano Velho” e a construção do novo ano, passamos pela consciência da finitude e do pecado, pela necessidade do arrependimento, pela busca da santificação. Mas como construir o novo em uma Igreja tão marcada pelo velho: o divisionismo, o isolacionismo, o caciquismo, o sectarismo, o moralismo, o legalismo, os cismas, as heresias? Um mundo novo e sadio a partir de uma Igreja enferma?
Entre a pessoa nova e o mundo novo, há a Igreja nova, a família nova, a comunidade nova, o trabalho novo, o país novo, os hábitos novos e, tantas vezes, pessoas novas ou relacionamentos renovados (feitos novos outra vez!).
Não sejamos meros espectadores do virar do calendário do Ano-Novo, mas, em Cristo, construtores do novo ano.
Robinson Cavalcanti
(Texto escrito em 2010 e adaptado para 2017)

Contra a profanação do Natal


Marisa de Freitas, a primeira mulher a ocupar a posição de bispa da Igreja Metodista do Brasil (na Região Missionária do Nordeste), ex-pastora da Igreja Metodista de São Mateus, em Juiz de Fora (MG), em sua mensagem de Natal, publicada no jornal Expositor Cristão de dezembro, faz algumas solenes perguntas natalinas:
“Onde está o aniversariante?”
“Como Jesus vê seu aniversário sendo usado como instrumento de manipulação de vidas, a fim de que se mantenha vivo o ‘todo-poderoso’ lucro gerado pelo dinheiro (capital)?”
“Maria e José seriam hoje convidados para as celebrações do aniversário do Filho que Deus lhes dera? Teriam roupa para isso? Teriam recursos para fazer trocas de presentes?”
“Maria Madalena seria recebida para jantares ao redor das mesas das famílias? Ou, mais uma vez, seria tida como alguém que jamais deveria ter parte com o Messias?”
Depois de fazer essas incômodas perguntas, que devem ser respondidas por todas as famílias cristãs antes da Ceia de Natal do dia 24, à noite, Marisa tece as seguintes considerações:
“O que parece é que na maioria das celebrações mágicas do Natal não há lugar para estrebarias. O aniversariante não é o Jesus Cristo vivo e sim um morto imaginário criado à imagem e semelhança da humanidade. Este Jesus não é o da cruz e muito menos o da ressurreição. Este está morto – é apenas uma imagem que jaz pregada a uma cruz, sem qualquer poder de gerar salvação e vida. Jesus é vivo. Muito vivo mesmo! Por isso, há que se celebrar calorosamente o Natal deste Filho do Deus Altíssimo. Que a celebração do nascimento de Jesus seja uma glorificação àquele que se identificou: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim’” (João 14.6).
Em minha leitura diária da Palavra de Deus, encontrei outro dia este provérbio de Salomão: “Ouvir uma boa notícia que a gente não espera é como tomar um gole de água fresca quando se tem sede” (Provérbios 25.25). Esse versículo me levou à notícia dada pelo anjo do Senhor aos pastores de ovelhas que estavam nos campos ao redor de Belém na noite em que Jesus nasceu: “Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura” (Lucas 2.10-12).
Há uma passagem bíblica que precisa fazer parte do Natal. Parece que ela não tem sido citada nos púlpitos nem escrita nos cartões de Natal. Mas ela é preciosíssima e altamente reveladora. O texto afirma simplesmente que Jesus é “a revelação visível do Deus invisível” (Colossenses 1.15). Essa palavra de Paulo combina maravilhosamente com a palavra de João: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14, RA)! Ao tomarmos conhecimento dessas duas passagens, a profanação do Natal será quase impossível!

Elben M. Lenz César 

Cultos (18/12/2016) - Cantata de Natal das Crianças


Culto matutino (9h)
Vídeo cedido pelo Presb. João Augusto Cavallazzi Mendonça (Guto)


Culto vespertino (19h30min)
Vídeo cedido pelo Presb. João Augusto Cavallazzi Mendonça (Guto)


Culto vespertino (19h30min)
Vídeo cedido pelo Presb. Terushi Kawano

Link para visualização de fotos da Cantata (culto vespertino)


Pressa


Quem não se lembra do coelho da Alice no país das maravilhas, que vivia dizendo “É tarde...é tarde...tenho pressa, pressa, pressa...”.
Há muitas pessoas que vivem assim, com pressa, com muita pressa, o que acaba gerando aquilo que a psicologia denomina de “Síndrome da Pressa”. Essas pessoas acabam se tornando agitadas, agressivas, impacientes; sentem que o tempo nunca é suficiente, não desfrutam de momentos de lazer, têm dificuldade de se concentrar, apresentam irritabilidade e fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Segundo pesquisa da PUC de Campinas, 65% dos brasileiros apresentam a Síndrome da Pressa; 95% dos executivos sofrem da Síndrome da Pressa e 10% sofrem da Síndrome da Pressa de forma patológica: problemas cardíacos, alteração da pressão arterial, diabetes, depressão, síndrome do pânico, etc.
Entretanto, existe aquilo que eu chamaria de “Santa Pressa”. É a pressa dos pastores do evangelho de Lucas. Depois que eles recebem a notícia da parte do anjo do Senhor de que o Salvador, que é Cristo, o Senhor, havia nascido em Belém, diz o texto que eles decidem ir até lá. E como eles foram? “Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura.” (Lc.2:16)
Portanto, se na vida devemos ter pressa para alguma coisa, é essa “Santa Pressa” que precisamos cultivar. Pressa para ver Jesus, para se encontrar com ele, com sua palavra, com o seu Espírito. É a pressa para nos lançarmos nos braços do Pai. É a pressa de matar a sede da alma em Deus. E o melhor, essa pressa não vai nos fazer mal, não vai nos adoecer, pelo contrário, vai nos trazer paz e alegria ao coração, equilíbrio e segurança.
Qual é o seu tipo de pressa? A “Santa Pressa” é indispensável, se você deseja ter qualidade de vida.

