Palavras não voltam atrás




“É isto o que acontece com a língua: Mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama!” Tiago 3:5

Conta-se a história de certo rei do oriente que resolveu comissionar um dos seus súditos para sair pelo mundo em busca da melhor e da pior comida que existisse a fim de que ele pudesse experimentá-las.
Tendo recebido sua missão o súdito se foi. Passados muitos meses, retornou a presença do rei e junto dele trouxe dois pratos cobertos por tampas. Num prato estava a melhor comida do mundo e na outra a pior. O súdito narrou ao rei todos os lugares por onde havia passado bem como todo o esforço que havia empreendido para conseguir realizar seu feito. Curioso, o rei mandou que o súdito falasse um pouco sobre cada um dos alimentos. Levantadas as tampas, uma grande surpresa. Tratava-se do mesmo alimento. Em cada prato havia uma língua. Então o súdito disse: a língua é a melhor comida, pois ela abençoa aos homens, e, por meio dela prestam-se homenagens e elogia-se o próximo. No entanto, ela pode ser a pior comida, pois é por meio dela que homens podem ter suas vidas destruídas e a sua reputação assolada.
Esta história nos ensina que este aparentemente insignificante órgão possui um potencial enorme. Como então temos usado a língua? Para o bem ou para o mal? Quais foram as suas palavras às pessoa que estão próximas de você. Que palavras você já disse hoje? Palavras que edificam ou palavras que destroem? O texto de Tiago encerra fazendo uma pergunta e certamente esta deve ser a pergunta que devemos nos fazer: “Pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga? ...pode uma figueira dar azeitonas ou um pé de uva dar figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce” vs.11.
Nossas vidas também são construídas sobre aquilo que dizemos, sobre aquilo que conversamos. O que você tem falado é ruim? É bom? Responda a si mesmo e reflita.

                                                                                                                          Rev. Matheus Santiago

Intercessão

Vamos interceder em oração pelas seguintes pessoas (atualizada até 08/12/2017):

Dalva Andrade, Odair Oliveira, Samuel França (amigo do Fábio Pacheco), Tereza Imaculada Tortelote Saraiva (sogra da Helena Cristina), Leandro (sobrinho do Deodoro); Maria da Graça Marques (avó da Lisiane França), Walter Arnaldo da Conceição, Berenice Ferreira (sobrinha do Dionísio), Helena Maria Capella (cunhada da Ruby), Floriana, Ester (esposa do pastor Claudimir), Ruben Luz Costa, Cida Losso e família, Enezilda Machado Vieira, Fabrícia Vieira (amigas da Cida Losso), Volnei Bristot (cunhado da Reintraut), Eunice (cunhada da Inésia), Gabriel (filho do amigo do Deodoro), Rafael Bianchini (sobrinho do Moacir), Henrique Rios Martins.

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tg. 5:16)

FELIZ ANO NOVO

1 Ao ser humano foi concedida a capacidade de planejar, entretanto, é o SENHOR quem dá a palavra certa.
2 Todos os caminhos do homem parecem certos aos seus olhos, mas o SENHOR julga as verdadeiras motivações do coração.
3 Consagra ao SENHOR todas as tuas obras e os teus planos serão bem-sucedidos. Provérbios 16:1-3
Mal começamos o novo ano e muitos desafios já ocupam nossas mentes. O que penso é que a mera mudança de um ano para outro, não muda nada a nossa caminhada. A verdade é que sempre criamos expectativas quando pensamos no final do ano e inicio de um novo, imaginamos: Novo calendário. Nova vida. A realidade é que a mudança de calendário, não necessariamente, implica em uma mudança real. Não adianta mudar o calendário se não mudarmos as atitudes, assim como não adianta mudar de cidade, se não mudarmos a mente.
Ouvi outro dia uma colocação quase que filosófica, que dizia assim: “Vamos fazer 2018, e não apenas vamos viver 2018”. Quando Salomão o sábio diz: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”. Entendo assim: - Para se fazer um novo ano é importante, sim, sonhar e planejar . Mas é essencial não perder a opinião divina sobre os planos elaborados. Assim, faz-se necessário observar o que diz o restante da redação de Salomão quando afirma: “Confia ao Senhor os teus planos e as tuas obras, porque assim  os caminhos e desígnios de Deus serão autorizados”. Isto quer dizer: - Coloque sempre em tudo que fizer: Deus, como sua primeira opção.  Reconheça-o em cada sonho e projeto que tiver.  Isto lhe trará consolo, alegria e profunda satisfação. Em segundo lugar seja agradecido e pare de reclamar. A vida oferece mito mais do que merecemos, então comece sempre agradecendo. Porque para cada situação difícil, sempre há uma saída. E a gratidão é também com certeza uma importante ferramenta, na realização de metas e objetivos. Seja sempre grato.
Quero parafrasear da seguinte forma uma consideração feita por Friedrich Nietzsche que disse certa vez: Eu não sei o que quero ser, ainda, mas sei muito bem o que não quero me tornar.”
Então, neste novo ano, não mude apenas o calendário. Mude a atitude, crie nova disposição, e lute por ela. Isto fará diferença entre a condição atual e a condição desejada Pois se queremos completar uma maratona, precisamos dar o primeiro passo.
Porque com certeza muitos desejam hoje, tornarem-se melhores do que foram ontem.  Isto pode ocorrer quando consagramos ao Senhor os nossos planos e O reconhecemos em toda nossa caminhada, porque é Ele quem julga as nossas motivações e desejos, e a compreensão disto pode promover a todos um real e genuíno feliz ano novo.
 Rev. Edson Martins 

