UM MENINO NOS NASCEU


“Eterno Deus, tudo o que sou, sei, posso e consigo é tua criação. Nada possuo perante ti de que me possa gloriar, a não ser que tu sejas o meu Criador. Agradeço-te de coração, porque dia a dia a tua benignidade nos mantém e porque através de teu Filho amado tudo puseste debaixo de nossos pés.”  Martinho Lutero, 1483-1546 (reformador da Igreja).
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is. 9:6 e 7).
Um filho nos foi dado. É assim que o profeta Isaías anuncia o nascimento do Messias. “Um menino nos nasceu” e “um filhos se nos deu”. É um presente de Deus para a humanidade. O apóstolo João também fala da vinda de Cristo como um presente, uma dádiva de Deus para nós. Ele afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).
O natal é o momento em que o mundo deveria parar para receber o presente de Deus, mas um presente só é de fato recebido quando o aceitamos com gratidão. Existem aqueles que rejeitam, aqueles que aceitam por educação e aqueles que aceitam com alegria e gratidão. Estes últimos são os que recebem e guardam, tornam o presente uma dádiva pessoal e, sempre que olham para ele lembram de quem o deu. Isso é o que a Bíblia chama de adoração.
Como você tem recebido o presente de Deus para sua vida?
Ricardo Barbosa
(Extraído do Devocionário “Para Celebrar o Natal – Meditação e Liturgia” – Editora Ultimato)

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 11/11/2016):

Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Célia de Ávila Lóes, Sandra (esposa do Coriguasi), Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Naurete (esposa do amigo do Guto), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Mauro Caldeira de Andrada, Marco Aurélio C. Pereira, Valmíria Macedo Lisboa, Graça Fernandes, Neusa Mendonça, Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins e Rev. Otávio.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

DEUS É BOM


O Salmo 34.8 faz uma afirmação e um convite extremamente atraente: “Oh, provai e vede que o Senhor é bom!”. É uma declaração conclusiva e enfática: “Deus é bom!”, acompanhada de um convite: “Oh, provai!”. Afirma que Deus não é apenas um conceito, que sua bondade não é apenas teórica, mas experimental, e que podemos experimentar esta bondade. Deus é descrito, não como algo científico, uma verdade fria, mas como alguém que pode ser tocado. Em gramática aprendemos que Deus é um substantivo abstrato, o texto da Bíblia diz que Deus não é abstrato, mas concreto! Deus é bom, e podemos provar de sua bondade, porque ela tem gosto, textura, densidade.
A existência de Deus não depende de você crer ou não. Tanto faz dizer pensa sobre ele. Ele É independentemente do que você seu conceito sobre ele. Podemos provar a Deus, não como uma filatelista espiritual, mas quando o buscamos com desejo de encontrá-lo. Este é o lado essencial do ser de Deus. Pascal dizia: “O meu Deus é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, não o Deus dos filósofos e dos sábios”. Deus é mais real que palavras, ele é fato em si mesmo.
O senhor é bom! Mesmo quando as coisas aparentemente não são boas. Ele é bom, porque os seus planos para nós são para nos dar uma qualidade de vida abundante. Ele diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de bem, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11). Ele é bom pela capacidade de transformar nossa história. Os episódios mais dramáticos de nossa existência podem ser usados de forma sobrenatural para que sejamos amadurecidos, e em última instância, para nosso próprio bem. “vós na verdade intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).
Ele é bom, por isto podemos caminhar em segurança. Deus não está mal intencionado conosco como sugeriu a serpente no Éden. O Salmo 128 nos faz perceber a bondade de Deus em várias áreas de nossa vida. Nos capacita a viver com contentamento e realização nas coisas que fazemos, em nosso trabalho e nos agracia com a experiência da família unida e abençoada.
Cristianismo é experiência de vida. Não conhecemos Deus porque temos informações sobre ele, mas porque o provamos. O nosso grande desafio não é entender Deus de forma filosófica, mas conhecê-lo e experimentar sua bondade. Cristo pode iluminar nossos porões, nossos segredos, nossas motivações mais profundas e ocultas até de nós mesmos. Por isto Jesus disse: “Quem me segue não andará em trevas”, e quando ele disse isto, aqueles homens que o ouviam nem sequer sabiam que estavam em trevas… Convidamos você a vir experimentar a bondade de Deus!

Rev. Samuel Vieira

Se eu fosse você

Você está satisfeito (a) com quem você é? Deixa eu lhe contar uma pequena história: Quando eu era adolescente lá em São Bernardo do Campo, SP, estudava no Instituto Estadual de Educação João Ramalho; escola pública e das melhores na época, como eram todas as escolas públicas. Mas, eu lutava com algumas dificuldades pessoais; primeiro porque era evangélico, o que naquele momento representava quase um estigma, até mesmo porque éramos pejorativamente chamados de “crentes”, além de sermos poucos. Por outro lado, São Bernardo tinha uma expressiva colônia italiana e eu convivia com os Guidetti, Marson, Lazzuri, que eram os sobrenomes de meus amigos. Só que eu era um Vieira da Silva, e pra mim era um sobrenome de pobre. Eu me sentia inferior. Algumas vezes eu quis ser uma outra pessoa. Naquele período quem me salvou foi o esporte, pois eu consegui entrar no time de basquete da cidade, e isso elevou minha autoestima.
Felizmente eu cresci, e fui aprendendo a valorizar outras coisas, especialmente minha herança espiritual. A graça de Deus foi se aprofundando em minha vida, e eu percebi que não precisava ser outra pessoa para ser feliz, que eu tinha meu valor e que era importante para Ele. Fiz as pazes com o meu passado, inclusive com o meu sobrenome. Conheci a Rosângela, tivemos filhos, pastoreamos muita gente, conhecemos muitos lugares e chegamos aqui, inclusive tendo uma neta maravilhosa.
Na bíblia A Mensagem, o Sl.139:13,14 está escrito assim: “Ah, sim! Tu me moldaste por dentro e por fora; tu me formaste no útero de minha mãe. Obrigado, grande Deus – é de tirar o fôlego! Corpo e alma, sou maravilhosamente formado! Eu te louvo e te adoro – que criação!”
Você é o que é, nem mais nem menos. Fique tranquilo (a) quanto a isso. Quem sabe você precise fazer as pazes com o seu passado e consigo mesmo (a)? Você é único (a) e especial do jeito que você é.