Joel Vieira da Silva

A conspiração da manjedoura


Há uns dois anos, um grande amigo chamado Shane Claiborne escreveu sobre uma experiência inusitada que haviam vivido em um Natal, na Filadélfia (EUA). Cansados do frenesi consumista que toma conta da festa, ele e seus amigos buscavam outra forma de celebrar o nascimento de Jesus – que, nas palavras de Shane, parecia ser comemorado com uma competição para ver quem mais gastava e comprava coisas desnecessárias para quem já tinha o que precisava.
Como a lógica do Reino é sempre a de subverter os valores desse mundo, aqueles irmãos oraram pedindo criatividade ao Pai. E passaram, então, a colocar em prática uma “santa conspiração”. Aquele Natal tinha de ser comemorado de outro jeito, diferente desse das empresas que doam cestas básicas em massa ou dos atos de puro voluntarismo. De uma forma que reforçasse o que há de mais precioso nessa data: o espírito de doação, de entrega, de generosidade, de amor.
Shane e seus amigos se reuniram e fizeram uma lista de vizinhos, conhecidos, conhecidos de conhecidos... gente que havia passado por uma dificuldade específica naquele ano, como: perda da casa num incêndio, a morte prematura de um filho, desemprego etc. Então, avisaram a cada uma das famílias listadas que elas receberiam uma visita especial na noite de Natal. Quando chegou o dia, eles se espalharam pela vizinhança, visitando cada casa selecionada, entregando um assado especial, uma comida caprichada feita por eles e cantando uma música natalina. Junto com isso, um pequeno envelope que deveria ser aberto depois que saíssem. Dentro do envelope, uma boa quantia em dinheiro e um bilhete que dizia: “saibam que vocês são amados.”
Enquanto redijo esse artigo, imagino: e se cada igreja de nossas cidades fosse uma “célula revolucionária” do amor, fomentadora dessas conspirações? Se cada templo fosse um lugar de inspirar gente a espalhar amor pela cidade, proporcionando abraços aos mais pobres e aos que estão vivendo momentos de dor, solidão, tristeza e privações? Por isso, faço uma sugestão: pare, pense, reflita. Faça uma ação anônima de generosidade. Peça a Deus criatividade. Estimule outros irmãos a fazerem o mesmo. Natal é tempo de conspiração, de subversão, de anúncio da chegada do Reino. É tempo de dizer que o mundo será governado por uma criança. É tempo de dizer que é possível ser gente de um jeito diferente, porque Ele nasceu e viveu entre nós pra nos mostrar como é ser gente do jeito que Ele planejou. É tempo de dizer que outro mundo é possível.
Que o Espírito Santo nos livre do Natal do papai noel e nos mova à conspiração da manjedoura! Feliz Natal!
Carlos Bezerra Jr.

UM MENINO NOS NASCEU


“Eterno Deus, tudo o que sou, sei, posso e consigo é tua criação. Nada possuo perante ti de que me possa gloriar, a não ser que tu sejas o meu Criador. Agradeço-te de coração, porque dia a dia a tua benignidade nos mantém e porque através de teu Filho amado tudo puseste debaixo de nossos pés.”  Martinho Lutero, 1483-1546 (reformador da Igreja).
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is. 9:6 e 7).
Um filho nos foi dado. É assim que o profeta Isaías anuncia o nascimento do Messias. “Um menino nos nasceu” e “um filhos se nos deu”. É um presente de Deus para a humanidade. O apóstolo João também fala da vinda de Cristo como um presente, uma dádiva de Deus para nós. Ele afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).
O natal é o momento em que o mundo deveria parar para receber o presente de Deus, mas um presente só é de fato recebido quando o aceitamos com gratidão. Existem aqueles que rejeitam, aqueles que aceitam por educação e aqueles que aceitam com alegria e gratidão. Estes últimos são os que recebem e guardam, tornam o presente uma dádiva pessoal e, sempre que olham para ele lembram de quem o deu. Isso é o que a Bíblia chama de adoração.
Como você tem recebido o presente de Deus para sua vida?
Ricardo Barbosa
(Extraído do Devocionário “Para Celebrar o Natal – Meditação e Liturgia” – Editora Ultimato)

