Voz de Deus

Tornou o Senhor a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor. 1 Samuel 3:6,7
Encontramos dois fatos interessantes nesse momento da vida do jovem Samuel. Primeiro, a voz de Deus era tão parecida com a voz de Eli, que ele chegou a se confundir. Somente nos filmes, a voz de Deus ecoa pelo ar! Na vida real, as maneiras como fala são facilmente identificadas com outras vozes, e quem sabe, com a nossa própria voz.
Na sequência, devemos parar e considerar a frase “…Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor”. O que vemos aqui é a descrição de um principiante, uma pessoa que estava iniciando o processo de aprendizagem que o tornaria no grande profeta e juiz em Israel.
Compreender isto é importante. Existe um pensamento, entre o povo de Deus, de que a espiritualidade é algo que se herda, ou que pode ser recebida pela imposição de mãos. Muitos cristãos andam de um lado para outro buscando esse “toque”, ou essa “unção” que os torne automaticamente grandes homens ou mulheres de Deus. Estão convencidos de que a grandeza de ilustres personagens, na história do povo de Deus, se deve a alguma visitação especial, ou então à posse de algum dom extraordinário que os tornou diferentes dos outros mortais.
Na verdade, cultivamos a vida espiritual com disciplina. Assim como acontece no desenvolvimento do corpo físico, grande parte do crescimento espiritual depende de elementos que escapam ao nosso controle. Às vezes, nem sequer compreendemos os misteriosos processos que resultam na transformação do nosso coração. O certo é que fomos chamados para caminhar em fidelidade com Deus e permitir que Ele nos conduza rumo à maturidade.
Aqui não há grandes saltos, nem avanços repentinos. Às vezes, experimentamos visitações extraordinárias da Sua presença, mas o crescimento espiritual normal é o resultado de um processo lento e contínuo. O autor da carta aos Hebreus refere-se a isto quando escreveu: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (5:14). Perceba a frase “pela prática”. Outras versões traduzem “pelo exercício constante”. Seja qual for a tradução, todas destacam um processo de aprendizagem que inclui a possibilidade de equivocar-se, como aconteceu com o jovem Samuel.

Christopher Shaw

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 01/07/2016):

Rose Louback (irmã da Rosângela), Célia de Ávila Lóes, Sandra (esposa do Coriguasi), Helena Cristina Saraiva (filha da Judite conceição), Leandro e Ramon (primos da Liziane), Márcia Helena Marques, Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Naurete (esposa do amigo do Guto), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Mauro Caldeira de Andrada, Marco Aurélio C. Pereira, Valmíria Macedo Lisboa, Graça Fernandes, Neusa Mendonça, Pr. Paulo Solonca, Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Joel Guimarães, Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins e Rev. Otávio.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

A VERDADEIRA APOLOGÉTICA


Uma das áreas em que a teologia mais sofre danos nos nossos dias é a apologética (Defesa da Fé). São duas razões que me fazem dizer isso:
1. Alguns acham que não vale a pena lutar pela verdade, que isso é intransigência e divisionismo! Essa tendência tem aberto portas a erros e heresias em nome de uma falsa paz.
2. Outros acreditam que podem responder todas as perguntas e, se tornam de fato intransigentes, divisionistas e orgulhosos! Essa tendência tem apresentado uma faceta belicosa e insensível ao evangelho!
A Bíblia é equilibrada e nos mostra que há momentos em que a paz é necessária e nem todas as perguntas precisam ser respondidas (ex: Jesus não responde aos discípulos se ele restauraria o reino a Israel em Atos 1); mas há momentos em que ele se levanta diante dos fariseus e chega a lhes chamar de "sepulcros caiados". Como saber o momento?
Elias nos ajuda em I Reis 18. Havia 3 anos e meio depois de sua dura Palavra ao rei Acabe, agora ele usa o profeta Obadias para apresentar-se novamente diante de quem há tanto tempo procurava-lhe tirar a vida.
"És tu o perturbador de Israel?" Perguntou Acabe, ao que Elias responde: "Eu não tenho perturbado Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor".      
Essa atitude corajosa de Elias vai adiante, pois ele é tão confiante no poder do seu Deus que manda chamar todos os 450 profetas de Baal, diante de quem chegou a zombar, pois algo extraordinário estava para acontecer.
A cena termina com o poder de Deus respondendo a oração de Elias e ao cair fogo do céu que consumiu todo o holocausto, em seguida foram mortos todos os profetas de Baal.
O povo tinha diante de si a pergunta do profeta: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, se é Baal, então segui-o".
Note que foram mais de 3 anos no exílio em Sarepta para só depois, e por pouco tempo, mostrar o poder de Deus nas suas palavras até que o povo o seguiu dizendo: "O Senhor é Deus, o Senhor é Deus"!
O evangelho de hoje carece de poder também pelas mesmas duas razões:
1. Falta coragem ao primeiro grupo para enfrentar os inimigos na hora certa, com a demonstração do poder de Deus. Afinal, "precisamos estar sempre prontos para responder a cada um a razão da esperança que há em nós!
2. "Falta humildade e bom-senso ao segundo grupo para saber a hora de não falar e que o objetivo da apologética não é vencer debates, mas ganhar corações, afinal, "as armas da nossa milícia não são carnais, mas são poderosas em Deus para destruir fortalezas e anular sofismas, levando todo pensamento cativo à Palavra de Cristo."
Rev. Samuel Vitalino
(Extraído de http://www.ipb.org.br/informativo/a-verdadeira-apologetica-4130)