Deus abençoe sua vida. E por último, tente escrever ou pronunciar esse sobrenome: “Steuernagel”. Com todo respeito ao querido pastor Valdir (leia-o na Ultimato), “Vieira da Silva” é muito mais fácil.
Joel Vieira da Silva

A GRAÇA DO ORDINÁRIO


“Quando aprendermos a aceitar o comum, deixarmos de cultuar nossas celebridades e olharmos mais para a Bíblia, então daremos os primeiros passos na direção do crescimento espiritual.”
Em algumas das minhas viagens, é comum ouvir pessoas me perguntarem: “Como é sua igreja?” A expectativa delas é ouvir relatos de fórmulas infalíveis de sucesso, mecanismos de crescimento, estrutura de gerenciamento, funcionalidade, etc. Minha resposta tem sido: “Minha igreja é uma igreja bíblica, como a maioria das igrejas que conheço: há nela maledicência, intrigas, gente que adultera e muitos que insistem em não obedecer a Deus e Sua Palavra, como há aqueles que oram, buscam uma vida de obediência e serviço, se arrependem, confessam, tornam-se ministros de reconciliação. É tão bíblica como era a de Corinto ou de Éfeso. Ela não é diferente. As pessoas que ali se congregam, seus líderes e pregadores, todos vivem a mesma vida comum, com seus conflitos conjugais, crises pessoais, indefinições profissionais e dilemas espirituais.”
Certamente, temos na igreja e na vida dos seus membros histórias, fatos e experiências que chamariam a atenção por sua grandeza e beleza. Mas são situações extraordinárias. Elas não compõem o universo comum e ordinário da vida. Temos que aprender a olhar e reconhecer aquilo que Deus está fazendo na vida comum das pessoas. A graça do ordinário.


Ricardo Barbosa de Sousa

A vantagem é nossa

O Espírito que está em vocês é mais forte de que o espírito que está naqueles que pertencem ao mundo. (1Jo 4.4)
A vara de Moisés era mais forte do que a coroa do rei do Egito. A funda e a primeira das cinco pedrinhas de Davi eram mais fortes do que o gigante Golias. Os seiscentos homens endividados, amargurados e insatisfeitos que estavam sob o comando de Davi eram mais fortes do que os três mil soldados experientes do rei Saul. Os cinco pães e as duas sardinhas daquele menino que estava no meio da multidão do outro lado do mar da Galileia eram mais fortes do que todos os pães e peixes de qualquer padaria ou peixaria. O espinho na carne de Paulo tinha mais valor do que todos os pós-doutorados do professor tal. O Espírito Santo é muito mais forte do que todos os espíritos imundos, que estão no céu, na terra e debaixo da terra.
O Espírito Santo é uma realidade. Quando se arrepende dos seus pecados e se converte a Jesus, o pecador salvo torna-se morada do Espírito. Graças a essa presença no seu interior, o crente pode vencer o pecado dentro de si. O Espírito gera sabedoria e poder, produz o chamado fruto de Espírito e os chamados dons do Espírito, traz à lembrança o nome, a pessoa e o ensino de Jesus. O Espírito Santo não é um espírito qualquer, não é um espírito imundo, não é um espírito maligno. É o Espírito Santo, o Espírito de Deus, o Paracleto de Jesus Cristo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade.
É por causa da presença desse Espírito que os leitores de João “já ganharam a luta sobre aqueles que se opõem a Cristo” (1Jo 4.4, NBV). Essa tremenda guerra é desigual para os espíritos imundos, mas não para o Espírito Santo. Aqueles são muitos e têm algum poder. No entanto, mesmo que eles estejam juntos sob o comando do Diabo, o Espírito tem muito mais poder! Se estivermos sempre em sintonia com o Espírito Santo, o espírito imundo pode nos peneirar, mas nunca nos derrotar!
Elben César

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Cultos e Escola Dominical (30/10/2016) - 499 anos da Reforma Protestante

Rev. Valdir Steuernagel
Participações em 30/10/2016

Neste domingo (30 de outubro de 2016), participou conosco (IPB de Florianópolis, v. mapa) nos cultos matutino (9h) e vespertino (19h30min), além de classe conjunta da Escola Dominical (10h15min),o Rev. Valdir Steuernagel. Pastor da Comunidade Redentor em Curitiba (PR). Teológo Sênior da Word Vision International. No Brasil, é um dos líderes do Movimento Encontrão, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB, e particularmente na direção do Centro de Pastoral e Missão e Faculdade Teológica Evangélica de Curitiba - FATEV. Valdir é Doutor em Missiologia pela Escola Luterana de Teologia de Chicaco (EUA). Também é conferencista em âmbito internacional e colunista da revista Ultimato. É membro do Comitê de Missões da Aliança Evangélica Mundial e do Movimento de Lausanne pela Evangelização Global, sendo também membro da Aliança Cristã Evangélica Brasileira.




Ministração Culto Matutino (parcial)



Ministração Escola Dominical (parcial)


 Ministração Culto Vespertino (parcial)

Conselho da IPF

Precisamos de uma reforma protestante?


Falo essa noite a uma plateia de protestantes, e falo como protestante. Falo em um País onde as estatísticas referentes ao número de fiéis de igrejas que pretendem algum vínculo com o Protestantismo não para de crescer, Censo após Censo, quando começamos praticamente de zero, ao nos tornar uma nação independente em 1822. Um dos grandes debates entre sociólogos da religião e estatísticos é quando iremos parar de crescer, ou se iremos parar de crescer. O Protestantismo é um dado relevante não somente no Brasil, mas em toda a América Latina.
Por sua vez, o Congresso Lausanne III, realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, em outubro do ano passado, reunindo clérigos e leigos da mais ampla diversidade denominacional, foi uma demonstração evidente de que o Cristianismo é uma religião que, finalmente, se tornou um fenômeno global, mas de que o Protestantismo é, em grande parte, o responsável para que o Evangelho esteja sendo pregado a quase todas as nações. O ímpeto missionário protestante não tem diminuído, mas se diversificado.
Dentro de seis anos, exatamente, em 31 de outubro de 2017, estaremos, em todo o mundo, comemorando os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI. 500 Anos, cinco séculos, meio milênio, é um bocado de tempo. Algumas organizações eclesiásticas e intereclesiásticas internacionais já estão elaborando uma vasta programação, de celebração, de avaliação e de projeção. Essa Semana Teológica Água da Vida, de fato, vive um momento de pioneirismo, como que dando o pontapé inicial. E o fazemos na Baía da Guanabara, onde, ainda no século XVI, aportaram os pioneiros huguenotes, onde foi celebrada a primeira Santa Ceia protestante nas Américas, e onde foi elaborado o primeiro documento doutrinário reformado nesse Novo Mundo, a Confissão de Fé Fluminense.
Tornei-me, pessoalmente, um protestante, por convicção e opção, três anos após a minha conversão, ao professar a minha fé em uma Igreja Luterana, no Culto alusivo à Reforma, como um dos momentos culminantes de uma jornada espiritual, que continua até hoje. Escrevi, certa vez, em um jornal secular de grande circulação, considerar o 31 de outubro de 1517 a data mais importante da Igreja depois do Dia de Pentecostes. E continuo considerando.
Movida por Deus, mas realizada por homens, nas palavras de Martinho Lutero, “simultaneamente justificados e pecadores” (‘simul justus et pecator’) a Reforma foi responsável por grandes feitos e por grandes erros. A nós, hoje, em um constante processo de atualização, nos cabe a honra de reproduzir os grandes feitos, e corrigir e não repetir os grandes erros, nessa Reforma que está permanentemente se reformando, não em seu conteúdo, mas, exatamente, em suas formas, seus métodos, suas abordagens, suas ênfases, suas contextualizações, suas linguagens, suas polêmicas e suas apologéticas.
Repudio, com o máximo de veemência, os que a acham ultrapassada, vencida, uma página da História que está a ter as suas páginas viradas para sempre. Lamento aqueles – inclusive em nosso País – que dela passam a se envergonhar e a negar, quando, muitos desses, um dia vibraram com o seu legado e se orgulharam da sua identidade.
Precisamos da Reforma Protestante hoje, é uma afirmativa que estou fazendo. Não precisamos de uma “nova reforma”, mas de nos apropriarmos, com sinceridade, com determinação, com convicção, com discernimento, com coragem, com atualização, da sua herança, tornando-a não somente autêntica, mas renovada, atual e relevante.