Como reconciliar rupturas na família



Boletim de 07 d janeiro de 2018

Quando pensamos em uma reconciliação pressupomos que antes deva ter ocorrido uma ruptura relacional. E é dentro da família onde as rupturas são mais fáceis de acontecer, pois é o espaço onde a convivência é maior.
Filhos que se sentem injustiçados, cônjuges que se sentem colocados em um segundo plano, pais que se sentem desrespeitados, irmãos que entram em escalonamento de disputa pelo afeto parental, avós que querem interferir no sistema da família nuclear dos filhos, etc., são algumas coisas que promovem rupturas no seio da família.
Um exemplo nos evangelhos é a disputa entre as irmãs Marta e Maria quando recebem uma visita de Jesus (Lucas 10: 38-42). Haviam tarefas a serem realizadas, gente para ser alimentada, muita gente, e Marta trabalhava exaustivamente para dar conta, enquanto sua irmã, tranquilamente, sentava-se aos pés de Jesus para ouvi-lo. Será que Maria não se dá conta da situação? Não, deduziu Marta: “Ela está é fazendo ‘corpo mole’ e eu aqui me matando de trabalhar”.
Sim, quando não entendemos o comportamento do outro sempre tendemos a encontrar uma explicação que seja plausível dentro de nossos esquemas mentais – na maioria das vezes culpabilizando o outro. Segundo Laura Holcroft, citando São Bento, afirma que “Marta havia perdido a alegria e estava ansiosa (...) porque só praticava a mortificação externa do trabalho e se esqueceu de ‘ruminar’ sem cessar a Palavra de Jesus. Maria, pelo contrário, ruminava na Palavra sem cessar... havia elegido a única coisa necessária”.
Na ansiedade e exaustão das tarefas (mortificação externa), Marta tem uma reação de ruptura relacional (queixa) em relação à sua irmã, Maria, e leva esta queixa a Jesus, que lhe indica o caminho da reconciliação. Como se Jesus lhe dissesse: “Marta, tarefas são importantes, mas te deixam ansiosa e tua ansiedade te faz perceber a atitude de tua irmã de uma forma limitada. Veja, ela escolheu algo que não se desorganizará com a chegada das próximas visitas, algo que ela poderá guardar como um tesouro que não acaba ao final da hospedagem. Talvez, Marta, você precise refletir mais e de forma menos ansiosa (mortificação interna) e verá que essa é a melhor parte”!
O episódio nos indica algumas coisas importantes no processo de reconciliação dentro da família. Em primeiro lugar, devemos sempre nos perguntar se a mossa percepção é a única e possível explicação para o ocorrido ou se existem outras possibilidades de explicação que, em virtude de minhas emoções alteradas, eu resisto perceber. Na maioria das vezes, não enxergamos a realidade como ela é, mas sim como nós somos!
Se essa análise é muito difícil no momento de agito emocional, uma segunda iniciativa pode ser tentada, que é levar a sua percepção até Jesus e ouvir – com coração disponível – o que ele tem a nos dizer sobre nossa percepção. Talvez, como fez com Marta, ele nos revele que há coisas mais significativas que disputas por tarefas domésticas.
Em terceiro lugar, é preciso “buscar a melhor parte”, que é a leitura e meditação contínua na palavra de Deus. Então poderemos nos recordar que “no que depender de vós, tende paz com todos” (Romanos 12:18); e também que se meu irmão fez algo contra mim, devo buscar a reconciliação com ele, antes de buscar o culto a Deus (Mateus 5:23-25). Por fim, meditar também que Deus reconciliou consigo todas as coisas e nos torna “ministros de reconciliação” (II Cor. 5:18), ou seja, devemos ser as primícias de exemplo na busca de reconciliação, principalmente nas rupturas que ocorrem dentro de nossas famílias!
Por Carlos “Catito”