Mundanos, graças a Deus


Um problema de tradução de vários termos do grego para um só vocábulo em português tem concorrido para distorções teológicas de trágicas implicações.
Pode parecer contraditório que Jesus Cristo tenha dito que o seu reino não é deste mundo (Jo 18.36), enquanto afirma que Deus amou o mundo ao ponto de por ele sacrificar o seu filho. E, ainda, nos ensina em sua oração: “Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). O apóstolo do amor, João, também parece contraditório: “Não ameis o mundo, nem as coisas do mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” ( 1 Jo 2.15). Estaria João pedindo que fôssemos contrários a Deus, não amando o mundo, que Ele amou?
Deus criou o mundo, o universo (kosmos), e ama a sua criação. No universo da criação Ele incluiu o nosso mundo particular, a terra (geo), e também o ama. A terra, a natureza e as criaturas (oikumene) caíram, mas Deus não as desprezou. Ele havia planejado um estado de coisas perfeito, diferente do atual (aion), com o qual devemos nos inconformar, esperando um mundo novo (aiones), quando, por fim, viveremos em um mundo pleno (aionios).
Assim, a questão não é espacial — a rejeição do planeta, da vida, da história, da sociedade, das pessoas, do Estado, do corpo —, mas ontológica e moral — as formas de pensar, de agir, de organizar, que são contrárias ao projeto de Deus.
Em meu livro Cristianismo e Política, escrevi: “Quando amamos os homens estamos rejeitando ‘O mundo’ (que não ama, mas odeia); quando lutamos pela justiça, pela paz e pela liberdade no mundo (valores do Reino) estamos rejeitando ‘o mundo’ (que é injusto, conflituoso e escravizador); quando penetramos no mundo rejeitamos ‘o mundo’ (que é egoísta e alienante). O que assumimos é mais do que vida e ministério em um tempo dado (chronos), mas no tempo marcado pela Providência, designado por Deus para nossa missão (kairós). O que João está rejeitando? ‘... a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida...’, ou seja, o pecado. A isso ele chama, metaforicamente, de ‘Mundo’. A isso rejeitamos; aos homens amamos.”
Robinson Cavalcanti
(Adaptação do artigo Mundanos, graças a Deus, disponível na Ultimatoonline)

Fraquezas com potencial

“Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”. 2 Coríntios 12:9
Existe uma tendência universal no ser humano para esconder suas fraquezas. Estamos tristes, mas mostramos rosto alegre. Queremos chorar, mas guardamos nossas lágrimas. Sentimo-nos oprimidos, mas aparentamos estar no controle. Lutamos com a depressão, entretanto procuramos convencer os outros de que  tudo vai bem.
Tudo isto revela a importância que damos à imagem que outros têm de nós. Desejamos que nos vejam como vencedores, com passos firmes rumo a objetivos claramente definidos na vida. Por isso, resistimos a todo custo revelar as coisas que mostram nossa verdadeira condição de seres frágeis e débeis.
Paulo afirma, com alegria, que se gloriará em suas fraquezas. Você, alguma vez, parou para pensar na loucura de tal declaração? Ele diz que não fará qualquer esforço para escondê-las; pelo contrário, se vangloriará por elas existirem. Longe de lhe provocar vergonha, ele as apresentará como as verdadeiras marcas da sua total dependência de Cristo. Na verdade, para nós, a atitude do apóstolo é algo incompreensível. Entretanto, não podemos deixar de sentir, no íntimo do coração, uma profunda admiração pelo seu estilo de liderança.
Por um momento, faça uma peregrinação pela história do povo de Deus. Você consegue pensar em alguma pessoa que tenha sido usada graças à sua força e virtudes? Abraão era um ancião incapaz de gerar filhos. José era um escravo, abandonado num cárcere. Moisés era um pastor de ovelhas, gago. Gideão era o menor de sua casa e, ainda por cima, pobre. Davi era um simples pastor de ovelhas. Neemias não era mais que um copeiro do rei. Jeremias era jovem e inexperiente. João Batista era um desconhecido que morava no deserto. Os discípulos eram simples pescadores, homens iletrados sem nenhum preparo. O intrépido perseguidor da igreja, Paulo, foi deliberadamente enfraquecido pelo Senhor por intermédio de um espinho na carne, que o atormentava.
E estes são apenas os heróis das Escrituras. Que diremos de outros como Agostinho, Lutero, Wesley, Hudson Taylor, Moody, Spurgeon etc. que marcaram profundamente a história do povo de Deus? Todos eles, sem exceção, foram úteis porque permitiram que suas fraquezas fossem um meio pelo qual Deus demonstrou Sua glória.

Para pensar:
Não esconda as suas fraquezas. Não procure ocultá-las, nem perca tempo se justificando. Não as ignore, tentando se fazer de forte, porque é exatamente ai que Cristo entra e  manifesta o Seu poder. Torne-se amigo das suas debilidades. Elas são, na verdade, a porta para que toda a plenitude de Deus se manifeste em sua vida.


Christopherr Shaw

A oração simples



Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração.
O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão "coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida.
Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar "é legítimo pedir isso a Deus? "ou" será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?". Simplesmente orar.
A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade,a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele.
O maior fruto da oração não é o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz.
O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina.A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.                         

Ed René Kivitz

O Sentido da Vida

Esta semana passei por uma experiência diferente. Há muito tempo  não vou ao médico. Mas como dizem , este momento, em alguma circunstância chega pra todos. Chegou pra mim, num só dia desde manhã até a tarde adentrei cerca de  três hospitais, - "Isto pode...Arnaldo?".  Pois é , aconteceu. Tendo que fazer vários exames de rotina, fui encaminhado para diferentes lugares. Mas isto me oportunizou atentar para o que acontecia ao meu redor. A primeira observação foi perceber o volume assustador de pessoas doentes aglutinadas nos diferentes setores do local, e que aguardavam em filas enormes para todo tipo de procedimento. Os lugares estavam  absolutamente abarrotados de indivíduos com  os mais diferentes e variados tipos de enfermidades , a grande maioria com seus portfólios de exames realizados, para serem apresentados aos diferentes médicos  especialistas de plantão.
Mas o que mais me chamou a atenção , foram as  expressões nos rostos das pessoas e de seus acompanhantes. Havia uma interrogação no ar, fiquei numa sala de observação e monitoramento durante aproximadamente duas horas. Não estava doente mas me disseram que deveria aguardar ali,o resultado de um exame , e ali fiquei. Do meu lado um senhor com ameaço de infarto do miocárdio, a minha frente uma senhora bem simpática com doença de Parkinson com muitas dores no peito e ao seu lado a filha que a acompanhava. Do outro  lado da sala alguém sussurrou: " O que fazemos aqui, onde tudo isto vai dar, qual o sentido da vida.? Não ouvi mais o restante da conversa, mas resolvi orar por todos ali, e em seguida refleti sobre aquela palavra dita. Qual o sentido?.  Me lembrei que em algum momento no passado alguém resolveu, trazer significado a vida humana, a dar razão para o existir. Cristo o filho de Deus deixa a sua casa, o seu reino, o seu céu  e demonstra o quão importante somos. Ele morre ressuscita e promete voltar para buscar os que  creram e assim nos oportunizar a razão e o sentido.   O  adoecer,  o passar por dificuldades financeiras, obstáculos os mais diferentes e difíceis, podem  acontecer .
Porém , quando olhamos pra Ele  e cremos, encontramos sentido, as esperanças se renovam e Nele somos fortalecidos.  E é consolo saber que nada absolutamente consegue nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus , nem a morte nem a vida nem profundidade nem a doença nem os hospitais nem a falta de dinheiro.  Por que quando fazemos parte de algo maior que a vida , que é Cristo , temos   um encontro com o sentido da vida e com a ajuda do alto. Sendo assim : viva, alegre-se, anime-se, porque a vida tem sim um sentido. Amanhã é outro dia e o novo alvorecer pode promove-lo e abençoá-lo com outras oportunidades  e avivar em ti uma nova e legítima esperança.                                                                                                          
Rev. Edson