DEUS É BOM


O Salmo 34.8 faz uma afirmação e um convite extremamente atraente: “Oh, provai e vede que o Senhor é bom!”. É uma declaração conclusiva e enfática: “Deus é bom!”, acompanhada de um convite: “Oh, provai!”. Afirma que Deus não é apenas um conceito, que sua bondade não é apenas teórica, mas experimental, e que podemos experimentar esta bondade. Deus é descrito, não como algo científico, uma verdade fria, mas como alguém que pode ser tocado. Em gramática aprendemos que Deus é um substantivo abstrato, o texto da Bíblia diz que Deus não é abstrato, mas concreto! Deus é bom, e podemos provar de sua bondade, porque ela tem gosto, textura, densidade.
A existência de Deus não depende de você crer ou não. Tanto faz dizer pensa sobre ele. Ele É independentemente do que você seu conceito sobre ele. Podemos provar a Deus, não como uma filatelista espiritual, mas quando o buscamos com desejo de encontrá-lo. Este é o lado essencial do ser de Deus. Pascal dizia: “O meu Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, não o Deus dos filósofos e dos sábios”. Deus é mais real que palavras, ele é fato em si mesmo.
O senhor é bom! Mesmo quando as coisas aparentemente não são boas. Ele é bom, porque os seus planos para nós são para nos dar uma qualidade de vida abundante. Ele diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de bem, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11). Ele é bom pela capacidade de transformar nossa história. Os episódios mais dramáticos de nossa existência podem ser usados de forma sobrenatural para que sejamos amadurecidos, e em última instância, para nosso próprio bem. “vós na verdade intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).
Ele é bom, por isto podemos caminhar em segurança. Deus não está mal intencionado conosco como sugeriu a serpente no Éden. O Salmo 128 nos faz perceber a bondade de Deus em várias áreas de nossa vida. Nos capacita a viver com contentamento e realização nas coisas que fazemos, em nosso trabalho e nos agracia com a experiência da família unida e abençoada.
Cristianismo é experiência de vida. Não conhecemos Deus porque temos informações sobre ele, mas porque o provamos. O nosso grande desafio não é entender Deus de forma filosófica, mas conhecê-lo e experimentar sua bondade. Cristo pode iluminar nossos porões, nossos segredos, nossas motivações mais profundas e ocultas até de nós mesmos. Por isto Jesus disse: “Quem me segue não andará em trevas”, e quando ele disse isto, aqueles homens que o ouviam nem sequer sabiam que estavam em trevas… Convidamos você a vir experimentar a bondade de Deus!

Rev. Samuel Vieira

Se eu fosse você

Você está satisfeito (a) com quem você é? Deixa eu lhe contar uma pequena história: Quando eu era adolescente lá em São Bernardo do Campo, SP, estudava no Instituto Estadual de Educação João Ramalho; escola pública e das melhores na época, como eram todas as escolas públicas. Mas, eu lutava com algumas dificuldades pessoais; primeiro porque era evangélico, o que naquele momento representava quase um estigma, até mesmo porque éramos pejorativamente chamados de “crentes”, além de sermos poucos. Por outro lado, São Bernardo tinha uma expressiva colônia italiana e eu convivia com os Guidetti, Marson, Lazzuri, que eram os sobrenomes de meus amigos. Só que eu era um Vieira da Silva, e pra mim era um sobrenome de pobre. Eu me sentia inferior. Algumas vezes eu quis ser uma outra pessoa. Naquele período quem me salvou foi o esporte, pois eu consegui entrar no time de basquete da cidade, e isso elevou minha autoestima.
Felizmente eu cresci, e fui aprendendo a valorizar outras coisas, especialmente minha herança espiritual. A graça de Deus foi se aprofundando em minha vida, e eu percebi que não precisava ser outra pessoa para ser feliz, que eu tinha meu valor e que era importante para Ele. Fiz as pazes com o meu passado, inclusive com o meu sobrenome. Conheci a Rosângela, tivemos filhos, pastoreamos muita gente, conhecemos muitos lugares e chegamos aqui, inclusive tendo uma neta maravilhosa.
Na bíblia A Mensagem, o Sl.139:13,14 está escrito assim: “Ah, sim! Tu me moldaste por dentro e por fora; tu me formaste no útero de minha mãe. Obrigado, grande Deus – é de tirar o fôlego! Corpo e alma, sou maravilhosamente formado! Eu te louvo e te adoro – que criação!”
Você é o que é, nem mais nem menos. Fique tranquilo (a) quanto a isso. Quem sabe você precise fazer as pazes com o seu passado e consigo mesmo (a)? Você é único (a) e especial do jeito que você é.

Deus abençoe sua vida. E por último, tente escrever ou pronunciar esse sobrenome: “Steuernagel”. Com todo respeito ao querido pastor Valdir (leia-o na Ultimato), “Vieira da Silva” é muito mais fácil.
Joel Vieira da Silva

A GRAÇA DO ORDINÁRIO


“Quando aprendermos a aceitar o comum, deixarmos de cultuar nossas celebridades e olharmos mais para a Bíblia, então daremos os primeiros passos na direção do crescimento espiritual.”
Em algumas das minhas viagens, é comum ouvir pessoas me perguntarem: “Como é sua igreja?” A expectativa delas é ouvir relatos de fórmulas infalíveis de sucesso, mecanismos de crescimento, estrutura de gerenciamento, funcionalidade, etc. Minha resposta tem sido: “Minha igreja é uma igreja bíblica, como a maioria das igrejas que conheço: há nela maledicência, intrigas, gente que adultera e muitos que insistem em não obedecer a Deus e Sua Palavra, como há aqueles que oram, buscam uma vida de obediência e serviço, se arrependem, confessam, tornam-se ministros de reconciliação. É tão bíblica como era a de Corinto ou de Éfeso. Ela não é diferente. As pessoas que ali se congregam, seus líderes e pregadores, todos vivem a mesma vida comum, com seus conflitos conjugais, crises pessoais, indefinições profissionais e dilemas espirituais.”
Certamente, temos na igreja e na vida dos seus membros histórias, fatos e experiências que chamariam a atenção por sua grandeza e beleza. Mas são situações extraordinárias. Elas não compõem o universo comum e ordinário da vida. Temos que aprender a olhar e reconhecer aquilo que Deus está fazendo na vida comum das pessoas. A graça do ordinário.