Robinson Cavalcanti
Fonte:
(Texto publicado originalmente na página da Diocese Anglicana do Recife)

Culto de 23/10/2016 - Vídeo (YouTube)

Culto de 23/10/2016 - 19h30min

A Doutora GABRIELE GREGGERSEN lançou em Florianópolis, na Igreja Presbiteriana de Florianópolis (rua Visconde de Ouro Preto, 307, Centro, v. mapa), no culto de 23/10/2016 (19h30min), as obras "O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA E A BÍBLIA: Implicações para o Educador" e "A IMAGINAÇÃO ÉTICA DE DOM QUIXOTE DAS CRIANÇAS".




Caso queira assistir somente a exposição, clique aqui

GABRIELE GREGGERSEN é pedagoga, formada pela FE-USP, com mestrado e doutorado e pós-doutoramente no IEA/USP. Sua tese foi publicada como "Antropologia Filosófica de C. S. Lewis", dois entre sete livros publicados sobre Lewis e Tolkien. Foi professora e chefe de Departamento do Mackenzie. Desenvolveu e coordenou o curso de teologia a distância, modalidade em que é especialista, na Faculdade Teológica Sul Americana, onde fez teologia. É tradutora, área em que é doutora pela UFSC, com trinta livros traduzidos, inclusive de Lewis. Também colabora com a revista ULTIMATO.

Assim como nós perdoamos



O mesmo acontece quando entra em jogo o nosso perdão em relação aos outros, embora seja um pouco diferente. É a mesma coisa porque, em ambos os casos, perdoar não é o mesmo que desculpar. Muitas pessoas aparentemente acham que é. Elas acham que, se tiverem que perdoar alguém que as trapaceou ou ameaçou, na verdade, estarão fazendo de conta que não houve trapaça ou ameaça alguma. Se fosse assim, não haveria nada a se perdoar. E continuam argumentando: “Mas você não está entendendo. Ele quebrou uma promessa das mais solenes”.
É isso mesmo; é exatamente esse tipo de coisa que você tem de aprender a perdoar. (Isso não quer dizer que você precisa necessariamente acreditar na próxima promessa dessa pessoa. Significa apenas que você deve empreender todos os esforços possíveis para eliminar qualquer ressentimento que possa carregar no coração – qualquer desejo de humilhar ou machucar o outro, ou de lhe dar o troco).
Essa é a grande diferença quando você pede o perdão de Deus. No nosso caso, é muito fácil aceitarmos desculpas; no dos outros, não conseguimos aceitá-las com tanta facilidade.
C.S.Lewis

(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 261)

Dois remédios para as desculpas

Há dois remédios para esse perigo. Um deles é lembrar que Deus conhece todas as desculpas legítimas muito melhor do que nós. E se, de fato, existem “circunstâncias atenuantes”, não precisamos ter medo de que elas passem despercebidas diante dele. Deus deve conhecer desculpas que nem sequer imaginamos. Portanto, depois da morte, as almas humildes terão a grata surpresa de saber que, em certas circunstâncias, elas pecaram muito menos do que estavam pensando. Todo o processo de perdão real é por conta dele. O que temos de apresentar diante de Deus é aquele restinho indesculpável, que se chama pecado. Ficar discutindo sobre todas aquelas partes que poderiam (supomos) ser desculpadas é perda de tempo. Quando você vai ao médico, você mostra as partes que estão com problemas – digamos, por exemplo, um braço quebrado. Seria perda de tempo ficar explicando que as suas pernas, olhos e garganta estão bem. Você pode até estar errado em sua suposição, mas, se eles realmente estiverem em ordem, o médico o saberá.
O segundo remédio é acreditar real e verdadeiramente no perdão dos pecados. Grande parte da nossa preocupação em dar desculpas vem de não conseguirmos realmente acreditar no perdão, de acharmos que Deus poderá nos rejeitar se não ficar satisfeito e que podemos tirar algum tipo de vantagem da situação em nosso favor. Mas isso não seria perdão. O perdão real significa olhar com firmeza para o pecado (o montante de pecado que restou sem qualquer desculpa), depois que todas as concessões forem feitas, e encará-lo em todo o seu horror, sujeira, maldade e malícia, e, ainda sim, conseguir reconciliar-se totalmente com a pessoa que o praticou. É isso e somente isso que significa o perdão, e podemos obtê-lo de Deus sempre que lhe pedirmos.
C.S.Lewis


(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 260)

Perdão versus desculpas


Tenho a impressão de que quando acho que estou pedindo que Deus me perdoe estou muitas vezes (a menos que eu me cuide bastante) pedindo que ele faça algo muito diferente. Não estou pedindo que me perdoe, mas que me desculpe. Porém, existe uma enorme diferença entre perdoar e desculpar. Perdoar significa dizer: “Sim, é verdade que você cometeu tal coisa, mas eu aceito o seu pedido de perdão. Eu jamais cobrarei de você, e tudo entre nós continuará sendo exatamente como era antes”. Porém, quando desculpamos alguém, estamos dizendo: “Vejo que você não teve como evitá-lo ou não quis fazer isso, e não foi realmente culpa sua”. Se não houve culpa real, não há nada a desculpar. Nesse sentido, a desculpa e o perdão são quase opostos. É claro que, em dezenas de casos, seja entre Deus e o homem, seja entre uma pessoa e outra, as coisas muitas vezes se sobrepõem. Parte do que parecia ser pecado à primeira vista, revela-se como não sendo culpa de ninguém e é desculpado; o restinho que sobra é perdoado. [...] Contudo, o que muitas vezes chamamos de “pedir perdão a Deus” não passa, na verdade, de pedir que ele aceite nossas desculpas. O que nos induz a esse erro é o fato de que normalmente existe certo arsenal de desculpas, ou seja, de “circunstâncias atenuantes”. Ficamos tão ansiosos em apresentá-las diante de Deus (e de nós mesmos) que somos capazes de esquecer a coisa mais importante, isto é, o que restou: o montante que as desculpas não são capazes de cobrir, o restinho que é indesculpável, mas, graças a Deus, não é imperdoável. Quando nos esquecemos disso, vamos embora achando que nos arrependemos e fomos perdoados, quando, na verdade, tudo que fizemos foi dar satisfações a nós mesmos com as nossas próprias desculpas. É possível até que sejam desculpas bem esfarrapadas; ficamos facilmente satisfeitos com nós mesmos.
C.S.Lewis