Acelerados, cansados e culpados!



Por esses dias fui a uma livraria perto de casa que costumo frequentar. Lá há um vendedor que, com o decorrer dos anos, desenvolvi uma boa relação. Ele me dá sugestão de livros, trocamos ideias, comentamos sobre o que vemos ao nosso redor, notícias do dia, etc. Ele é um sujeito otimista, apesar de seus 60 anos, e muito atento às impressões das pessoas, suas leituras, o comportamento humano. Assim que cheguei, ao cumprimentá-lo, ele me respondeu: “Na correria, sempre”. Isto também tinha a ver com o novo livro do Dráuzio Varella: “Correr”, que eu trazia nas mãos. E aí comentou que hoje as pessoas estão sempre correndo, não importa nem a direção e até nem mesmo a razão, apenas para não se sentir deslocado, para acompanhar o fluxo, e pela facilidade da adesão. Assim, a correria tornou-se “modus vivendi”.
Abro o jornal e vejo o artigo do renomado filósofo, Oswaldo Giacoia Junior, falando da intensificação da agitação em escala global. Ele comenta que “nossa cadência é determinada pela velocidade operante nos circuitos informativos e comunicacionais nos quais estamos enredados. Nunca se falou e escreveu tanto... acelerando vertiginosamente a temporalidade e proliferando espaços imateriais de fala e escrita conectados em redes sociais de amplíssimo alcance. O Whatsapp, em especial, tornou-se mania, uma irresistível solicitação que nos mantém permanentemente online, fazendo desaparecer nossas horas de estudo e contemplação, alterando nossas noções de urgência e emergência”. Novos ritmos, que nos empurram a uma aceleração maior, que nos fazem ultrapassar limites de velocidade como se não houvesse multas para a alma. Sim, há prejuízos que temos ignorado. Giacoia Jr. prossegue: “Hoje a regra é dada pela ansiedade, que assume proporções exponenciais, a ponto de uma cultura não poder mais amadurecer seus frutos por excesso de rapidez no fluxo do tempo. A civilização barbarizou-se, por falta de tranquilidade. Nunca homens e mulheres ativos, isto é, intranquilos e permanentemente excitados, valeram tanto. Entretanto, no fundo da alma do homem hiperativo disfarça-se a indolência... A rapidez das operações foi transformada em imperativo categórico, que suprime o ‘tempo de pensar’. Nossa loquacidade é signo de indigência mental”.
Desacelerei por um pouco. Meu espírito foi fisgado. Reconheci que em meu caminho havia placas de sinalização que eu precisava respeitar. E isso é tarefa diária.                                             

Respondeu o Senhor: "Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada". Lucas 10:41,42 (NVI)

Alegria

"...outra vez digo :  alegrai-vos". Filipenses 4:4
Conscientizarmos-nos de novo da possibilidade de viver com alegria, mais do que viver com a tristeza parece-nos uma proposta um tanto difícil para o momento atual em que vivemos. Crises de diferentes naturezas: política, economia, relacionamentos, com certeza afetam e comprometem nossas emoções, sentimentos, e tentam roubar a possibilidade de viver e se alegrar.
No entanto creio que é bem no meio das piores crises que podemos plantar e resgatar o que muitos acreditam ser impossível. A alegria!
Penso que este poder de viver alegre, fornece força para realizar projetos e mudanças. E o melhor: pode florescer em plena tristeza, principalmente quando o horizonte está repleto de nuvens e a gente acha que não existe mais saída.
É tão bom lembrarmos quando éramos crianças. Quem de nós não tem na memória momentos de infinita alegria na infância?
Mergulhar na onda para pegar jacaré, pular corda, balançar, brincar de pique, viajar....tudo muito bom, porém, com a idade os bons momentos parecem desvanecer. E passam a ser cada vez mais intercalados por emoções como tristeza, desencanto, amargura. Mas o que será que temos de tão precioso quando crianças que perdemos durante a vida?
O pensador Mário Sérgio Cortela afirma o seguinte: O contrário da alegria não é a tristeza. “É falta de energia vital“.  É preciso resgatar essa energia, porque alguns estados de depressão estão relacionados à falta de exercícios físicos e a má alimentação, que ativam a energia vital.  Isto é algo que pode ser feito já. Uma questão de atitude.
Você já ouviu a frase "é melhor não ficar alegre agora para não se decepcionar depois? Ou "não vou ficar muito alegre porque não sei se vai durar"? Não as empregue mais. Viva sim mais alegre do que triste e não permita que nada e ninguém roubem suas oportunidades de sorrir e viver. Pense que mesmo nós não sendo merecedores, Ele, Deus, nos tornou merecedores de eventos felizes que tivemos e temos e que são para que apenas possamos ser gratos pela abundância que ocorrem sempre em nossas vidas. Portanto seja alegre e viva. Porque a alegria está ligada ao prazer de estar vivo.
Trazer este sentimento para perto depende também de postura e atitude. Nosso cérebro forma padrões a partir da repetição de um estado emocional e com o tempo isso se transforma uma característica da personalidade. Ou seja, alegria gera alegria. Quanto mais alegre você for, mais fácil será sentir alegria. E o próprio Deus te garante isto porque Ele é um Deus alegre,  e a alegria DEle com certeza é a sua força. Viva alegre e reconstrua dia a dia a sua vida. Você pode, você consegue. Deus diz : Eu te ajudarei.
Rev. Edson Martins