Ricardo Barbosa de Sousa

A vantagem é nossa

O Espírito que está em vocês é mais forte de que o espírito que está naqueles que pertencem ao mundo. (1Jo 4.4)
A vara de Moisés era mais forte do que a coroa do rei do Egito. A funda e a primeira das cinco pedrinhas de Davi eram mais fortes do que o gigante Golias. Os seiscentos homens endividados, amargurados e insatisfeitos que estavam sob o comando de Davi eram mais fortes do que os três mil soldados experientes do rei Saul. Os cinco pães e as duas sardinhas daquele menino que estava no meio da multidão do outro lado do mar da Galileia eram mais fortes do que todos os pães e peixes de qualquer padaria ou peixaria. O espinho na carne de Paulo tinha mais valor do que todos os pós-doutorados do professor tal. O Espírito Santo é muito mais forte do que todos os espíritos imundos, que estão no céu, na terra e debaixo da terra.
O Espírito Santo é uma realidade. Quando se arrepende dos seus pecados e se converte a Jesus, o pecador salvo torna-se morada do Espírito. Graças a essa presença no seu interior, o crente pode vencer o pecado dentro de si. O Espírito gera sabedoria e poder, produz o chamado fruto de Espírito e os chamados dons do Espírito, traz à lembrança o nome, a pessoa e o ensino de Jesus. O Espírito Santo não é um espírito qualquer, não é um espírito imundo, não é um espírito maligno. É o Espírito Santo, o Espírito de Deus, o Paracleto de Jesus Cristo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade.
É por causa da presença desse Espírito que os leitores de João “já ganharam a luta sobre aqueles que se opõem a Cristo” (1Jo 4.4, NBV). Essa tremenda guerra é desigual para os espíritos imundos, mas não para o Espírito Santo. Aqueles são muitos e têm algum poder. No entanto, mesmo que eles estejam juntos sob o comando do Diabo, o Espírito tem muito mais poder! Se estivermos sempre em sintonia com o Espírito Santo, o espírito imundo pode nos peneirar, mas nunca nos derrotar!
Elben César

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Cultos e Escola Dominical (30/10/2016) - 499 anos da Reforma Protestante

Rev. Valdir Steuernagel
Participações em 30/10/2016

Neste domingo (30 de outubro de 2016), participou conosco (IPB de Florianópolis, v. mapa) nos cultos matutino (9h) e vespertino (19h30min), além de classe conjunta da Escola Dominical (10h15min),o Rev. Valdir Steuernagel. Pastor da Comunidade Redentor em Curitiba (PR). Teológo Sênior da Word Vision International. No Brasil, é um dos líderes do Movimento Encontrão, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB, e particularmente na direção do Centro de Pastoral e Missão e Faculdade Teológica Evangélica de Curitiba - FATEV. Valdir é Doutor em Missiologia pela Escola Luterana de Teologia de Chicaco (EUA). Também é conferencista em âmbito internacional e colunista da revista Ultimato. É membro do Comitê de Missões da Aliança Evangélica Mundial e do Movimento de Lausanne pela Evangelização Global, sendo também membro da Aliança Cristã Evangélica Brasileira.




Ministração Culto Matutino (parcial)



Ministração Escola Dominical (parcial)


 Ministração Culto Vespertino (parcial)

Conselho da IPF

Precisamos de uma reforma protestante?


Falo essa noite a uma plateia de protestantes, e falo como protestante. Falo em um País onde as estatísticas referentes ao número de fiéis de igrejas que pretendem algum vínculo com o Protestantismo não para de crescer, Censo após Censo, quando começamos praticamente de zero, ao nos tornar uma nação independente em 1822. Um dos grandes debates entre sociólogos da religião e estatísticos é quando iremos parar de crescer, ou se iremos parar de crescer. O Protestantismo é um dado relevante não somente no Brasil, mas em toda a América Latina.
Por sua vez, o Congresso Lausanne III, realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, em outubro do ano passado, reunindo clérigos e leigos da mais ampla diversidade denominacional, foi uma demonstração evidente de que o Cristianismo é uma religião que, finalmente, se tornou um fenômeno global, mas de que o Protestantismo é, em grande parte, o responsável para que o Evangelho esteja sendo pregado a quase todas as nações. O ímpeto missionário protestante não tem diminuído, mas se diversificado.
Dentro de seis anos, exatamente, em 31 de outubro de 2017, estaremos, em todo o mundo, comemorando os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI. 500 Anos, cinco séculos, meio milênio, é um bocado de tempo. Algumas organizações eclesiásticas e intereclesiásticas internacionais já estão elaborando uma vasta programação, de celebração, de avaliação e de projeção. Essa Semana Teológica Água da Vida, de fato, vive um momento de pioneirismo, como que dando o pontapé inicial. E o fazemos na Baía da Guanabara, onde, ainda no século XVI, aportaram os pioneiros huguenotes, onde foi celebrada a primeira Santa Ceia protestante nas Américas, e onde foi elaborado o primeiro documento doutrinário reformado nesse Novo Mundo, a Confissão de Fé Fluminense.
Tornei-me, pessoalmente, um protestante, por convicção e opção, três anos após a minha conversão, ao professar a minha fé em uma Igreja Luterana, no Culto alusivo à Reforma, como um dos momentos culminantes de uma jornada espiritual, que continua até hoje. Escrevi, certa vez, em um jornal secular de grande circulação, considerar o 31 de outubro de 1517 a data mais importante da Igreja depois do Dia de Pentecostes. E continuo considerando.
Movida por Deus, mas realizada por homens, nas palavras de Martinho Lutero, “simultaneamente justificados e pecadores” (‘simul justus et pecator’) a Reforma foi responsável por grandes feitos e por grandes erros. A nós, hoje, em um constante processo de atualização, nos cabe a honra de reproduzir os grandes feitos, e corrigir e não repetir os grandes erros, nessa Reforma que está permanentemente se reformando, não em seu conteúdo, mas, exatamente, em suas formas, seus métodos, suas abordagens, suas ênfases, suas contextualizações, suas linguagens, suas polêmicas e suas apologéticas.
Repudio, com o máximo de veemência, os que a acham ultrapassada, vencida, uma página da História que está a ter as suas páginas viradas para sempre. Lamento aqueles – inclusive em nosso País – que dela passam a se envergonhar e a negar, quando, muitos desses, um dia vibraram com o seu legado e se orgulharam da sua identidade.
Precisamos da Reforma Protestante hoje, é uma afirmativa que estou fazendo. Não precisamos de uma “nova reforma”, mas de nos apropriarmos, com sinceridade, com determinação, com convicção, com discernimento, com coragem, com atualização, da sua herança, tornando-a não somente autêntica, mas renovada, atual e relevante.