(Extraído do Devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 259)


Eu creio no perdão dos pecados



Falamos muita coisa na igreja (e também fora dela) sem pensar no que estamos falando. Por exemplo, dizemos no credo: “Eu creio no perdão dos pecados”. Fiquei repetindo isso por muitos anos antes de me perguntar porque isso estava no credo. À primeira vista, parece difícil valer a pena explicar. “Quando alguém é cristão”, pensei comigo, “é claro que acredita no perdão dos pecados. É uma evidência gritante”. Porém, parece que quem escreveu e compilou os credos achou que essa era uma parte da nossa crença que precisávamos lembrar toda vez que fossemos à igreja. Depois que me dei conta disso, se me perguntassem hoje, eu diria que eles estavam certos. Acreditar no perdão dos pecados não é tão simples quanto eu pensava. A crença real nesse tipo de coisa facilmente nos escapa se não tivermos a disciplina de continuar alimentando-a.
Acreditamos que Deus perdoa os nossos pecados, mas também que Ele não o fará a menos que nós perdoemos os pecados que as outras pessoas cometem contra nós. Não há dúvida sobre a segunda parte dessa declaração. Está escrito no Pai Nosso e foi fortemente enfatizado pelo nosso Senhor. Se você não perdoar, não será perdoado. Não há parte mais clara no ensinamento de Jesus, e ela não dá margem às exceções. Deus não diz que devemos perdoar os pecados dos outros se eles não forem tão assustadores ou desde que que existam circunstâncias atenuantes ou algo desse tipo. Devemos perdoá-los todos, não importa o quanto eles sejam malignos, miseráveis e frequentes. Se não o fizermos, também não seremos perdoados de nenhum dos nossos.
C.S.Lewis


(Extraído do devocionário “um ano com C.S.Lewis”, pag. 258)

Convite (23/10/2016, 19h30min) - Escritora Gabriele Greggersen

Gabriele Greggersen
Culto de 23/10/2016
19h30min

A Doutora GABRIELE GREGGERSEN estará lançando em Florianópolis, na Igreja Presbiteriana de Florianópolis (rua Visconde de Ouro Preto, 307, Centro, v. mapa), no culto de 23/10/2016 (19h30min), as obras "O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA E A BÍBLIA: Implicações para o Educador" e "A IMAGINAÇÃO ÉTICA DE DOM QUIXOTE DAS CRIANÇAS".

GABRIELE GREGGERSEN é pedagoga, formada pela FE-USP, com mestrado e doutorado e pós-doutoramente no IEA/USP. Sua tese foi publicada como "Antropologia Filosófica de C. S. Lewis", dois entre sete livros publicados sobre Lewis e Tolkien. Foi professora e chefe de Departamento do Mackenzie. Desenvolveu e coordenou o curso de teologia a distância, modalidade em que é especialista, na Faculdade Teológica Sul Americana, onde fez teologia. É tradutora, área em que é doutora pela UFSC, com trinta livros traduzidos, inclusive de Lewis. Também colabora com a revista ULTIMATO.

Sobre as obras: 

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e a Bíblia: Implicações para o Educador
É um resumo de pesquisas realizadas para a obtenção do título de doutora, tendo a linguagem adaptada para o grande público. A tese tratou de uma das sete Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis, O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Como entender essa história como obra literária? No universo dos gêneros literários, vários ensaios são feitos, encarando-a como conto de fadas e literatura infantil, mas a alternativa escolhida é vê-la como parábola cristã.
Em um segundo momento, são analisados e estudados temas teológicos que se encontram nas entrelinhas da história, principalmente, no que diz respeito à imagem de Deus, mas também são abordados temas clássicos da teologia, como o pecado, a graça e a redenção. Em seguida, são abordados temas filosóficos por trás da parábola como a questão da verdadeira realidade, da ética e da razão.
Numa última parte, a crônica é comparada à narrativa bíblica, particularmente da Paixão de Cristo, em busca de alusões e paralelos, mas evitando uma interpretação alegórica da história, que não era absolutamente recomendada pelo autor, que advertia contra esse tipo de abordagem totalitária. Ela evita estabelecer relações de um para um, dizendo, por exemplo, que Aslam tem que ser Cristo e Edmundo, Adão. Lewis assumia o caráter eminentemente cristão de suas Crônicas, mas nunca escreveu com a intencionalidade explícita de fazer propaganda religiosa, pelo contrário, ele respeitava o leitor não cristão e lhe dava toda a liberdade da dar a sua própria interpretação às histórias. 

A Imaginação Ética de Dom Quixote das Crianças
O livro volta-se para fãs de Lobato e também de Cervantes, bem como pais e educadores e todos aqueles interessados pela imaginação, a ética e a literatura. O trabalho original, que foi apresentado como pesquisa de pós-doutoramento ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e adaptado ao grande público, é fruto de pesquisas anteriores de Gabriele Greggersen em nível de doutorado, a cerca de C.S. Lewis e as Crônicas de Nárnia, em que ela explorou os temas da imaginação, da realidade e da formação ética, pela via da literatura imaginativa. Elas culminaram com a publicação de Antropologia Filosófica de C.S. Lewis e seu resumo em O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa e a Bíblia. Esse temas foram estudados também em um amigo íntimo e de longa data de Lewis, J.R.R. Tolkien, que resultou no livro O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética.
Insatisfeita por analisar as relações entre imaginação, ética e literatura apenas em autores anglo-saxões, a autora partiu para a literatura brasileira, de um Malba Tahan, mas principalmente de Lobato. Antes de partir para a análise crítica do livro de Lobato propriamente dito, a autora apresenta uma pesquisa sobre o que vários filósofos pensam sobre a imaginação e temas correlatos como a memória, a mitologia e o amor.
O livro traz o benefício não apenas do resgate do legado de Cervantes e Lobato, mas também da discussão de temas essenciais para o educador e todo aquele leitor, interessado em fazer da literatura um instrumento de formação ética, cidadã e assim, de constituição de um mundo melhor. 