Perplexidade

O momento era de perplexidade.
Aos poucos ia se espalhando a notícia da prisão ocorrida no Getsêmani, fruto da traição de um companheiro de caminhada. “Trinta moedas” foi o valor da propina.
Talvez alguns pensassem que logo seria desfeito o provável engano e Jesus voltaria rapidamente ao convívio de seus discípulos.
Mas a perplexidade aumentou.
Julgado injustamente, foi condenado à morte pelos juízes da época e pelo populacho que, numa manobra demagógica do governador da Judéia, bradou preferindo a libertação de um salteador e assassino.
Perplexas, as pessoas viram seu líder, portador de uma mensagem de paz e mudança de vida, ser humilhado pelas ruas da cidade enquanto carregava uma insuportável cruz.
Sem acreditar no que viam, seus seguidores ficaram mudos e assustados diante do ódio que emanava de seus difamadores, que iam acompanhando o cruel cortejo com um prazer sanguinário nos olhos e uma mórbida alegria que só aos doentes de espírito está reservada.
Alguns de seus seguidores ainda conseguiram ter forças para presenciar a última cena, a crucificação. O ato final que mataria não apenas o condenado, mas toda a esperança de dias melhores.
Perplexos, retornaram desolados a seus lares, sem imaginar que o que acabaram de ver ainda não era a derradeira cena.
Decorridos três dias, aos poucos uma nova notícia ia se espalhando pela cidade: o túmulo está vazio. A Esperança está viva e fortalecida. Jesus está vivo! A Semente incômoda que tentaram exterminar brotou novamente com toda sua beleza e vigor.
A perplexidade mudou de lado. A partir daquele dia, era o mundo das trevas que ficaria perplexo diante da força da Vida e da certeza de que não há poder que resista muito tempo ao poder da Esperança.
E a Boa Nova continua a alcançar todas as seguintes gerações, para a perplexidade dos que insistem em tentar eliminá-la.

João David Mendonça

Proezas




Em Deus faremos proezas...” Sl.60:12
            “Davi confessa que era somente pelo poder de Deus que Israel triunfaria. Essa atitude era apropriada, pois estava na essência do conceito de guerra santa no Antigo Testamento”. (Comentário da Bíblia de Genebra)
Quando viramos a página para o Novo Testamento descobrimos que “...a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades,contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Ef.6:12
Hoje, podemos afirmar que a nossa luta é contra poderes malignos que influenciam terrivelmente esse nosso mundo, gerando trevas que impedem os seres humanos de enxergar a vida como ela deve ser. Entretanto não estamos sozinhos e abandonados, pois nosso Senhor Jesus está conosco e afirmou “Eu venci o mundo”. Jo.16:33
Jesus realizou proezas, e sob a sua direção, como seus discípulos poderemos também realizá-las e vencer. Mas que proezas foram essas que o levaram a proclamar sua vitória sobre o mundo?
Em primeiro lugar, Jesus venceu a tentação de se tornar celebridade. “Sabendo Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte”. Jo.6:15
Em segundo lugar, Jesus venceu o desejo de dominar. “...tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mt.20:28
Em terceiro lugar, Jesus venceu os preconceitos. “Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher...”. Jo.4:27
Em quarto lugar, Jesus venceu a injustiça. “Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam ; também derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas”. Mt.21:12
Em quinto lugar, Jesus venceu o ódio. “Pai, perdoa-lhes , porque não sabem o que fazem”. Lc.23:34
Essas foram algumas das proezas de Jesus; assim ele venceu o mundo e suas trevas, trazendo luz e esperança aos humanos. Sendo seus discípulos, podemos realizar as mesmas proezas e levar luz onde vivemos.

Rev. Joel

Homenagem Dia das Mães



      Em virtude da homenagem ao Dia das Mães, que será realizada neste domingo, a partir das 10h, pelo Departamento infantil, não teremos as classes da Escola Dominical.

MÃE PARA TODOS OS TEMPOS



Mãe…
Pequeno nome. Significado grandioso.
Está presente na história e existe no mundo todo.
Mesmo não estando presente em vida,
É inesquecível,
É nossa querida!!!

Na Bíblia nós vemos e ouvimos de mães que sob a direção de Deus,
Criaram seus filhos, construíram os lares seus.
Levando seus filhos à presença do Senhor
Entenderam que os filhos são herança do Senhor,
Conceberam os filhos como milagre do Senhor.
Ana, Maria, Isabel.
Sara, Joquebede e Raquel
Mãe que sofreu a dor de perdê-los
Noemi
Que se tornou mãe da própria nora
Pois mãe está sempre pronta a amar a toda hora
Até os filhos que não são seus.
E como Ana, disposta a entregá-los no altar
Ou fazem de tudo pra salvá-los da morte, como fez Hagar.
A mãe verdadeira conhece o seu filho
E luta por ele ainda que tenha que abrir mão
Como a mãe que chorando, suplicou
Que não matasse seu bebê ao rei Salomão
Mãe tu choras e suplicas ao profeta que ressuscite o filho como fez a sunamita
E apresentando o azeite e a farinha pede ao profeta Elias
Que não lhe falte o pão nosso de todos os dias
E Deus ouviu sua oração
Mãe, Deus ouve tua oração

E mães que oram têm filhos restaurados
Mães que ensinam têm filhos educados
Mães que disciplinam têm filhos preparados
Mães-exemplos têm filhos agraciados
E sobre elas, Salomão escreve:
Mulher virtuosa, quem a achará?
Quem achará esta mulher virtuosa?