Robinson Cavalcanti
Fonte:
(Texto publicado originalmente na página da Diocese Anglicana do Recife)

Culto de 23/10/2016 - Vídeo (YouTube)

Culto de 23/10/2016 - 19h30min

A Doutora GABRIELE GREGGERSEN lançou em Florianópolis, na Igreja Presbiteriana de Florianópolis (rua Visconde de Ouro Preto, 307, Centro, v. mapa), no culto de 23/10/2016 (19h30min), as obras "O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA E A BÍBLIA: Implicações para o Educador" e "A IMAGINAÇÃO ÉTICA DE DOM QUIXOTE DAS CRIANÇAS".




Caso queira assistir somente a exposição, clique aqui

GABRIELE GREGGERSEN é pedagoga, formada pela FE-USP, com mestrado e doutorado e pós-doutoramente no IEA/USP. Sua tese foi publicada como "Antropologia Filosófica de C. S. Lewis", dois entre sete livros publicados sobre Lewis e Tolkien. Foi professora e chefe de Departamento do Mackenzie. Desenvolveu e coordenou o curso de teologia a distância, modalidade em que é especialista, na Faculdade Teológica Sul Americana, onde fez teologia. É tradutora, área em que é doutora pela UFSC, com trinta livros traduzidos, inclusive de Lewis. Também colabora com a revista ULTIMATO.

Assim como nós perdoamos



O mesmo acontece quando entra em jogo o nosso perdão em relação aos outros, embora seja um pouco diferente. É a mesma coisa porque, em ambos os casos, perdoar não é o mesmo que desculpar. Muitas pessoas aparentemente acham que é. Elas acham que, se tiverem que perdoar alguém que as trapaceou ou ameaçou, na verdade, estarão fazendo de conta que não houve trapaça ou ameaça alguma. Se fosse assim, não haveria nada a se perdoar. E continuam argumentando: “Mas você não está entendendo. Ele quebrou uma promessa das mais solenes”.
É isso mesmo; é exatamente esse tipo de coisa que você tem de aprender a perdoar. (Isso não quer dizer que você precisa necessariamente acreditar na próxima promessa dessa pessoa. Significa apenas que você deve empreender todos os esforços possíveis para eliminar qualquer ressentimento que possa carregar no coração – qualquer desejo de humilhar ou machucar o outro, ou de lhe dar o troco).
Essa é a grande diferença quando você pede o perdão de Deus. No nosso caso, é muito fácil aceitarmos desculpas; no dos outros, não conseguimos aceitá-las com tanta facilidade.
C.S.Lewis

(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 261)

Dois remédios para as desculpas

Há dois remédios para esse perigo. Um deles é lembrar que Deus conhece todas as desculpas legítimas muito melhor do que nós. E se, de fato, existem “circunstâncias atenuantes”, não precisamos ter medo de que elas passem despercebidas diante dele. Deus deve conhecer desculpas que nem sequer imaginamos. Portanto, depois da morte, as almas humildes terão a grata surpresa de saber que, em certas circunstâncias, elas pecaram muito menos do que estavam pensando. Todo o processo de perdão real é por conta dele. O que temos de apresentar diante de Deus é aquele restinho indesculpável, que se chama pecado. Ficar discutindo sobre todas aquelas partes que poderiam (supomos) ser desculpadas é perda de tempo. Quando você vai ao médico, você mostra as partes que estão com problemas – digamos, por exemplo, um braço quebrado. Seria perda de tempo ficar explicando que as suas pernas, olhos e garganta estão bem. Você pode até estar errado em sua suposição, mas, se eles realmente estiverem em ordem, o médico o saberá.
O segundo remédio é acreditar real e verdadeiramente no perdão dos pecados. Grande parte da nossa preocupação em dar desculpas vem de não conseguirmos realmente acreditar no perdão, de acharmos que Deus poderá nos rejeitar se não ficar satisfeito e que podemos tirar algum tipo de vantagem da situação em nosso favor. Mas isso não seria perdão. O perdão real significa olhar com firmeza para o pecado (o montante de pecado que restou sem qualquer desculpa), depois que todas as concessões forem feitas, e encará-lo em todo o seu horror, sujeira, maldade e malícia, e, ainda sim, conseguir reconciliar-se totalmente com a pessoa que o praticou. É isso e somente isso que significa o perdão, e podemos obtê-lo de Deus sempre que lhe pedirmos.
C.S.Lewis