Resoluções de Ano Novo



Este ano vai ser diferente. Vai ser o “ano do poder”. Este vai ser o meu ano de avivamento espiritual. De ti, Senhor, não quero pouco; quero é tudo! Quero aquele batismo que arrebenta a boca do balão; quero “dunamis”. Poder para romper os cercos do inimigo, para derrubar muralhas, para matar gigantes a pedrada, para encher panelas de viúvas, para ressuscitar lázaros, para invadir casas de valentes, para declarar a vitória do Senhor sobre a morte, o mal, a doença, a velhice, a pobreza, a opressão e tudo o mais que, desavisado, atravessar o meu caminho.
Chega de pobreza! Chega de impotência diante da vida. Chega de empregos medíocres, de patrões medíocres. Chega de depressão, de filhos desanimados, de esposa rixosa e iracunda, de idosos ranzinzas e amargurados, de irmãos apáticos e interesseiros…
Este vai ser o ano da contrição, do joelho dobrado e do coração quebrantado. Vai ser o ano em que buscarei me despir de todos os “poderes” que penso ter e dos recursos que amealhei na vida, como a educação, o dinheiro, a esperteza, a influência, os amigos poderosos, o prestígio, o cargo público etc. Será o ano da mão estendida, que pede misericórdia, que se condói por si e pelos outros; da alma que chora e se assenta à mesa da comunhão para ser consolada.
Com o tempo, tomei as rédeas da vida nas mãos. Resolvi meu futuro com uma boa poupança, minha insegurança com um financiamento da Caixa e minha solidão com um cargo proeminente na igreja. Afastei os chatos com uma aparência de “muito ocupado” ou de indiferença. Livrei-me de culpas, contribuindo para instituições filantrópicas. Apoiei meus filhos e minha esposa, financiando-lhes um analista.
Mas eu quero outro tipo de poder. Quero poder para aprender quando admoestado. Quero um encontro sério com meus temores e fraquezas. Quero gente comum se metendo na minha vida; quero o último recurso do fraco: a oração.
Este ano serei menor. Se possível, o menor de todos. Vou voltar para casa, mesmo que isso me custe o emprego ou me prejudique nos negócios. Vou me encontrar com minha esposa e ficar muito tempo com ela e com os meus filhos. Vou redescobrir a alegria de ouvir os meus pais, até que se cansem de falar. E se houver outros pais os ouvirei também. Nesse tempo juntos, vamos renovar nossa aliança e retomar nossa amizade. Entre uma cambalhota e outra, vamos abrir a Palavra e lê-la juntos. Muito. Sobre ela, vamos falar de nós mesmos. De coisas íntimas e caras. De coisas sobre as quais já não falamos porque não interessam. Vamos nos confessar uns aos outros, abrindo-nos as vidas para que nelas entre luz do céu (eu pretendo chorar muito, já vou avisando). E vamos orar, contritos por não sermos o que nele poderíamos ser. Pediremos poder para matar esses gigantes.
Quero voltar para a minha igreja. Chega de proximidade de ano-luz. Já não quero essa armadura que vesti para tornar-me invulnerável ao ataque fraterno. Descobri que com ela fiz-me também impenetrável ao seu amor. Buscarei um retorno à amizade espiritual, com irmãos com quem possa abrir a minha alma. Sem medo de parecer menos homem por isso. Quero tempo para aqueles que riam à toa comigo e se alegrem na singeleza de um corinho ou de uma boa pizza com guaraná (celebrados por nós como pão e vinho). Com eles, quero voltar a pisar em terra santa: tirar as sandálias ao encontrar-me com Deus no espaço de corações hospitaleiros, sinceros e amorosos. Cantaremos juntos. Um cântico novo. Um canto de liberdade.
Senhor, este ano eu gostaria de ser “mais que vencedor”, um leão. Mesmo que, por olhos globalizados, eu seja visto como uma ovelha para o matadouro (Rm 8.36, 37).

Rubem Amorese
Fonte: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/274/resolucoes-de-ano-novo