Seus filhos levantam e a chamam: ditosa
Cheia de graça e muito formosa
Mas de todas as virtudes é por ser zelosa
E por temer a Deus
que és mais graciosa
Isabel, mãe com muita idade
Reconhece em seus braços a felicidade
Trazendo ao mundo o precursor
João Batista que abriu o caminho ao Salvador

Uma mãe que entendeu sua missão
E em seu ventre trouxe a nossa salvação
Foi Maria, mulher humilde e escolhida
Dando à luz o autor da Vida
Jesus Cristo, Nossa Redenção.

E assim pergunta a futura mãe:
O que virá a ser este menino em meu ventre?
Ensina o menino no caminho em que deve andar
Como Lóide e Eunice com todo amor
Tornaram Timóteo um amado pastor,
Um servo exemplar

Mãe que não gera… mas está sempre a cuidar.
Zelosa, aquela que ora,
Educa, ensina e ajuda a criar
Mãe do coração, mãe de oração
Que Deus multiplique a sua alegria
e muitos filhos conceda a cada dia
Mães do passado e do presente
Que este fruto do seu coração ou do seu ventre
Seja motivo de gratidão e amor
Porque neste dia o que dizemos ao Senhor:
Muito obrigada por minha mãe!!!

 Ilana Nascimento

Qual é o propósito de Deus para o seu povo?


A pergunta acima era a que mais incomodava John Stott e seus amigos, quando eram jovens. E depois de muito tempo, ele registra em seu último livro a resposta a essa questão: “Deus quer que o seu povo se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para o povo de Deus”. (O discípulo radical, pg.23)
Partindo desse texto de Stott, vamos até a Bíblia, vamos à fonte em busca de um texto que confirme essa ideia. Vamos a II Pe. 1:3,4:
“Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. Dessa maneira, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça”. Bíblia NVI
Nesse texto de Pedro, há duas expressões que confirmam a tese do teólogo anglicano: “...nos chamou para a sua própria glória e virtude” e “...se tornassem participantes da natureza divina”.
Deus, em Cristo, nos chama para sermos semelhantes a seu Filho; e ainda, segundo Pedro com um propósito, a saber, para que fujamos da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça.
Não é a cobiça pelo poder que tem levado o Brasil à bancarrota, e isso desde muito tempo? Não é a cobiça pelas coisas que muitas vezes nos leva a ocupações demasiadas, o que pode levar nossa vida familiar à dissolução?
Portanto, como diz Pedro, Deus já nos deu tudo para uma vida agradável a nós mesmos e a Ele. Entretanto cabe a nós cultivarmos as virtudes próprias da fé cristã (II Pe.1:5-7) . “Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm do nosso Senhor Jesus Cristo”. II Pe.1:8 – BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje)
Você já sabe qual o propósito de Deus para sua vida. E a Igreja é o meio que Ele lhe oferece para atingir esse propósito maravilhoso.
Rev. Joel

Um remédio para a exaustão interior


Ao longo de minha vida, algumas vezes me deparei com um estranho sentimento de exaustão interior. Nestes momentos, fui tomado pela consciência de minha completa incapacidade em corresponder às expectativas das pessoas em relação a mim.
Bernardo de Claraval, monge francês que viveu entre os séculos XI e XII, disse que tudo o que somos e fazemos deve ser fruto não de nossas próprias reservas, mas do transbordar da água viva que Jesus derrama em nossas vidas. Podemos, assim, dedicar-nos a algo sem nos exaurirmos; dar-nos sem nos esgotarmos; cuidarmos de outros sem cometer o equívoco de não cuidarmos de nós mesmos. Se, contudo, abandonamos esta relação constante com a pessoa de Cristo, fechamo-nos para a fonte que abastace o nosso reservatório interior e deixamos de receber a água viva que emana do Pai. No entanto, a falta de conexão com a fonte primária da água viva nos conduzirá, mais cedo ou mais tarde, à sequidão.
Essa dimensão de vazio interior foi comparada por Jesus, quando do memorável diálogo com a mulher de Samaria, com a sensação humana da sede. Ela não sabia, mas tinha diante de seus olhos aquele capaz de saciar a sede existencial que existe dentro dos corações de homens e mulheres. Sede de sentido para vida, sede de sentir-se valorizado ou amado por alguém. Um de nossos grandes erros, humanos que somos, é o de tentar lidar com o sentimento de vazio interior que insiste em nos acompanhar ao longo da vida através de conquistas. Queremos acumular coisas, ser amados pelos outros, atingir grandes realizações; enfim, queremos ser felizes com a vida.
Assim, termino com uma confissão. Muitas vezes, a exaustão interior que me assalta é decorrente do meu descuido de viver a partir de mim mesmo, ou do equívoco de buscar nos projetos e nos relacionamentos o que somente em Jesus posso ter. Por isso, quando tomado pelo sentimento de cansaço, me aquieto na Sua presença e volto a escutar o convite amoroso e paciente para beber da água que somente Ele pode me oferecer. É esta água viva que nos capacita a renovar nossas forças físicas e emocionais, bem como a nos libertar das buscas infindáveis que drenam nossas energias e nos fazem reféns de nossos próprios anseios. Somente assim, como diz a Escritura, fluirão rios de nosso interior. Rios da mais pura água – a água da vida.
Pr. Ricardo Agreste da Silva

Qual o destino dos dízimos e ofertas?