(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 260)

Perdão versus desculpas


Tenho a impressão de que quando acho que estou pedindo que Deus me perdoe estou muitas vezes (a menos que eu me cuide bastante) pedindo que ele faça algo muito diferente. Não estou pedindo que me perdoe, mas que me desculpe. Porém, existe uma enorme diferença entre perdoar e desculpar. Perdoar significa dizer: “Sim, é verdade que você cometeu tal coisa, mas eu aceito o seu pedido de perdão. Eu jamais cobrarei de você, e tudo entre nós continuará sendo exatamente como era antes”. Porém, quando desculpamos alguém, estamos dizendo: “Vejo que você não teve como evitá-lo ou não quis fazer isso, e não foi realmente culpa sua”. Se não houve culpa real, não há nada a desculpar. Nesse sentido, a desculpa e o perdão são quase opostos. É claro que, em dezenas de casos, seja entre Deus e o homem, seja entre uma pessoa e outra, as coisas muitas vezes se sobrepõem. Parte do que parecia ser pecado à primeira vista, revela-se como não sendo culpa de ninguém e é desculpado; o restinho que sobra é perdoado. [...] Contudo, o que muitas vezes chamamos de “pedir perdão a Deus” não passa, na verdade, de pedir que ele aceite nossas desculpas. O que nos induz a esse erro é o fato de que normalmente existe certo arsenal de desculpas, ou seja, de “circunstâncias atenuantes”. Ficamos tão ansiosos em apresentá-las diante de Deus (e de nós mesmos) que somos capazes de esquecer a coisa mais importante, isto é, o que restou: o montante que as desculpas não são capazes de cobrir, o restinho que é indesculpável, mas, graças a Deus, não é imperdoável. Quando nos esquecemos disso, vamos embora achando que nos arrependemos e fomos perdoados, quando, na verdade, tudo que fizemos foi dar satisfações a nós mesmos com as nossas próprias desculpas. É possível até que sejam desculpas bem esfarrapadas; ficamos facilmente satisfeitos com nós mesmos.
C.S.Lewis

(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 259)


Eu creio no perdão dos pecados



Falamos muita coisa na igreja (e também fora dela) sem pensar no que estamos falando. Por exemplo, dizemos no credo: “Eu creio no perdão dos pecados”. Fiquei repetindo isso por muitos anos antes de me perguntar porque isso estava no credo. À primeira vista, parece difícil valer a pena explicar. “Quando alguém é cristão”, pensei comigo, “é claro que acredita no perdão dos pecados. É uma evidência gritante”. Porém, parece que quem escreveu e compilou os credos achou que essa era uma parte da nossa crença que precisávamos lembrar toda vez que fossemos à igreja. Depois que me dei conta disso, se me perguntassem hoje, eu diria que eles estavam certos. Acreditar no perdão dos pecados não é tão simples quanto eu pensava. A crença real nesse tipo de coisa facilmente nos escapa se não tivermos a disciplina de continuar alimentando-a.
Acreditamos que Deus perdoa os nossos pecados, mas também que Ele não o fará a menos que nós perdoemos os pecados que as outras pessoas cometem contra nós. Não há dúvida sobre a segunda parte dessa declaração. Está escrito no Pai Nosso e foi fortemente enfatizado pelo nosso Senhor. Se você não perdoar, não será perdoado. Não há parte mais clara no ensinamento de Jesus, e ela não dá margem às exceções. Deus não diz que devemos perdoar os pecados dos outros se eles não forem tão assustadores ou desde que que existam circunstâncias atenuantes ou algo desse tipo. Devemos perdoá-los todos, não importa o quanto eles sejam malignos, miseráveis e frequentes. Se não o fizermos, também não seremos perdoados de nenhum dos nossos.
C.S.Lewis


(Extraído do devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 258)

Convite (23/10/2016, 19h30min) - Escritora Gabriele Greggersen

Gabriele Greggersen
Culto de 23/10/2016
19h30min

A Doutora GABRIELE GREGGERSEN estará lançando em Florianópolis, na Igreja Presbiteriana de Florianópolis (rua Visconde de Ouro Preto, 307, Centro, v. mapa), no culto de 23/10/2016 (19h30min), as obras "O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA E A BÍBLIA: Implicações para o Educador" e "A IMAGINAÇÃO ÉTICA DE DOM QUIXOTE DAS CRIANÇAS".

GABRIELE GREGGERSEN é pedagoga, formada pela FE-USP, com mestrado e doutorado e pós-doutoramente no IEA/USP. Sua tese foi publicada como "Antropologia Filosófica de C. S. Lewis", dois entre sete livros publicados sobre Lewis e Tolkien. Foi professora e chefe de Departamento do Mackenzie. Desenvolveu e coordenou o curso de teologia a distância, modalidade em que é especialista, na Faculdade Teológica Sul Americana, onde fez teologia. É tradutora, área em que é doutora pela UFSC, com trinta livros traduzidos, inclusive de Lewis. Também colabora com a revista ULTIMATO.