Mais informações no Blog C.S. Lewis

Mantenha o foco


“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hb 12.1,2).
Manter o foco é uma expressão corriqueira tanto entre fotógrafos quanto cinegrafistas, cineastas. Ultimamente até jogadores de futebol falam em manter o foco para a próxima partida, decisão e temporada. Todavia, o apóstolo Paulo também falou algo muito parecido em sua segunda epístola ao jovem pastor Timóteo...Paulo dá um choque de realidade em Timóteo, lembrando-o do próprio enredo de sua vida apostólica: esquecido, abandonado, traído, aprisionado e, por fim, condenado à morte. Todavia, Paulo parece gritar aos ouvidos de Timóteo: “mas eu não perdi o foco, corri a minha carreira, combati o bom combate, guardei a fé, perseverei, mantive a tocha acesa e estou prestes a cruzar a linha de chegada!”.
O que nos faz manter o foco em nossa carreira cristã, além da fé e do amor que devemos ao nosso amantíssimo Senhor Jesus Cristo, é também a consciência de qual nobre é a causa com a qual estamos envolvidos e sob que bandeira militamos, a saber, o Evangelho da Salvação e da Graça. É a paixão por guardar intacta a fé, por guardar e transmitir o bom depósito da Palavra de Deus às gerações futuras que deve mover-nos em nossa caminhada cristã. Isso significa que não estamos apenas preocupados com as coisas que fazemos hoje ou que fizemos no passado em nome da fé. Exige antes que devemos nos preocupar com a nossa condição, situação espiritual, quando a nossa hora de prestar contas chegar....
...A igreja contemporânea parece estar perdendo o foco, anda distraída com a “marcha para Jesus”, show gospel, a produção de uma subcultura ou pseudocultura cristã, a expansão de impérios denominacionais ou a preservação de privilégios concedidos pelo poder público ou a obtenção deles, como no ridículo caso dos passaportes diplomáticos que vimos nesses dias. Nosso foco deve ser o de batalhar pela fé evangélica que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 3).
Não sabemos e nem temos como nos responsabilizar pela geração futura, pelo que hão de fazer os que nos sucederão. Mas, é nossa responsabilidade fazer de tudo ao nosso alcance para entregar-lhes uma igreja santa, fiel, rica e zelosa em boas obras, comprometida com a justiça do Reino. É nosso dever oferecer-nos todos os dias no altar do sacrifício para que o Evangelho de Deus chegue intacto aos corações e às vidas para quem somos enviados como igreja.
Não sei ao certo como Timóteo terminou a sua carreira ministerial, contudo, as preocupações de Paulo com a perda do foco eram muito razoáveis. Nos dias em que o Apocalipse foi escrito, justamente a Igreja de Éfeso sofreu uma dura repreensão de Jesus (Ap 2.1-5) e uma clamorosa exortação para retomar o foco perdido. Que Deus nos ajude, e que nós mesmos desejemos nunca desviar os olhos dos essenciais de nossa fé e missão.

Texto adaptado de Luiz Fernando Dos Santos


Se Deus quiser...

“E, agora, tenho uma palavra para os que têm a audácia de dizer: ’Hoje ou amanhã, iremos para tal cidade e lá ficaremos um ano. Vamos abrir um negócio e ganhar muito dinheiro’. Vocês não enxergam um palmo diante do nariz! Quem pode prever o amanhã? Vocês são como neblina, que se vai logo que o Sol começa a brilhar. Em vez disso, caiam na realidade e aprendam a dizer: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo’. Vocês estão cheios de vocês mesmos. Toda essa arrogância é maligna”. Tg.4:13-16 (Bíblia A Mensagem)
Diante desse texto de Tiago, primeiramente gostaria de observar que não há problema em se fazer planos para o futuro, em se ter projetos para a vida. Num outro texto bíblico lemos: “Ao ser humano foi concedida a capacidade de planejar, entretanto, é o Senhor quem dá a palavra certa”. Pv.16:1 (Bíblia King James). Isso significa que mesmo que o ser humano tenha esse talento e criatividade, ao mesmo tempo ele não sabe tudo, não pode prever tudo; por isso, buscar a orientação de Deus é fundamental.
Até porque, nós temos um coração complicado: “Ora, não há nada mais enganoso e irremediável do que o coração humano, e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” Jr.17:9 (Bíblia King James). A boa notícia é que Deus pode tratar do nosso coração.
Por outro lado, não podemos nos esquecer de nossa finitude. Tiago nos compara a uma neblina que logo se desfaz diante da presença do Sol. Já dizia Moisés em sua oração “...porquanto a vida passa muito depressa, e nós voamos!” Sl.90:10 (Bíblia King James). Não é essa uma das sensações mais intensas que temos hoje também; ou, mais do que nunca começamos a perceber isso?
Portanto, diante das incertezas e da brevidade da vida, vamos vivê-la da melhor maneira possível; sem arrogância, sem aquela enganosa autossuficiência. Vamos planejar, vamos sonhar, mas antes de tudo dizer de coração “Se Deus quiser...”.
Rev. Joel

Fraquezas com Potencial


Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9
Existe uma tendência universal no ser humano para esconder suas fraquezas. Estamos tristes, mas mostramos rosto alegre. Queremos chorar, mas guardamos nossas lágrimas. Sentimo-nos oprimidos, mas aparentamos estar no controle. Lutamos com a depressão, entretanto procuramos convencer os outros de que tudo vai bem.
Tudo isto revela a importância que damos à imagem que outros têm de nós. Desejamos que nos vejam como vencedores, com passos firmes rumo a objetivos claramente definidos na vida. Por isso, resistimos a todo custo revelar as coisas que mostram nossa verdadeira condição de seres frágeis e débeis.
Paulo afirma, com alegria, que se gloriará em suas fraquezas. Você, alguma vez, parou para pensar na loucura de tal declaração? Ele diz que não fará qualquer esforço para escondê-las; pelo contrário, se vangloriará por elas existirem. Longe de lhe provocar vergonha, ele as apresentará como as verdadeiras marcas da sua total dependência de Cristo. Na verdade, para nós, a atitude do apóstolo é algo incompreensível. Entretanto, não podemos deixar de sentir, no íntimo do coração, uma profunda admiração pelo seu estilo de liderança.
Por um momento, faça uma peregrinação pela história do povo de Deus. Você consegue pensar em alguma pessoa que tenha sido usada graças à sua força e virtudes? Abraão era um ancião incapaz de gerar filhos. José era um escravo, abandonado num cárcere. Moisés era um pastor de ovelhas, gago. Gideão era o menor de sua casa e, ainda por cima, pobre. Davi era um simples pastor de ovelhas. Neemias não era mais que um copeiro do rei. Jeremias era jovem e inexperiente. João Batista era um desconhecido que morava no deserto. Os discípulos eram simples pescadores, homens iletrados sem nenhum preparo. O intrépido perseguidor da igreja, Paulo, foi deliberadamente enfraquecido pelo Senhor por intermédio de um espinho na carne, que o atormentava.
E estes são apenas os heróis das Escrituras. Que diremos de outros como Agostinho, Lutero, Wesley, Hudson Taylor, Moody, Spurgeon etc. que marcaram profundamente a história do povo de Deus? Todos eles, sem exceção, foram úteis porque permitiram que suas fraquezas fossem um meio pelo qual Deus demonstrou Sua glória.