Esse artigo é dirigido especialmente aos membros da igreja, mas não apenas a eles, pois temos pessoas que mesmo não sendo membros, contribuem financeiramente com regularidade, ao passo que pode haver membros que infelizmente nunca contribuem ou contribuem muito esporadicamente. Não se esqueça que contribuir através dos dízimos e ofertas é um princípio bíblico: “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las”. (Ml.3:10). E esse princípio foi confirmado por Jesus e pelo apóstolo Paulo.
       Os dízimos e ofertas se destinam a:
•      Sustento dos pastores e funcionários
•      Diaconia (atendimento a necessidades materiais de membros da igreja ou de outras pessoas)
•      Departamentos internos (SAF, Coral, UPA/UMP, UCP, UPPA, Escola Dominical, Encontro de Casais com Cristo, Grupos Pequenos, Grupos de Louvor, Culto Infantil, EBF)
•      Manutenção dos prédios da Igreja e da Prainha
•      Contribuição mensal com o Presbitério (outras igrejas da nossa região)
•      Contribuição mensal com o Supremo Concílio (missões, evangelização...)
•      AEBAS Prainha: Projeto que visa beneficiar 70 crianças e suas famílias no morro da Prainha
•      Projeto Siloé: Recuperação de dependentes de drogas e assistência a portadores do HIV (sempre que solicitado)
•      Missão Caiuá (trabalho evangelístico e social com os índios no Mato Grosso do Sul)
•      Sociedade Bíblica do Brasil e Gideões Internacionais (distribuição de Novos Testamentos em escolas, hospitais e hotéis)

Se você acha importante e relevante contribuir com a Igreja, então continue. E se você ainda não o faz, pense e reflita no privilégio de contribuir fiel e regularmente com a Igreja e suas causas tão importantes, que objetivam abençoar pessoas e promover a glória de Deus e o seu Reino.

O Deus dos cristãos é um Deus de braços abertos para a alma aflita


"Pois eu sou o Senhor, o seu Deus que o segura pela mão direita e lhe diz: Não tema; eu o ajudarei". Isaías 41:13
Por ser uma realidade acima de qualquer outra realidade ou por ser uma ficção criada ou alimentada pela preocupação com a morte, “a ideia de Deus jamais morrerá, ou melhor, morrerá apenas com o último homem”.
O problema da humanidade em todos os tempos não é o ateísmo. Apesar de todas as filosofias e de todos os movimentos contrários ao teísmo, o ser humano continua mantendo sua fé nos deuses (a grande minoria) ou em Deus (a grande maioria). Segundo o sociólogo americano Phil Zuckerman, os ateus ao redor do mundo seriam apenas 11% da população (pesquisa realizada em 2007), problema ligeiramente maior para o gênero masculino. O grupo que mais cresce é o formado pelos “sem-religião”, mas nem todos são ateus.
O problema acentuadamente preocupante é que um bom número daqueles que creem em Deus não acredita que ele esteja de braços abertos para sua alma aflita. Eles nunca leram a resposta à primeira pergunta do célebre “Catecismo Menor”, preparado pela Assembleia de Westminster, que reuniu os mais competentes e fervorosos teólogos da Inglaterra na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. A pergunta inicial é: “Qual é o fim principal do homem?”. E a resposta é: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. O propósito número 1 do ser humano não é exclusivamente adorar a Deus. Além de magnificar a Deus, a criatura pode e deve “gozá-lo para sempre”. O que significa o verbo gozar? Os sinônimos desse verbo são: aproveitar, fruir, desfrutar, desfruir, deliciar-se, experimentar prazer, achar graça. Então, o fim principal da criatura é deliciar-se com o Criador, é desfrutar de seu amor, de sua graça, de sua presença, de seu perdão, de seu consolo, de sua paciência, de seu poder, de sua glória. Em resumo: desfrutar de seus braços abertos -- quando a alma está aflita ou não.
Contudo, para aprender a lidar com sabedoria e acerto com os incômodos da presente vida, não é preciso esperar o fim do mundo. Poderia ter começado ontem. Se isso não ocorreu, pode começar hoje!

Extraído da Revista Ultimato - Edição 347

O SENHOR RESSUSCITOU



 “Senhor nosso Deus, quando estamos com medo, não permita que desesperemos. Quando estamos desapontados, não permitas que a amargura tome conta de nós. Quando nosso entendimento e nossa força se esgotarem, não nos deixe perecer! Que sempre sintamos a tua presença e o teu amor!” KARL BARTH, 1886-1968, TEÓLOGO SUÍÇO.
 “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, e pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!” (Jo. 20:19).
Medo, confusão, insegurança, eram sentimentos que tomaram conta da vida dos discípulos de Jesus naquele longo final de semana. Os motivos da prisão, condenação e morte de Jesus eram políticos e os discíplulos, logicamente, suspeitos de conspiração.
Seu líder agora estava morto, certamente eram também procurados e seu destino não seria diferente. A casa estava com as portas trancadas, qualquer ruído era suspeito. De repente, Jesus põe-se no meio deles com uma saudação inesperada e, ao mesmo tempo, redentora: “Paz seja convosco!”
Foi logo mostrando as mãos, o lado, as feridas, para não haver nenhuma dúvida. De repente a alegria estava de volta, o medo desaparece; abraços e conversas tomam conta daquilo que até então era silêncio e perplexidade. “Paz seja convosco!” é a saudação da ressurreição, é a palavra de Deus para os corações apreensivos, cansados, apavorados, perplexos. É o convite para a vida, para abrir as portas, destrancar as janelas, para cantar e sorrir. É o convite para a missão (“assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”), para sair e contar as boas novas de que o projeto do reino continua, não foi sepultado, a morte não o venceu. Aleluia! O Senhor ressuscitou.
O que é que domina seu coração: A paz do Senhor que venceu a morte, ou as ansiedades e pressões que o mundo impõe sobre você?
Ore hoje para que a coragem da igreja diante dos desafios de sua missão seja fruto da presença do Senhor ressuscitado. Que a igreja entre no mundo e viva nele como o Senhor entrou e viveu.