Sobre as obras: 

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e a Bíblia: Implicações para o Educador
É um resumo de pesquisas realizadas para a obtenção do título de doutora, tendo a linguagem adaptada para o grande público. A tese tratou de uma das sete Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis, O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Como entender essa história como obra literária? No universo dos gêneros literários, vários ensaios são feitos, encarando-a como conto de fadas e literatura infantil, mas a alternativa escolhida é vê-la como parábola cristã.
Em um segundo momento, são analisados e estudados temas teológicos que se encontram nas entrelinhas da história, principalmente, no que diz respeito à imagem de Deus, mas também são abordados temas clássicos da teologia, como o pecado, a graça e a redenção. Em seguida, são abordados temas filosóficos por trás da parábola como a questão da verdadeira realidade, da ética e da razão.
Numa última parte, a crônica é comparada à narrativa bíblica, particularmente da Paixão de Cristo, em busca de alusões e paralelos, mas evitando uma interpretação alegórica da história, que não era absolutamente recomendada pelo autor, que advertia contra esse tipo de abordagem totalitária. Ela evita estabelecer relações de um para um, dizendo, por exemplo, que Aslam tem que ser Cristo e Edmundo, Adão. Lewis assumia o caráter eminentemente cristão de suas Crônicas, mas nunca escreveu com a intencionalidade explícita de fazer propaganda religiosa, pelo contrário, ele respeitava o leitor não cristão e lhe dava toda a liberdade da dar a sua própria interpretação às histórias. 

A Imaginação Ética de Dom Quixote das Crianças
O livro volta-se para fãs de Lobato e também de Cervantes, bem como pais e educadores e todos aqueles interessados pela imaginação, a ética e a literatura. O trabalho original, que foi apresentado como pesquisa de pós-doutoramento ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e adaptado ao grande público, é fruto de pesquisas anteriores de Gabriele Greggersen em nível de doutorado, a cerca de C.S. Lewis e as Crônicas de Nárnia, em que ela explorou os temas da imaginação, da realidade e da formação ética, pela via da literatura imaginativa. Elas culminaram com a publicação de Antropologia Filosófica de C.S. Lewis e seu resumo em O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa e a Bíblia. Esse temas foram estudados também em um amigo íntimo e de longa data de Lewis, J.R.R. Tolkien, que resultou no livro O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética.
Insatisfeita por analisar as relações entre imaginação, ética e literatura apenas em autores anglo-saxões, a autora partiu para a literatura brasileira, de um Malba Tahan, mas principalmente de Lobato. Antes de partir para a análise crítica do livro de Lobato propriamente dito, a autora apresenta uma pesquisa sobre o que vários filósofos pensam sobre a imaginação e temas correlatos como a memória, a mitologia e o amor.
O livro traz o benefício não apenas do resgate do legado de Cervantes e Lobato, mas também da discussão de temas essenciais para o educador e todo aquele leitor, interessado em fazer da literatura um instrumento de formação ética, cidadã e assim, de constituição de um mundo melhor. 


Mais informações no Blog C.S. Lewis

Mantenha o foco


“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hb 12.1,2).
Manter o foco é uma expressão corriqueira tanto entre fotógrafos quanto cinegrafistas, cineastas. Ultimamente até jogadores de futebol falam em manter o foco para a próxima partida, decisão e temporada. Todavia, o apóstolo Paulo também falou algo muito parecido em sua segunda epístola ao jovem pastor Timóteo...Paulo dá um choque de realidade em Timóteo, lembrando-o do próprio enredo de sua vida apostólica: esquecido, abandonado, traído, aprisionado e, por fim, condenado à morte. Todavia, Paulo parece gritar aos ouvidos de Timóteo: “mas eu não perdi o foco, corri a minha carreira, combati o bom combate, guardei a fé, perseverei, mantive a tocha acesa e estou prestes a cruzar a linha de chegada!”.
O que nos faz manter o foco em nossa carreira cristã, além da fé e do amor que devemos ao nosso amantíssimo Senhor Jesus Cristo, é também a consciência de qual nobre é a causa com a qual estamos envolvidos e sob que bandeira militamos, a saber, o Evangelho da Salvação e da Graça. É a paixão por guardar intacta a fé, por guardar e transmitir o bom depósito da Palavra de Deus às gerações futuras que deve mover-nos em nossa caminhada cristã. Isso significa que não estamos apenas preocupados com as coisas que fazemos hoje ou que fizemos no passado em nome da fé. Exige antes que devemos nos preocupar com a nossa condição, situação espiritual, quando a nossa hora de prestar contas chegar....
...A igreja contemporânea parece estar perdendo o foco, anda distraída com a “marcha para Jesus”, show gospel, a produção de uma subcultura ou pseudocultura cristã, a expansão de impérios denominacionais ou a preservação de privilégios concedidos pelo poder público ou a obtenção deles, como no ridículo caso dos passaportes diplomáticos que vimos nesses dias. Nosso foco deve ser o de batalhar pela fé evangélica que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 3).
Não sabemos e nem temos como nos responsabilizar pela geração futura, pelo que hão de fazer os que nos sucederão. Mas, é nossa responsabilidade fazer de tudo ao nosso alcance para entregar-lhes uma igreja santa, fiel, rica e zelosa em boas obras, comprometida com a justiça do Reino. É nosso dever oferecer-nos todos os dias no altar do sacrifício para que o Evangelho de Deus chegue intacto aos corações e às vidas para quem somos enviados como igreja.
Não sei ao certo como Timóteo terminou a sua carreira ministerial, contudo, as preocupações de Paulo com a perda do foco eram muito razoáveis. Nos dias em que o Apocalipse foi escrito, justamente a Igreja de Éfeso sofreu uma dura repreensão de Jesus (Ap 2.1-5) e uma clamorosa exortação para retomar o foco perdido. Que Deus nos ajude, e que nós mesmos desejemos nunca desviar os olhos dos essenciais de nossa fé e missão.