Para pensar:
Não esconda as suas fraquezas. Não procure ocultá-las, nem perca tempo se justificando. Não as ignore, tentando se fazer de forte. Torne-se amigo das suas debilidades. Elas são, na verdade, a porta para que toda a plenitude de Deus se manifeste em sua vida. Porque o poder  se aperfeiçoa na fraqueza.
Adaptado p/ Rev. Edson

O cristão e a pátria


No próximo dia 7 de setembro o Brasil completará 194 anos de sua independência. No próximo mês teremos eleições para prefeito e vereadores. A propósito do Dia da Pátria e das eleições municipais é oportuno que reflitamos sobre os deveres e os direitos do cristão enquanto cidadão. A Bíblia é muito clara quando menciona as atitudes que o cristão deve cultivar diante de sua Pátria. São elas:
Oração
Karl Barth, teólogo reformado, dizia que “entrelaçar as mãos é o começo de uma revolução contra a desordem do mundo”. Não basta criticar, é preciso orar em favor do país e suas autoridades (1Tm 2.1-3), ainda que muitas vezes nossas orações sejam vazadas com o clamor do salmista: “... até quando, Senhor?”. A oração em favor da Nação repousa sobre o fundamento da soberania de Deus. Servimos Àquele perante o qual os reis (autoridades) haverão de comparecer e prestar contas (Ap 20.11-12).
Cidadania
A cidadania possui duas faces: obediência e protesto. Vejamos:
Obediência – Romanos 13.1-7 é o texto clássico para ensinar a obediência às autoridades. Elas são instituídas por Deus, devem punir o malfeitor e proteger o bom cidadão. No cumprimento de seus deveres podem contar com a contribuição financeira dos cidadãos por meio dos tributos. Entretanto, quando as autoridades deixam de punir o malfeitor, ou quando elas próprias assumem o papel de malfeitor, sua legitimidade deve ser questionada pelos meios legais. Chegamos, assim, à outra face da cidadania.
Protesto – Um belo exemplo bíblico de protesto cidadão pode ser encontrado em Atos 16.35-40. Paulo, nessa passagem, invoca seus direitos como cidadão romano e exige tratamento condizente com sua cidadania romana. Embora nós cristãos tenhamos uma pátria celestial (Fp 3.20), somos incentivados ao exercício de nossa cidadania terrena. Na verdade, na história dos diferentes países, direitos só foram conquistados graças à indignação manifestada em muitos protestos.
Oração e cidadania são as vias de transformação de nossa nação.

Texto adaptado - Rev. Valdinei Aparecido Ferreira

Uma Boa Palavra



 “Não saia da sua boca nenhuma palavra torpe (suja, contaminadora), e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem”. Efésios 4:29
Uma boa palavra pode produzir bons resultados na vida de alguém.  O sábio rei Salomão já dizia que o poder da morte e da vida está na boca de quem fala.  Quem faz mau uso das palavras pode destruir uma vida. O texto que mencionamos acima nos orienta para falar apenas palavras que edifiquem, conforme a necessidade de quem ouve, e não para satisfazer o ego de quem fala.
Sendo assim creio ser muito importante alimentarmos a vida dos nossos semelhantes com boas palavras, pois construiremos melhor os nossos relacionamentos. Para isso precisamos de sabedoria paciência e determinação. Somos melhores quando temos domínio da nossa fala.
Quando alguém diz que vai fazer uma critica construtiva, e diz que é para o bem; a pessoa que vai receber a critica já se prepara para a “bordoada” que está para vir. Bastam estas duas palavras- “critica construtiva” para que o semblante caia, o olhar baixe e a pessoa se abale.
Se o foco e a intenção fossem de fato positivos, a pessoa não faria uma critica.  Ela se calaria ou daria uma ideia, diria algo cujo foco fosse o acerto, e não o erro; algo que colocasse o ouvinte para cima, e não para baixo. Palavras que pudessem ser colocadas em termos de sugestão ou ideia. 
 Como tudo na vida, a qualidade das palavras proferidas é uma opção: serão palavras de crítica e cobrança ou serão elogios e validação?
Exerça a liberdade que tens e fale bem, fale com prudência. Podemos olhar tudo de maneira positiva, e junto com uma possível e legitima critica pensarmos também na solução. Ver com clareza as circunstâncias e colher os frutos que podem produzir uma palavra bem colocada nos diferentes momentos de nossas vidas e assim prestarmos atenção principalmente na intencionalidade de nossas ações.  Uma boa palavra pode transformar a vida de seu filho, amigo, esposa, comunidade, etc., além do que contribuir para o desenvolvimento pessoal, na relação com o próximo.

Rev. Edson

Estou com raiva!


Podem os cristãos ficar com raiva?
Eugene Peterson, numa nota da bíblia A Mensagem afirma: “A raiva é uma emoção legítima. Não é mais pecaminosa que o riso. Precisamos pensar na legitimidade da raiva, pois temos a tendência de pensar nela de maneira negativa, condenando-a. Paulo, por exemplo, nos diz que podemos sentir raiva, mas que devemos tomar cuidado para não permitir que a raiva nos faça pecar (Ef.4:26). Outra evidência da legitimidade da raiva é que ela é atribuída a Deus. A ‘ira de Deus’ é uma expressão bíblica muito comum”.
Entretanto, corremos um risco muito grande, se deixamos a raiva crescer e nos controlar. Peterson continua: “...o excesso de raiva acaba sendo algo pecaminoso. É pecaminoso não porque a emoção em si seja errada, mas porque o que queremos é errado, ou porque estamos com raiva da pessoa errada, ou porque estamos agindo de maneira errada e talvez por muito tempo. Diferentemente da ira divina, que arde como fogo que purifica, a ira humana gera uma fumaça tóxica que sufoca”.
Em Ef.4:26 Paulo afirma: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo”.
Entendemos então, que a raiva ou ira é possível, desde que passageira. Dar lugar para que a raiva fique, é segundo Paulo, também dar lugar ao diabo, ou à sua influência maligna e destruidora. E lembre-se, a primeira pessoa a ser destruída pela raiva é você mesmo (a).
Então, se você está com raiva de alguém, livre-se dela (da raiva) o quanto antes, defenestre-a, ou seja, jogue-a pela janela, mas cuide para que não caia sobre outra pessoa. Viva em paz, a vida é tão curta.
Rev. Joel