 (Extraído do Devocionário Para Celebrar a Páscoa – Meditação e Liturgia do Pr. Ricardo Barbosa)

NÃO SE ABORREÇA

Diante do impacto das questões político-sociais que evolvem a nação brasileira, e como exemplo recente, pudemos constatar com atenção os movimentos e as ações da polícia federal cumprindo mandado de condução coercitiva, na 24ª fase da operação chamada "Lava Jato". As muitas prisões de políticos e empresários envolvidos em desvio de dinheiro público. O descaso com a segurança a saúde e o desemprego. A falta de diálogo e as respostas que todos estão buscando, são parte dos movimentos de manifestações e protestos legítimos que levaram a nação no último domingo, dia 13/03/16, a irem às ruas pacificamente, expressar sua discordância e legal indignação contra o "status quo". Tudo isto é de tirar o fôlego de qualquer cidadão brasileiro.
Porém creio ser este o momento de todos nós cristãos brasileiros, olharmos para a sensata orientação que o Salmo 37 nos instila:
"NÃO SE ABORREÇA POR CAUSA DOS HOMENS MAUS E NÃO TENHA INVEJA DOS PERVERSOS, MAS CONFIE NO SENHOR E FAÇA O BEM.”
“DESCANSA NO SENHOR E AGUARDE POR ELE COM PACIÊNCIA; NÃO SE ABORREÇA COM O SUCESSO DOS OUTROS NEM COM AQUELES QUE MAQUINAM O MAL.”
“ENTREGA O TEU CAMINHO AO SENHOR, CONFIA NELE E ELE AGIRÁ.”
Podemos sim ter nossa opinião, ficarmos indignados, fazer nossas manifestações e protestos. Podemos e devemos sim lutar pelo que acreditamos. Porém precisamos cuidar para não perdermos o equilíbrio. A Bíblia sagrada diz: "Não se aborreçam, por causa dos homens maus". Isto quer dizer, "não vale a pena", cuidado, se aborrecer demais pode torná-lo duro, insensível. Se você se aborrecer tanto, pode até adoecer.  A recomendação é, entrega a Deus, confia em Deus, ore a Deus.  Ele pode e vai cuidar, pois afinal tudo está sob o controle Dele. Os maus não irão prevalecer, o mal não vai triunfar, porque Deus sabe muito bem o que está fazendo. Então não se aborreça tanto a ponto de perder a ternura e nem se indigne tanto a ponto de perder a fé, mas confie, entregue e descanse a tua vida e o teu caminho  em Deus.

Rev. Edson

Mulheres sobrecarregadas


    "Devo investir no amor, na família ou na realização profissional?". Este ainda é um dilema que parece ser vivido pelas mulheres ainda em pleno século 21. Devido a paradigmas (gerados pela cultura ou religião), muitas ainda vivem guiadas pela ideia de que precisam “dar conta de tudo e de todos”, mas isto é quase impossível.
Certo dia, em uma palestra sobre famílias, me surpreendi ao ouvir o relato fantástico de um marido sobre “afazeres domésticos”. Quando questionado se ele ajudava sua esposa, devido ao fato dela trabalhar fora de casa, ele respondeu com um sonoro “Não!”. Depois de surpreender o público com a resposta um tanto inusitada, ele continuou: “Não ajudo! Eu faço a minha parte”. Mas o que ele quis dizer com isso? O termo “ajudar” supõe que ele estaria seguindo a iniciativa de outra pessoa, quando, na verdade, a casa pertence à família como um todo. Ou seja, ele cumpre com o combinado entre ele e sua esposa, na divisão de tarefas em casa.
Quando uma mulher pede ao seu marido ou filhos que a “ajudem em casa”, isto soa como se eles estivessem “fazendo um favor a ela” e acabam esquecendo-se de que participar das atividades domésticas em conjunto beneficiam a todos que integram àquele lar. Responsabilidades e privilégios fazem parte do sistema familiar.
Uma mulher sobrecarregada pode começar a sentir-se também cobrada, culpada, cansada e frustrada. Por consequência, pode também não olhar para si mesma como uma mulher suficientemente realizada – seja dentro ou fora de casa.
Por outro lado, há aquelas mulheres que trabalham fora e se dizem exaustas, cansadas, devido a uma “jornada dupla de trabalho”, mas também não aceitam trabalhar em equipe dentro de seus lares.
Mesmo reclamando que precisam “dar conta de tudo”, são perfeccionistas e assumem a liderança das atividades domésticas de uma forma arbitrária. Se os membros da família não atendem a um pedido, exatamente do jeito que ela imagina que deve ser feito, então eles estão “errados”. Em uma fala contraditória, afirmam que estão cansadas, mas não permitem que cada membro da família aprenda a dar a sua contribuição no lar.
A verdade é que estes dois extremos desgastam as relações familiares. A manifestação do amor da mulher acaba se traduzindo em trabalho - seja por culpa, seja por uma exigência exacerbada. Isso pode vir dela mesma ou dos membros de sua família.
A verdade é que a mulher tem, sim, um papel extremamente relevante, não apenas no contexto familiar, mas também na sociedade como um todo - já que ela ocupa funções diversas: mãe, esposa, amiga, profissional bem sucedida.
A Bíblia diz: “Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor”. (Provérbios 18.22) e “A mulher sábia edifica sua casa, mas a tola a derruba com as próprias mãos” (Provérbios 14.1).
Leonora Ciribelli (Revista Ultimato Online)

Como investir na felicidade?

Há pouco tempo assisti a uma palestra interessante. Pesquisadores de Harvard fizeram um estudo com 724 homens. Durante 75 anos pesquisaram em cada um deles diversos parâmetros que mediam felicidade, como: satisfação pessoal, saúde, realizações de vida, bem estar, contentamento próprio. Tal estudo já está na sétima geração de pesquisadores.
O incrível é que 60% dos entrevistados ainda estão vivos. A maioria já na casa dos 90 anos.
No início da pesquisa, a pergunta era: “O que é importante para que você seja feliz?” A maioria respondeu: “ser rico”. Ter muito dinheiro! Outro grupo aspirava ser famoso em alguma área.
Dois grupos foram escolhidos. O primeiro formado por finalistas de Harvard em 1938. Quer dizer: gente com recursos, a classe A da sociedade. O segundo grupo escolhido era formado pelos rapazes mais pobres de Boston. Famílias que moravam nos cortiços, sem água quente em casa... enfim, os que estavam à margem social da cidade.
Após 75 anos havia gente em todos os níveis sociais. Alguns homens haviam se tornado médicos; outros simples operários em obras. Um deles se tornou presidente dos Estados Unidos. Alguns se tornaram alcoólatras, outros esquizofrênicos; gente bem sucedida, enquanto outros totalmente improdutivos. Havia casos de ascensão social e exemplos de declínio financeiro total na vida.
Mas, afinal, qual a conclusão dessa pesquisa? Quem demonstrou, ao final, ter uma vida prazerosa, feliz, saudável e realizada? A pesquisa revelou que eram mais felizes, não os ricos ou famosos, mas os que desenvolveram bons relacionamentos! Os que se entrosaram com gente, e desenvolveram amizades saudáveis, na família ou na comunidade. O importante não era o número de amigos ou a duração do casamento, mas a qualidade dos relacionamentos, a sensação de saber que poderia confiar e contar com alguém em caso de necessidade.
A pesquisa mostrou que a solidão mata. Os que se isolaram eram mais propensos a doenças e se sentiam mais infelizes. Mostrou também que quem aos 50 anos se dedicava a bons relacionamentos, ao chegar aos 80 passava pelas dores da velhice com menos reclamações.
A grande conclusão é que ser feliz é desenvolver bons relacionamentos, ter amizades prazerosas e se envolver na família e na comunidade!
E você? Está investindo na sua felicidade? Ainda há tempo para reverter um futuro sombrio que aguarda os que se isolam, os egoístas, os que pensam mal, os orgulhosos. Gente assim sempre acaba só! Por outro lado, quando Jesus e os seus princípios mudam o nosso viver, começamos a viver uma vida mais dedicada aos outros, à família e à Igreja! Que tal investir na sua felicidade? Comece agora!