Texto adaptado de Luiz Fernando Dos Santos


Se Deus quiser...

“E, agora, tenho uma palavra para os que têm a audácia de dizer: ’Hoje ou amanhã, iremos para tal cidade e lá ficaremos um ano. Vamos abrir um negócio e ganhar muito dinheiro’. Vocês não enxergam um palmo diante do nariz! Quem pode prever o amanhã? Vocês são como neblina, que se vai logo que o Sol começa a brilhar. Em vez disso, caiam na realidade e aprendam a dizer: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo’. Vocês estão cheios de vocês mesmos. Toda essa arrogância é maligna”. Tg.4:13-16 (Bíblia A Mensagem)
Diante desse texto de Tiago, primeiramente gostaria de observar que não há problema em se fazer planos para o futuro, em se ter projetos para a vida. Num outro texto bíblico lemos: “Ao ser humano foi concedida a capacidade de planejar, entretanto, é o Senhor quem dá a palavra certa”. Pv.16:1 (Bíblia King James). Isso significa que mesmo que o ser humano tenha esse talento e criatividade, ao mesmo tempo ele não sabe tudo, não pode prever tudo; por isso, buscar a orientação de Deus é fundamental.
Até porque, nós temos um coração complicado: “Ora, não há nada mais enganoso e irremediável do que o coração humano, e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” Jr.17:9 (Bíblia King James). A boa notícia é que Deus pode tratar do nosso coração.
Por outro lado, não podemos nos esquecer de nossa finitude. Tiago nos compara a uma neblina que logo se desfaz diante da presença do Sol. Já dizia Moisés em sua oração “...porquanto a vida passa muito depressa, e nós voamos!” Sl.90:10 (Bíblia King James). Não é essa uma das sensações mais intensas que temos hoje também; ou, mais do que nunca começamos a perceber isso?
Portanto, diante das incertezas e da brevidade da vida, vamos vivê-la da melhor maneira possível; sem arrogância, sem aquela enganosa autossuficiência. Vamos planejar, vamos sonhar, mas antes de tudo dizer de coração “Se Deus quiser...”.
Rev. Joel

Fraquezas com Potencial


Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9
Existe uma tendência universal no ser humano para esconder suas fraquezas. Estamos tristes, mas mostramos rosto alegre. Queremos chorar, mas guardamos nossas lágrimas. Sentimo-nos oprimidos, mas aparentamos estar no controle. Lutamos com a depressão, entretanto procuramos convencer os outros de que tudo vai bem.
Tudo isto revela a importância que damos à imagem que outros têm de nós. Desejamos que nos vejam como vencedores, com passos firmes rumo a objetivos claramente definidos na vida. Por isso, resistimos a todo custo revelar as coisas que mostram nossa verdadeira condição de seres frágeis e débeis.
Paulo afirma, com alegria, que se gloriará em suas fraquezas. Você, alguma vez, parou para pensar na loucura de tal declaração? Ele diz que não fará qualquer esforço para escondê-las; pelo contrário, se vangloriará por elas existirem. Longe de lhe provocar vergonha, ele as apresentará como as verdadeiras marcas da sua total dependência de Cristo. Na verdade, para nós, a atitude do apóstolo é algo incompreensível. Entretanto, não podemos deixar de sentir, no íntimo do coração, uma profunda admiração pelo seu estilo de liderança.
Por um momento, faça uma peregrinação pela história do povo de Deus. Você consegue pensar em alguma pessoa que tenha sido usada graças à sua força e virtudes? Abraão era um ancião incapaz de gerar filhos. José era um escravo, abandonado num cárcere. Moisés era um pastor de ovelhas, gago. Gideão era o menor de sua casa e, ainda por cima, pobre. Davi era um simples pastor de ovelhas. Neemias não era mais que um copeiro do rei. Jeremias era jovem e inexperiente. João Batista era um desconhecido que morava no deserto. Os discípulos eram simples pescadores, homens iletrados sem nenhum preparo. O intrépido perseguidor da igreja, Paulo, foi deliberadamente enfraquecido pelo Senhor por intermédio de um espinho na carne, que o atormentava.
E estes são apenas os heróis das Escrituras. Que diremos de outros como Agostinho, Lutero, Wesley, Hudson Taylor, Moody, Spurgeon etc. que marcaram profundamente a história do povo de Deus? Todos eles, sem exceção, foram úteis porque permitiram que suas fraquezas fossem um meio pelo qual Deus demonstrou Sua glória.

Para pensar:
Não esconda as suas fraquezas. Não procure ocultá-las, nem perca tempo se justificando. Não as ignore, tentando se fazer de forte. Torne-se amigo das suas debilidades. Elas são, na verdade, a porta para que toda a plenitude de Deus se manifeste em sua vida. Porque o poder  se aperfeiçoa na fraqueza.
Adaptado p/ Rev. Edson