Um bom pai faz decisões segundo a vontade de Deus


“O Senhor decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos, de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda nasceriam, e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos.” – Salmo 78:5-7 (NVI)
Para muitos, gerar um filho não é difícil. Mas, tornar-se um pai é bem difícil. É a primeira e mais importante decisão dos pais: tomar a decisão consciente de ser um pai.
Porém, a decisão de ser um pai, não é só uma decisão para a sala de parto. É uma decisão diária. No século passado, os pais viviam seu papel no dia a dia, trabalhando na fazenda ou num pequeno negócio familiar com seus filhos. Crianças passavam muito tempo ao lado dos seus pais, trabalhando juntos. Na sociedade moderna, no entanto, o emprego cria uma distância entre pais e filhos. Alguns pais deixam a casa antes que os filhos acordam. Outros chegam em casa muito tempo depois que os filhos chegam da escola.
Consequentemente, é possível, e até comum um pai esquecer de seu papel de pai – e ficar desligado emocionalmente de seus filhos. Voltando para casa, os pais precisam lembrar de tirar o “chapéu” de trabalho e colocar seu chapéu de “pai”. É uma decisão para organizar seu tempo, tomando o cuidado de reconciliar seu trabalho com a prioridade de família.
Ser um bom pai significa tomar boas decisões que envolvem sacrifício. Decisões que dizem a nossos filhos o que é importante para nós.
De todos os pais na Bíblia, um se destaca pela sua decisão de ser um pai segundo Deus. Ele tomou a decisão consciente de se tornar um pai adotivo da sua prima órfã, Ester. Ele poderia ser chamado de pai da coragem, porque ele inspirou a qualidade de coragem em sua filha. Você se lembra da história?
O pequeno livro de Ester revela a história de uma linda jovem Judia cuja perspicaz coragem salvou seu povo. Mardoqueu criou sua filha para tomar uma atitude na hora certa, para fazer a coisa certa.
Geralmente, quando estudamos o livro de Ester, vemos a força e devoção dela para com seu povo. Mas, Deus usou outra pessoa nesta história para alcançar seu propósito. Deus usou um pai fiel – um pai que influenciou uma jovem filha a ter coragem e convicções. Na hora certa, Ester fez a coisa certa, porque ela foi criada por um pai temente a Deus. Um pai que sabia que as decisões que ele tomaria à medida em que sua filha fosse crescendo ajudariam-na a tomar decisões segundo a vontade de Deus mais adiante na sua própria vida.
Max Lucado (Texto adaptado)

 (http://www.maxlucado.com.br/reflexao-semanal/um-bom-pai-faz-decisoes-segundo-a-vontade-de-deus/)

Dia dos Oficiais da Igreja Presbiteriana do Brasil

Saudamos os oficiais da nossa Igreja pelo seu Dia Especial. DIÁCONOS, dia 9 de julho e PRESBÍTEROS, dia 1 de agosto.
É com satisfação que a nossa SAF cumprimenta-os, parabenizando e agradecendo a Deus por suas vidas.
Cada um na sua função, mas sempre firmes na palavra, respeitando e amando o próximo e obedecendo a Deus que os escolheu para serviço ao Senhor.
Queridos irmãos, andem sem desanimar, vencendo os obstáculos sem temor, pois nosso Deus é fiel e estará guiando-os, animando-os e fortalecendo-os na sua nobre missão.
Que vocês permaneçam no amor cristão, ensinando, auxiliando, protegendo, assistindo e exercendo com sabedoria divina as tomadas de decisões.
Recebam a nossa homenagem de todo o coração com amor e respeito.
Que Deus os abençoe!
Deixamos aqui o que diz a Palavra em 2Tm 2:15 “procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

PARABÉNS, OFICIAIS!
Secretárias de Sociabilidade e de Causas da IPB da SAF
Claudete e Mariazinha

Perseguidos por causa de Cristo?


Os cristãos foram perseguidos pelos incrédulos e zombadores desde o primeiro momento em que começaram a dizer ao povo de sua época que Jesus de Nazaré, que havia sido rejeitado e morto pelos judeus, era, na verdade, o Filho de Deus. Sua morte na cruz era o único meio pelo qual Deus estava disposto a perdoar os pecados e conceder a vida eterna, tanto a judeus quanto a não-judeus.
Era de se esperar que os cristãos, perseguidos e odiados, caluniados e objeto de escárnio e zombaria, se sentissem tentados a reagir, retrucar, e a desenvolver um espírito de vitimização.
Uma coisa em particular preocupava os apóstolos: a causa da perseguição. Era fácil um cristão pensar que toda e qualquer zombaria que ele sofresse era pelo fato dele ser crente em Jesus Cristo. Todavia, nem toda perseguição que os cristãos sofriam era por causa da cruz, por causa de Cristo, por causa da verdade.
“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem- aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1Pe 4.15-16).
Nem toda zombaria e deboche que um cristão recebe dos incrédulos é por causa de sua fidelidade a Cristo. Se alguém que se diz cristão for desonesto, avarento, mentiroso, preguiçoso, imoral ou hipócrita, e vier a sofrer as consequências destes atos, este sofrimento não é por Cristo. Ele não está sofrendo por ser cristão, mas por ser estas coisas. Como qualquer outra pessoa.
Infelizmente, muito do deboche e perseguição que os evangélicos experimentam hoje em nosso país não é por causa da pregação vigorosa, firme e clara da cruz de Cristo. Aliás, pouco se ouve dela, em meio aos decretos de prosperidade, promessas de vitória e pedidos de dinheiro. O que provoca a zombaria são práticas e costumes estranhos em nome do Espírito Santo, escândalos, ostentações de riquezas e busca descarada do dinheiro dos incautos em nome de Deus, e o engajamento infeliz de segmentos evangélicos numa guerra contra aqueles que deveriam ser objeto de nossa pregação sobre a cruz e não da nossa ira. Nem sempre os evangélicos sofrem no Brasil por serem cristãos sérios, firmes, verdadeiros e fiéis a Deus.
Até hoje a mídia secular não consegue ser justa e fazer a distinção entre evangélicos e evangélicos. Acaba sobrando para todos os que se identificam como crentes em Jesus Cristo. O caminho, me parece, não é rejeitar o título de “evangélico,” mas viver e pregar de tal forma que o único motivo da zombaria que nos sobrevier seja Cristo, e este crucificado.