Pastor Paulo Brito (Revista Ultimato Online)

Geração Z

Eles não conheceram o mundo sem internet, não diferenciam a vida online da off-line e querem tudo para agora. São críticos, dinâmicos, exigentes, autodidatas, não gostam das hierarquias nem de horários poucos flexíveis. São os jovens da Geração Z, que nasceram depois de 1995.  É a geração do telefone celular. E também de famílias onde as figuras de autoridade deixaram de existir. Eles nasceram em uma Era completamente digitalizada. Com um comportamento extremamente individualista e, de certa forma, antissocial. Os valores familiares pregados pela Geração Baby Boomer, seguidos pela geração Y, já não são válidos (conversar com os pais, sentar-se à mesa, etc.). O contato virtual sobrepõe o mundo real. Esta também é chamada de Geração Silenciosa, pelo fato de estarem sempre de fones de ouvido (seja em ônibus, universidades, em casa…), escutarem pouco e falarem menos ainda – pode ser definida como aquela que tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das vezes.
Este é um relato bem sucinto de pesquisa que aborda apenas um dos temas pertinentes da mudança sócio comportamental que ocorre no mundo hoje. Isto sem falar dos desdobramentos dos setores de família, sexo e trabalho.  Vale aprofundar-se no assunto para melhor orientar nossas crianças (filhos).  Mas o que deixo é um alerta para todos nós, pais: - O mundo pode mudar, mas Deus não.  Os princípios da fé e da palavra de Deus por mais antigos, nunca mudarão, e o efeito transformador de poder restaurar e proteger continuará. Nosso esforço e trabalho hoje devem ser na direção de conectar nossos filhos de novo e de vez, a Cristo. Alimentar de novo e sempre a fé. Fazer voltar ao ponto que pode mudar o rumo pela ação poderosa do Santo Espirito de Deus.  Minha oração, é que aumente o percentual de jovens comprometidos com Deus, que eu possa contribuir para isto e que o dano não seja tão grave assim, como apontam as pesquisas. Convido você a fazer esta mesma oração.
"Como pode o jovem manter pura a sua conduta?  Vivendo de acordo com a tua palavra". Salmos 119:9.                                            
Rev. Edson

Salmos - a “Minibíblia”


Por ser uma coletânea de orações, poemas e hinos, de vários autores, escritos ao longo da história de Israel, do êxodo ao cativeiro babilônico, os Salmos são o mais antigo e mais usado hinário e livro de orações da história religiosa. Estão encaixados entre os chamados livros poéticos do Antigo Testamento (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos). É o livro mais querido e mais lido pela maior parte dos cristãos, principalmente porque descreve o relacionamento bem próximo da criatura humana com o Senhor. Os autores dos salmos são seres humanos, complicados, chorosos, emocionalmente instáveis, acentuadamente frágeis frente à tristeza, à melancolia, ao saudosismo, à dor, à doença, à morte e ao pecado. Todos estão atrás de um ombro para chorar, de um ouvido para ouvir e de duas mãos postas para abençoar. Todos sabem que há um Deus gracioso, glorioso, todo-poderoso, misericordioso para enxergar e enxugar lágrimas.
Atanásio, no século 3º, dizia que os Salmos são “um epítome de todas as Escrituras”. O monge Basílio Magno, no século 4º, dizia que os Salmos são “um compêndio de toda a teologia”. Lutero, no século 16, dizia que os Salmos são “uma Minibíblia e o sumário do Antigo Testamento”. Melanchthon, na mesma época, dizia que os Salmos são “a mais elegante obra existente no mundo”.
Em sua dedicatória do Comentário dos Salmos, de quatro grandes volumes, escrito em Genebra em 1557, o reformador francês João Calvino afirma que os Salmos são “a anatomia de todas as partes da alma”. O que ele quer dizer é que, no livro dos Salmos, “o Espírito extirpa da vida todas as tristezas, as dores, os temores, as dúvidas, as expectativas, as preocupações, as perplexidades, enfim todas as emoções perturbadoras com que a mente humana se agita” (“Salmos”, v. 1, p. 27).
Os vocativos “Ó Deus” ou “Ó Senhor” ou “Ó Altíssimo” ou “Ó Salvador” aparecem no mínimo 367 vezes nas orações e nos cânticos contidos no livro dos Salmos (uma vez para cada dia do ano). Em algumas invocações, os salmistas incluem o pronome possessivo: “Ó “meu” Deus” ou “Ó Senhor, “meu” Salvador”. Essas palavras invocando a atenção de Deus aparecem no primeiro versículo de setenta dos 150 salmos. Só no Salmo 119, o maior de todos, a ocorrência é de 31 vezes.
Os Salmos chamam a nossa atenção para o grande perigo do desperdício de Deus! Pois quem não grita “Ó Senhor”, quantas vezes forem necessárias, desperdiça aquilo que tem de mais precioso!

Extraído da Revista Ultimato – Edição 351 - Nov/Dez - 2014