Augustus Nicodemus

SAL, LUZ E FERMENTO

Há quem acredite que o mundo “se encherá do conhecimento da glória do Senhor” quando todas as pessoas se tornarem religiosas, e quando a religião ocupar cada espaço da vida.
Dessa compreensão surge um tipo de Cristianismo, baseado em: lugares sagrados, objetos sagrados, dias sagrados, atividades sagradas, pessoas sagradas, discursos sagrados e a irritante necessidade de pronunciar o nome de Deus em relação a tudo, como também e principalmente de ordenar a vida a partir de dogmas, ritos, e tabus.
Nesse tipo de Cristianismo, o espaço religioso é delimitado, separado do espaço secular, o que parece razoável. O problema é que confunde-se espaço religioso com espaço sagrado – onde tudo é bom e aprovado por Deus, e espaço secular com espaço profano e tenebroso, onde tudo é mal e inspirado pelo diabo.
Outro problema é que esse tipo de Cristianismo transforma a experiência do sagrado em espetáculo, dando ao Espírito Santo dia, hora, local, atores e script para se manifestar. E não faltam espertalhões e abusadores para se locupletarem desse tipo de vivência religiosa.
Mas a Bíblia Sagrada aponta para um tempo quando os seus filhos seriam “uma carta de Cristo, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos”. Nesse dia, Deus não seria mais adorado em ritos e templos, mas no coração, em espírito e em verdade.
Jamais passou pela cabeça de Jesus de Nazaré um mundo impregnado de religião, onde os símbolos do sagrado – meios – fossem confundidos e tomados como fins. Jesus falava de sal, luz e fermento, realidades que afetam o ambiente onde estão imiscuídas sem contudo chamar a atenção para si mesmas. Ninguém come bolo de fermento. Para aproveitar o dia ensolarado é tolice ficar olhando para o sol. E a comida salgada é intragável. O fermento faz crescer a massa com chocolate, o sol ilumina o dia para quem deseja a vida, e o sal realça o sabor dos alimentos. As metáforas são óbvias: a espiritualidade cristã é supra religiosa, pois uma vez esvaziado e encarnado no seu Cristo, Deus extrapola os limites do culto-clero-domingo-templo e ganha as ruas. Na cruz de Cristo e sua ressurreição, o véu do templo se rasga e a glória de Deus vaza para a vida, deixando para traz as estreitas bitolas das estruturas religiosas.
Desde então, como bem disse meu amigo Paulo Brabo, “Deus não quer servos oficiais como sacerdotes e levitas, quer somente amigos como o bom samaritano”.

Ed René Kivitz

Voz de Deus

Tornou o Senhor a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor. 1 Samuel 3:6,7
Encontramos dois fatos interessantes nesse momento da vida do jovem Samuel. Primeiro, a voz de Deus era tão parecida com a voz de Eli, que ele chegou a se confundir. Somente nos filmes, a voz de Deus ecoa pelo ar! Na vida real, as maneiras como fala são facilmente identificadas com outras vozes, e quem sabe, com a nossa própria voz.
Na sequência, devemos parar e considerar a frase “…Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor”. O que vemos aqui é a descrição de um principiante, uma pessoa que estava iniciando o processo de aprendizagem que o tornaria no grande profeta e juiz em Israel.
Compreender isto é importante. Existe um pensamento, entre o povo de Deus, de que a espiritualidade é algo que se herda, ou que pode ser recebida pela imposição de mãos. Muitos cristãos andam de um lado para outro buscando esse “toque”, ou essa “unção” que os torne automaticamente grandes homens ou mulheres de Deus. Estão convencidos de que a grandeza de ilustres personagens, na história do povo de Deus, se deve a alguma visitação especial, ou então à posse de algum dom extraordinário que os tornou diferentes dos outros mortais.
Na verdade, cultivamos a vida espiritual com disciplina. Assim como acontece no desenvolvimento do corpo físico, grande parte do crescimento espiritual depende de elementos que escapam ao nosso controle. Às vezes, nem sequer compreendemos os misteriosos processos que resultam na transformação do nosso coração. O certo é que fomos chamados para caminhar em fidelidade com Deus e permitir que Ele nos conduza rumo à maturidade.
Aqui não há grandes saltos, nem avanços repentinos. Às vezes, experimentamos visitações extraordinárias da Sua presença, mas o crescimento espiritual normal é o resultado de um processo lento e contínuo. O autor da carta aos Hebreus refere-se a isto quando escreveu: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (5:14). Perceba a frase “pela prática”. Outras versões traduzem “pelo exercício constante”. Seja qual for a tradução, todas destacam um processo de aprendizagem que inclui a possibilidade de equivocar-se, como aconteceu com o jovem Samuel.

Christopher Shaw

A VERDADEIRA APOLOGÉTICA


Uma das áreas em que a teologia mais sofre danos nos nossos dias é a apologética (Defesa da Fé). São duas razões que me fazem dizer isso:
1. Alguns acham que não vale a pena lutar pela verdade, que isso é intransigência e divisionismo! Essa tendência tem aberto portas a erros e heresias em nome de uma falsa paz.
2. Outros acreditam que podem responder todas as perguntas e, se tornam de fato intransigentes, divisionistas e orgulhosos! Essa tendência tem apresentado uma faceta belicosa e insensível ao evangelho!
A Bíblia é equilibrada e nos mostra que há momentos em que a paz é necessária e nem todas as perguntas precisam ser respondidas (ex: Jesus não responde aos discípulos se ele restauraria o reino a Israel em Atos 1); mas há momentos em que ele se levanta diante dos fariseus e chega a lhes chamar de "sepulcros caiados". Como saber o momento?
Elias nos ajuda em I Reis 18. Havia 3 anos e meio depois de sua dura Palavra ao rei Acabe, agora ele usa o profeta Obadias para apresentar-se novamente diante de quem há tanto tempo procurava-lhe tirar a vida.
"És tu o perturbador de Israel?" Perguntou Acabe, ao que Elias responde: "Eu não tenho perturbado Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor".      
Essa atitude corajosa de Elias vai adiante, pois ele é tão confiante no poder do seu Deus que manda chamar todos os 450 profetas de Baal, diante de quem chegou a zombar, pois algo extraordinário estava para acontecer.
A cena termina com o poder de Deus respondendo a oração de Elias e ao cair fogo do céu que consumiu todo o holocausto, em seguida foram mortos todos os profetas de Baal.
O povo tinha diante de si a pergunta do profeta: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, se é Baal, então segui-o".
Note que foram mais de 3 anos no exílio em Sarepta para só depois, e por pouco tempo, mostrar o poder de Deus nas suas palavras até que o povo o seguiu dizendo: "O Senhor é Deus, o Senhor é Deus"!
O evangelho de hoje carece de poder também pelas mesmas duas razões:
1. Falta coragem ao primeiro grupo para enfrentar os inimigos na hora certa, com a demonstração do poder de Deus. Afinal, "precisamos estar sempre prontos para responder a cada um a razão da esperança que há em nós!
2. "Falta humildade e bom-senso ao segundo grupo para saber a hora de não falar e que o objetivo da apologética não é vencer debates, mas ganhar corações, afinal, "as armas da nossa milícia não são carnais, mas são poderosas em Deus para destruir fortalezas e anular sofismas, levando todo pensamento cativo à Palavra de Cristo."
Rev. Samuel Vitalino
(Extraído de http://www.ipb.org.br/informativo/a-verdadeira-apologetica-4130)